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Conheça um pouco mais sobre títulos públicos
   05 de outubro de 2009

Números do Tesouro Direto demonstram divisão do investidor

Em agosto, o montante financeiro vendido no Tesouro Direto foi de R$ 92,48 milhões. Esse valor é 19,51% inferior ao observado em agosto de 2008. Em relação ao mês anterior, houve redução de 38,65% no montante vendido. No mês, destaca-se a elevada demanda por títulos prefixados (LTN e NTN-F), que possuem rentabilidade definida no momento da compra, e cuja participação atingiu 47,35%. Os títulos indexados ao IPCA (NTN-B e NTN-B Principal) ficaram em segundo lugar entre os mais vendidos, com participação de 42,13% do total das vendas. Os títulos indexados à taxa Selic (LFT) apresentaram participação de 10,52% nas vendas no mês.


Quem investiu

O número total de investidores cadastrados ao fim do mês de agosto atingiu 164.668, o que representa incremento de 26,73% nos últimos doze meses. Em agosto, 1.549 novos participantes se cadastraram no Tesouro Direto, totalizando 18.729 novos investidores cadastrados em 2009. A utilização do Programa por pequenos investidores pode ser observada pelo elevado volume de vendas até R$ 5.000,00, cuja participação concentrou 63,85% do volume aplicado no mês. Destaca-se ainda que o valor médio por operação, neste mês, foi de R$ 13.636.

O simulador da BM&FBovespa é mais um estímulo aos Títulos Públicos

Lançado no mês de setembro, o simulador é uma parceria entre BMF&Bovespa e a Secretaria do Tesouro Nacional. Em pouco mais de duas semanas de funcionamento, a ferramenta foi acessada por mais de 14 mil usuários. Através dela é possível calcular o quanto pode render uma aplicação em títulos públicos e o qual é o valor necessário para atingir os objetivos financeiros. O interessante do Simulador é que é que ele é baseado em exemplos reais, como o quanto o investidor vai precisar investir em títulos públicos ou durante quanto tempo para: comprar uma casa, um carro, abrir um negócio, fazer uma viagem, garantir a aposentadoria, entre outros. Além de mostrar quais papéis o investidor teria a opção de aplicar para cada objetivo, o risco do investimento é explicitado, a taxa de rentabilidade que o papel tem ao ano e os custos.


De acordo com a gerente dos Programas de Popularização da BM&FBovespa, Patrícia Quadros, o objetivo do projeto é melhorar o entendimento sobre o título público em um momento do mercado em que a diversificação de investimentos se colocou também como opção para a pessoa física que já investia no mercado de ações. “O caminho para investir é combinar o mercado de ações e de renda fixa”, observa Patrícia. E para proporcionar meios mais esclarecedores para isso, o simulador é baseado em um material lúdico, que vem com um curso sobre o tema.

Acesso a página que dá acesso ao simulador:
http://simuladortesourodireto.cblc.com.br


Saiba mais sobre Títulos Públicos:

Como comprar: O Tesouro Direto é um programa que possibilita a aquisição de títulos públicos por pessoas físicas pela internet. Foi implementado pelo Tesouro Nacional em conjunto com a Câmera Brasileira de Liquidação e Custóvia (CBLC) em 2002 com os objetivos de democratizar o acesso a investimentos em títulos federais, incentivar a formação de poupança de longo prazo e facilitar o acesso às informações sobre a administração e a estrutura da dívida pública federal brasileira.

Características: A emissão de títulos públicos é uma das formas de captação de recursos para financiar atividades do governo federal, tais como educação, saúde e infra-estrutura. Direcionado a pessoas físicas que queiram investir com segurança e tranqüilidade, o Tesouro Direto oferece a compra de títulos da dívida pública diretamente pela Internet, a partir de R$ 200,00 limitada a R$ 400.000,00 (para a carteira de títulos adquirida no mês e não para cada título separadamente). além das taxas de administração e de custódia serem baixas - é que o Imposto de Renda só é cobrado no momento da venda ou vencimento do título. Ou seja, o poupador ganha todo o rendimento da capitalização dos juros até o momento do resgate
Quais os títulos disponíveis para negociação

Atualmente, estão disponíveis os seguintes títulos públicos pela Internet:
LTN - Letra do Tesouro Nacional: título com rentabilidade definida (taxa fixa) no momento da compra. Forma de pagamento: no vencimento;
LFT - Letra Financeira do Tesouro: título com rentabilidade diária vinculada à taxa de juros básica da economia (taxa média das operações diárias com títulos públicos registrados no sistema SELIC, ou, simplesmente, taxa Selic) Forma de pagamento: no vencimento;
NTN-B – Nota do Tesouro Nacional – série B: título com rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos no momento da compra. Forma de Pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal);
NTN-C – Nota do Tesouro Nacional – série C: título com rentabilidade vinculada à variação do IGP-M, acrescida de juros definidos no momento da compra. Forma de Pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal);
NTN-F – Nota do Tesouro Nacional – série F: título com rentabilidade prefixada, acrescida de juros definidos no momento da compra. Forma de Pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal).

Conheça as novas tarifas, desde abril de 2009:

- No momento da compra do título, é cobrada uma taxa de negociação de 0,10% sobre o valor da operação.

- Há também uma taxa de custódia da BM&FBOVESPA de 0,30% ao ano sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos, que é cobrada semestralmente, no primeiro dia útil de janeiro ou de julho, ou na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros, venda ou vencimento do título), o que ocorrer primeiro. Essa taxa é cobrada proporcionalmente ao período em que o investidor mantiver o título, e é calculada até o saldo de R$1.500.000,00 por conta de custódia. No caso em que, no semestre, a soma do valor da taxa de custódia da BM&FBOVESPA e da taxa do Agente de Custódia for inferior a R$10,00, o valor das taxas será acumulado para a cobrança no semestre seguinte, no primeiro dia útil de janeiro ou de julho, ou na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros, venda ou vencimento do título), o que ocorrer primeiro.

Os agentes de custódia também cobram taxas de serviços livremente acordadas com os investidores. As taxas cobradas pelas instituições estão disponíveis para consulta no site do Tesouro Direto. O investidor deve confirmá-las no momento da contratação.

Assim, no momento da operação de compra o investidor pagará o valor da transação (preço unitário do título vezes a quantidade adquirida) mais 0,10% sobre o valor da transação (taxa de negociação BM&FBOVESPA) mais a taxa do Agente de Custódia referente ao primeiro ano de custódia. Caso o título tenha vencimento inferior a um ano, a taxa do agente de custódia será proporcional ao prazo do título. A taxa de custódia da BM&FBOVESPA (0,3% ao ano) será provisionada diariamente a partir da liquidação da operação de compra (D+2).
Para saber mais sobre títulos públicos acesse:
Perfil e prazo de investimentos definem se o título em inflação será pré ou pós-fixado
Normas
 Instrução CVM 387/03

 Instrução CVM 301/99

 Regulamento do Tesouro Direto
 
Fonte: www.tesourodireto.gov.br


Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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