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CESP
participa de estudo publicado em revista internacional sobre
o peixe armado
A
revista revista científica internacional Ecology of
Freshwater Fish está publicando um estudo abordando os
movimentos migratórios do armado (Pterodoras granulosus)
na bacia do rio Paraná que conta com a participação da
Companhia Energética de São Paulo (CESP). O estudo foi
desenvolvido, em cooperação, pela Universidade Estadual do
Oeste do Paraná; US Geological Survey, unidade de pesquisa
sobre pesca e vida selvagem do Mississipi; Itaipu
Binacional; Entidad Binacional Yaciretá (Argentina) e pela
CESP. O gerente da Divisão de Recuperação e Conservação de
Ecossistemas da CESP, João Henrique Pinheiro Dias, é um
dos co-autores do artigo. Constam da bibliografia dois
relatórios da CESP: o de operação do elevador para peixes
de Porto Primavera referente ao período 1999-2000 e o de
operação de equipamentos de transposição de peixes da
mesma usina, do período 2001-2002.
O armado é um peixe que ocorria originalmente no trecho
médio da bacia do rio Paraná, mas colonizou o Alto Paraná,
segmento a montante de Guaíra (PR), desde que o salto das
Sete Quedas foi submerso pela formação do reservatório de
Itaipu. Tornou-se uma das espécies mais importantes na
pesca profissional dos estados do Paraná, Mato Grosso do
Sul e São Paulo.
Um total de 8.051 exemplares da espécie receberam
marcas hidrostáticas, com mensagens para os pescadores,
suturadas na região dorsal. Essas marcas, devolvidas por
pescadores profissionais e amadores, que recebem brindes
como capas de chuva, garrafas térmicas, lanternas e
certificados de colaboração, permitiram analisar dados de
420 exemplares, número correspondente a 5,2% de recaptura.
Os estudos apontaram que os peixes se deslocaram, em
média, 50 quilômetros a montante e 27 quilômetros a
jusante dos pontos de captura, com distâncias máximas de
215 quilômetros a montante e 150 quilômetros a jusante.
O tempo médio decorrido entre captura e recaptura foi
de 216 dias, com taxas médias de deslocamento de 0,6
quilômetro por dia, sendo constatado um deslocamento
máximo de 9,4 quilômetros por dia. Os padrões de movimento
observados podem ser associados ao comportamento
reprodutivo da espécie, que pode viver nos reservatórios,
mas provavelmente desova nos afluentes ou em trechos de
água corrente a montante. O estudo indica também uma
preocupação com os riscos da dispersão do armado para
reservatórios e rios onde essa espécie ainda não ocorre, o
que poderia causar desequilíbrios ecológicos.
Colegas de imprensa,
Este material foi preparado pelo Departamento de Comunicação
da CESP pela jornalista Bia Ferreira (mtps 17.926). Para
mais informações, nossa equipe de imprensa está à disposição
pelos telefones (11) 5613-3566, 5613-3858, 9965-0359, pelo
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inform@cesp.com.br.
Saudações,
Maria Cláudia Flesch Fortes
Gerente do Departamento de Comunicação da CESP
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