- Fundos de renda fixa são aposta dos investidores
- 10 de maio de 2005
- O aumento da taxa de juros e a volatilidade do
mercado financeiro tornam os fundos de renda fixa a grande aposta dos
investidores. Nos primeiros quatro meses do ano, a indústria dos
fundos captou R$ 13,11 bilhões. Os que mais receberam recursos foram
de renda fixa, com R$ 25,214 bilhões, em contraste com os
multimercados, que registraram retiradas líquidas da ordem de R$ 27,85
bilhões. O patrimônio líquido da renda fixa já soma R$ 221,93 bilhões,
35,13% do total da indústria, cujo PL é de R$ 631,69 bilhões. Os dados
são da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).
A segurança implícita na carteira, uma das opções consideradas mais
conservadoras, e o aumento corrente da taxa Selic contribuem para
manter a preferência de boa parte dos investidores pela renda fixa. O
cálculo do rendimento é atrelado à taxa básica de juros (Selic), que
tem sido elevada desde o final do ano passado. Para o vice-presidente
de varejo do Banco do Brasil Edson Monteiro as aplicações em renda
fixa têm apelo representativo. Cerca de 80% da captação líquida dos
fundos controlados pela instituição vêm desse investimento. O menor
risco diante do retorno oferecido é um fator positivo frente a outros
mais arriscados como, por exemplo, os fundos acionários e cambiais,
que têm apresentado gradativa queda, além da maior volatilidade.
A aplicação em fundos referenciados DI é uma das opções que mais tem
rendido e captado no mercado. O cálculo dos juros desses contratos tem
operado com percentual estável na Bolsa de Mercadorias & Futuros
(BM&F). De acordo com o último relatório focus, do Banco Central, a
taxa de juros para o mês de julho deve ser de 19,62% e não baixar mais
que 19%. Apenas em julho de 2006, a previsão é que chegue em 18,95%.
Analisando as previsões das taxas de DI, verifica-se que deve ser
maior ou igual à taxa básica de juro, constatação positiva que reforça
a opção de investimento em fundos DI. Para o final de 2005, a
Consultoria Lopes Filho & Associados estipulou, no início deste ano,
que a Selic deveria chegar a 17%.
As alterações nas tributações dos fundos, nas quais se incluem as
taxas menores de impostos sob serviço em longos prazos, influenciaram
a redução da captação dos fundos de previdência. De acordo com o
diretor executivo da asset management do banco Santander Banespa
Edvaldo Morata as mudanças nas taxações exigiram que os aplicadores
levantassem maior número de informações para guiarem suas escolhas
quanto a futuros investimentos. O resultado foi a diminuição de
investimentos nos fundos previdenciários, que eram muito procurados
até o ano passado.
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