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Brasil Ecodiesel
obteve crescimento trimestral médio de 70% em 2007
Principal empresa
de biodiesel do país consolida um dos maiores parques
industriais de produção de biodiesel
Líder da
produção de biodiesel no país, a Brasil Ecodiesel (Ecod) encerrou 2007
registrando crescimento de 533,9% em relação a 2006 e sendo
responsável por 52,6% de todo o biodiesel produzido no país. O anúncio
foi feito na quarta-feira, dia 26, durante teleconferência com
jornalistas para o balanço de suas atividades financeiras e
operacionais no quarto trimestre de 2007, além de uma avaliação do
setor de biodiesel no ano passado. O diretor de Relações com
Investidores da empresa Ricardo Vianna anunciou que a Ecod registrou
receita líquida de R$ 134,3 milhões no 4T07 e de R$ 335,6 milhões em
2007, quando a empresa vendeu 75.763 milhões de litros de biodiesel no
trimestre, num total de 190.434 milhões de litros durante todo ano.
Este volume confirma um crescimento trimestral médio de 70% desde o
1T06.
“Enfrentamos vários desafios em 2007, ano em que o Programa Nacional
de Produção de Biodiesel ainda se encontrava em fase preliminar, de
uso autorizativo. Em 2008 iniciou-se a fase de uso obrigatório do
biodiesel, tornando o Programa irreversível. Verificamos que de fato
já existe no país capacidade produtiva para atender às demandas de uso
do B2 e do B3 e a Brasil Ecodiesel se orgulha de ter ajudado nesse
processo de introdução do biodiesel, que elevou o país a ser um modelo
de sucesso na produção de biodiesel”, afirmou Ricardo Vianna.
Entre as
projeções para 2008, Vianna ressaltou a antecipação feita pelo Governo
Federal da obrigatoriedade do B3 para 1º de julho próximo. Segundo
ele, a medida demonstra a consolidação do mercado brasileiro e a
tendência de antecipar o B5 de 2013 para 2010. “Também é muito
importante para o setor o anúncio feito pela Comissão Européia ao
Parlamento Europeu no ano passado, com a sugestão de estabelecer um
percentual obrigatório de 10% de biocombustíveis nos combustíveis
minerais a partir de 2020. Acreditamos que a medida deverá abrir uma
janela significativa para exportação”, completou Vianna.
O
prejuízo líquido de R$ 24,4 milhões registrado no quarto trimestre,
num total contabilizado de R$ 37,7 milhões em 2007, deve-se,
principalmente à elevação nas cotações dos óleos vegetais e à operação
abaixo da capacidade industrial. “Ainda que o rendimento dos nossos
negócios tenha sido impactado pelo volume de vendas inferior ao
previsto, por conta da não-retirada do biodiesel ao longo do ano, a
Brasil Ecodiesel verificou forte aumento nas vendas no último
trimestre de 2007, quando as distribuidoras de combustível ampliaram
seus investimentos na logística e distribuição de biodiesel com a
chegada da obrigatoriedade do B2.
Consolidação de um
dos principais parques industriais do mundo
A Brasil
Ecodiesel ampliou consideravelmente sua estrutura industrial em 2007.
Hoje, possui seis unidades – Floriano (PI), Iraquara (BA), Crateús
(CE), Porto Nacional (TO), Itaqui (MA) e Rosário do Sul (RS) - em
pleno funcionamento comercial, alcançando 640 milhões de litros de
capacidade de produção anual. Tal capacidade coloca a Brasil Ecodiesel
como a maior empresa de biodiesel do país e entre uma das maiores
empresas do mundo.
Paralelamente, a companhia concluiu, em meados de 2007, a instalação
da unidade de extração de óleo vegetal integrada à usina de
transesterificação em Iraquara e o processo de modernização da unidade
de extração de óleo de São Luiz Gonzaga. Uma nova unidade de extração
de óleo integrada à usina de Porto Nacional está em fase inicial de
construção.
Novos
investimentos na cadeia agrícola
Com a
concretização da ampliação industrial da Brasil Ecodiesel, a empresa
volta agora seus esforços para a expansão das cadeias de originação
agrícola. Em 2007, a implementação de novas cadeias, como as de mamona
e girassol, não ocorreu no ritmo planejado. A seca que atingiu grande
parte das regiões produtoras de mamona e as chuvas de granizo em
regiões do Sul produtoras de girassol retardaram a estratégia da Ecod
de reduzir do óleo de soja como principal fonte para produção de
biodiesel.
“O
pequeno volume de grãos colhidos inviabilizou que fossem processados
para obtenção de óleo vegetal e produção de biodiesel. Optamos,
portanto, por estocar os grãos da safra passada, que serão processamos
juntamente com a safra deste ano. Nossa expectativa é de que
oleaginosas como a mamona e o girassol ocupem até 25% no mix de
originação de matérias-primas para produção de biodiesel em 2008”,
explicou Ricardo Vianna, que ratificou a meta da empresa em seguir
fomentando o cultivo de matérias-primas alternativas à soja.
O pinhão
manso, por exemplo, também ocupa lugar de destaque na visão
estratégica da empresa, que tem conhecimento ímpar no mundo sobre o
comportamento desta oleaginosa. Já são 14 mil hectares plantados pela
Brasil Ecodiesel, que conta com 63 mil ha de fazendas próprias ou
terras arrendadas para plantio.
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