Números do Tesouro Direto demonstram divisão do investidor
Em agosto, o montante financeiro vendido no Tesouro Direto foi de R$
92,48 milhões. Esse valor é 19,51% inferior ao observado em agosto de
2008. Em relação ao mês anterior, houve redução de 38,65% no montante
vendido. No mês, destaca-se a elevada demanda por títulos prefixados
(LTN e NTN-F), que possuem rentabilidade definida no momento da compra,
e cuja participação atingiu 47,35%. Os títulos indexados ao IPCA (NTN-B
e NTN-B Principal) ficaram em segundo lugar entre os mais vendidos, com
participação de 42,13% do total das vendas. Os títulos indexados à taxa
Selic (LFT) apresentaram participação de 10,52% nas vendas no mês.
Quem investiu
O número total de investidores cadastrados ao fim do mês de agosto
atingiu 164.668, o que representa incremento de 26,73% nos últimos doze
meses. Em agosto, 1.549 novos participantes se cadastraram no Tesouro
Direto, totalizando 18.729 novos investidores cadastrados em 2009. A
utilização do Programa por pequenos investidores pode ser observada pelo
elevado volume de vendas até R$ 5.000,00, cuja participação concentrou
63,85% do volume aplicado no mês. Destaca-se ainda que o valor médio por
operação, neste mês, foi de R$ 13.636.
O simulador da BM&FBovespa é mais um estímulo aos Títulos Públicos
Lançado no mês de setembro, o simulador é uma parceria entre BMF&Bovespa
e a Secretaria do Tesouro Nacional. Em pouco mais de duas semanas de
funcionamento, a ferramenta foi acessada por mais de 14 mil usuários. Através dela é possível calcular o
quanto pode render uma aplicação em títulos
públicos e o qual é o valor necessário para atingir
os objetivos
financeiros. O interessante do Simulador é que é
que ele é baseado em exemplos reais, como o quanto o investidor vai
precisar investir em títulos públicos ou durante quanto tempo para:
comprar uma casa, um carro, abrir um negócio, fazer uma viagem, garantir
a aposentadoria, entre outros. Além de mostrar quais papéis o investidor
teria a opção de aplicar para cada objetivo, o risco do investimento é
explicitado, a taxa de rentabilidade que o papel tem ao ano e os custos.
De acordo com a gerente dos Programas de Popularização da BM&FBovespa,
Patrícia Quadros, o objetivo do projeto é melhorar o entendimento sobre
o título público em um momento do mercado em que a diversificação de
investimentos se colocou também como opção para a pessoa física que já
investia no mercado de ações. “O caminho para investir é combinar o
mercado de ações e de renda fixa”, observa Patrícia. E para proporcionar
meios mais esclarecedores para isso, o simulador é baseado em um
material lúdico, que vem com um curso sobre o tema.
Acesso a página que dá acesso ao simulador:
http://simuladortesourodireto.cblc.com.br
Saiba mais sobre Títulos Públicos:
Como comprar: O Tesouro Direto é um programa que possibilita a aquisição
de títulos públicos por pessoas físicas pela internet. Foi implementado
pelo Tesouro Nacional em conjunto com a Câmera Brasileira de Liquidação
e Custóvia (CBLC) em 2002 com os objetivos de democratizar o acesso a
investimentos em títulos federais, incentivar a formação de poupança de
longo prazo e facilitar o acesso às informações sobre a administração e
a estrutura da dívida pública federal brasileira.
Características: A emissão de títulos públicos é uma das formas de
captação de recursos para financiar atividades do governo federal, tais
como educação, saúde e infra-estrutura. Direcionado a pessoas físicas
que queiram investir com segurança e tranqüilidade, o Tesouro Direto
oferece a compra de títulos da dívida pública diretamente pela Internet,
a partir de R$ 200,00 limitada a R$ 400.000,00 (para a carteira de
títulos adquirida no mês e não para cada título separadamente). além das
taxas de administração e de custódia serem baixas - é que o Imposto de
Renda só é cobrado no momento da venda ou vencimento do título. Ou seja,
o poupador ganha todo o rendimento da capitalização dos juros até o
momento do resgate
Quais os títulos disponíveis para negociação
Atualmente, estão disponíveis os seguintes títulos públicos pela
Internet:
LTN - Letra do Tesouro Nacional: título com rentabilidade
definida (taxa fixa) no momento da compra. Forma de pagamento: no
vencimento;
LFT - Letra Financeira do Tesouro: título com rentabilidade
diária vinculada à taxa de juros básica da economia (taxa média das
operações diárias com títulos públicos registrados no sistema SELIC, ou,
simplesmente, taxa Selic) Forma de pagamento: no vencimento;
NTN-B – Nota do Tesouro Nacional – série B: título com
rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos
no momento da compra. Forma de Pagamento: semestralmente (juros) e no
vencimento (principal);
NTN-C – Nota do Tesouro Nacional – série C: título com
rentabilidade vinculada à variação do IGP-M, acrescida de juros
definidos no momento da compra. Forma de Pagamento: semestralmente
(juros) e no vencimento (principal);
NTN-F – Nota do Tesouro Nacional – série F: título com
rentabilidade prefixada, acrescida de juros definidos no momento da
compra. Forma de Pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento
(principal).
Conheça as novas tarifas, desde abril de 2009:
- No momento da compra do título, é cobrada uma taxa de negociação de
0,10% sobre o valor da operação.
-
- Há também uma taxa de custódia da BM&FBOVESPA de 0,30% ao ano sobre o
valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às
informações e movimentações dos saldos, que é cobrada semestralmente, no
primeiro dia útil de janeiro ou de julho, ou na ocorrência de um evento
de custódia (pagamento de juros, venda ou vencimento do título), o que
ocorrer primeiro. Essa taxa é cobrada proporcionalmente ao período em
que o investidor mantiver o título, e é calculada até o saldo de
R$1.500.000,00 por conta de custódia. No caso em que, no semestre, a
soma do valor da taxa de custódia da BM&FBOVESPA e da taxa do Agente de
Custódia for inferior a R$10,00, o valor das taxas será acumulado para a
cobrança no semestre seguinte, no primeiro dia útil de janeiro ou de
julho, ou na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros,
venda ou vencimento do título), o que ocorrer primeiro.
Os agentes de custódia também cobram taxas de serviços livremente
acordadas com os investidores. As taxas cobradas pelas instituições
estão disponíveis para consulta no site do Tesouro Direto. O investidor
deve confirmá-las no momento da contratação.
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Assim, no momento da operação de compra o investidor pagará o valor da
transação (preço unitário do título vezes a quantidade adquirida) mais
0,10% sobre o valor da transação (taxa de negociação BM&FBOVESPA) mais a
taxa do Agente de Custódia referente ao primeiro ano de custódia. Caso o
título tenha vencimento inferior a um ano, a taxa do agente de custódia
será proporcional ao prazo do título. A taxa de custódia da BM&FBOVESPA
(0,3% ao ano) será provisionada diariamente a partir da liquidação da
operação de compra (D+2).
Para saber mais sobre títulos públicos acesse:
Perfil e prazo de investimentos definem se o
título em inflação será pré ou pós-fixado
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