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Investimentos

Rentabilidade prevista da poupança é de 9% neste ano
07 de abril de 2005

Em 2005, a poupança deve render 8,89%. Nos primeiros dois meses deste ano, o rendimento da poupança líquida e do valor bruto (não descontado a inflação) foi maior do que no mesmo período do ano passado. Da mesma maneira, a poupança rendeu mais do que a inflação medida pelo Índice de Preço do Consumidor Amplo (IPCA) no primeiro bimestre de 2005 em relação a 2004. A projeção atual de rendimento da poupança no acumulado do ano é igual ao percentual do ano passado. Porém, a carteira pode acumular alta de 2,06% segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliários e Poupança (Abecip). Já a inflação medida pelo IPCA deve ser de 5,88 % neste ano, considerando uma taxa básica de juros de 19,25% e o câmbio a R$ 2,90.

A isenção de imposto (CPMF - 0,3% sob movimentação financeira) no rendimento da caderneta de poupança é o diferencial. O rendimento baixo, juntamente com a ausência de risco, qualifica a poupança como o investimento mais conservador. A preferência em aplicar em poupança está relacionada à pré-fixação da taxa de rendimento (variação da TR, mais 0,5% em 30 dias) e à garantia de que não haverá percentuais perdidos do total investido entre a data da aplicação até o momento do saque da quantia.

Atualmente, a poupança movimenta cerca de 0,05% do montante que circula no mercado financeiro. Outra aplicação considerada também muito conservadora, o CDB (Certificado de Depósito Bancário), representa 41% do total de R$ 612 bilhões aplicados em fundos de investimentos no Brasil. São depositados, em média, R$ 353 milhões em poupança. De acordo com o estrategista advisory services do ABN Amro, Aquiles Mosca, cada R$ 1 aplicado na caderneta de poupança no ano de 1999 estaria (não contabilizada a inflação) valendo R$ 1,10 neste ano. Ou seja, teria rendido, em seis anos, 10% do valor inicial deixado no banco. Já o mesmo valor aplicado em CDB, estaria hoje em R$ 1,80, e, se aplicado na Bolsa de Valores, R$ 2,29.

Apesar da baixa rentabilidade, o investidor de poupança não tem perfil ou renda determinados. Pessoas com diferentes rendas mensais costumam fazer este tipo de aplicação, não há requisitos específicos entre diferentes públicos quando escolhem aplicar em poupança. O superintendente técnico da Abecip, José Pereira Gonçalves, qualifica a poupança como uma alavanca até outros investimentos. Mesmo o investidor que começa aplicando uma pequena quantia, pode utilizar a caderneta para garantir recursos iniciais, a fim de, posteriormente, arriscar investimentos com quantias maiores em fundos mais rentáveis.

A poupança é funding para financiar a habitação ou o crédito agrícola, dependendo da instituição financeira. Nos últimos dez anos, o rendimento deste fundo de renda fixa caiu. A razão é a redução da taxa básica de juros do Brasil. Por isso, esse decréscimo equilibrado não é ruim. O saldo em poupança de um país aumenta à medida que a renda cresce. O PIB brasileiro cresceu 5,2% em 2004 em relação ao ano anterior. Neste ano, a previsão de crescimento sobe para 5,5% e o PIB per capita deve ser 4% maior. Com maior renda, os investimentos em poupança sobem e a quantidade de crédito para financiar a casa própria também. Já com a taxa básica de juros mais alta, a poupança rende mais, porém, o crédito fica mais caro e as pessoas têm a tendência de retirar o dinheiro guardado na poupança para fazer compras à vista, não optando por crediários.

Editado pela Jornalista Ana Borges

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