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Investimentos

Fundo inédito de energia tem R$ 1 bilhão disponível
12 de agosto de 2005
O FIDC Quality Energia é o primeiro fundo de investimentos em direitos creditórios do tipo no Brasil. A distribuição da carteira, de série única, disponibilizou duas mil cotas, com valor da emissão unitária de R$ 500 mil. O investidor que optar pela aplicação, recebe o valor ajustado pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), mais 10% ao ano. O risco do FIDC é o mesmo da emissão de papéis da Eletrobrás, que tem a classificação AA indicada pela Standard & Poor’s. A categorização da agência indica o menor risco de crédito e de performance para fundos.

O segurador do investimento é o banco Itaú. A classificação de risco da instituição também é julgada pela Standard & Poor’s, que atribui à empresa o conceito AA. O pacote de seguros que acompanha o investidor é formado pelo chamado risco de engenharia e da obra e pela garantia do fornecimento do produto após finalização do empreendimento. Se a empresa não sair do papel, o seguro paga o que é de direito para os investidores que financiaram as obras através do FIDC. Os futuros donos de usinas têm dois anos de carência e 13 anos de repagamento. A dívida começa a amortizar a partir do décimo quinto ano, na data que a construção do projeto é aprovada. O tempo de carência é dado de acordo com cada obra. A análise da política de investimento é baseada na resolução 3.231, que regula os investimentos das fundações.


O Programa de Incentivo a Fontes Alternativas de Energia (Proinfa) é outro componente da estrutura do FIDC Quality Energia. O programa do Ministério de Minas e Energia contabiliza um prazo de 20 anos para a construção das usinas financiadas mediante investimentos nos recebíveis geridos pela Quality. Para conseguir o financiamento da construção do projeto, o empreendedor já deve ter assinado o contrato de fornecimento de energia com a Eletrobrás e, por conseqüência, ter as licenças prévias liberadas. Depois disso, o projeto passa por um estudo de viabilidade financeira e deve ser considerado, pelo banco Itaú, capaz de contrair o seguro do negócio.

A empresa gestora do veículo de captação é a Quality Previdência & Investimentos. O sócio-diretor, Mauro Slemer, acredita que a razão de financiar investimentos em infra-estrutura é a aposta na necessidade do produto, neste caso, em energia. Para Slemer, a garantia da aplicação é a própria viabilidade financeira do investimento que traz retorno assegurado. A Quality vai financiar 100% do empreendimento, com a única garantia do penhor dos recebíveis. O diretor adianta que, em breve, a empresa pretende gerir fundos semelhantes em outros setores de infra-estrutura, mas não cita qual seria este fundo.

Abaixo confira os investidores qualificados pela CVM a adquirir cotas do FIDC:
• Fundos de pensão
• Seguradoras
• Instituições Financeiras
• Pessoas Físicas e Jurídicas com aplicações financeiras superiores a R$ 300 mil
• Outros fundos de investimentos exclusivos
• Administradores de carteiras
• Consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM


Confira a expectativa do mercado para o IGP-M (FGV) nos próximos 30 dias:

Tabela Excel

Abaixo está uma lista de Centrais Hidrelétricas (com as potências contratadas) já aprovadas pelo Proinfa e que podem vir ser financiadas pelo fundo FIDC Quality:

Pequenas Centrais Hidrelétricas:
• Linha Emília (19,50 MW)
• Cotiporã (19,50 MW)
• Caçador (22,50 MW)
• Jararaca (0,70 MW)
• Jararaca (2,40 MW)
• Esmeralda (22,20 MW)
• São Bernardo (15,00 MW)
• Carlos Gonzatto (9,00 MW)
• Ilha (26,00 MW)

Centrais de energia eólica:
• Dos Índios (50,00 MW)
• Sangradouro (50,00)
• Osório (50,00 MW)
• Elebrás Cidreira (70,00 MW)

Fonte: www.eletrobras.gov.br

Equipe Técnica Acionista.com.br
redacao@acionista.com.br
Editado pela Jornalista Ana Borges
12/08/05

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