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Principal empresa
de biodiesel do país consolida novas áreas de plantio de pinhão
manso e mamona
A Brasil
Ecodiesel confirmou sua liderança no setor de biodiesel no primeiro
trimestre de 2008 e anunciou o aumento das áreas de plantios em terras
próprias. Dando continuidade à estratégia de buscar óleos vegetais
alternativos para a produção do biodiesel, a companhia concluiu o
plantio de 5.300 hectares adicionais de pinhão manso, parte em
consórcio com a mamona em terras próprias da Companhia. O anúncio foi
feito nesta quarta-feira, dia 14, pelo Diretor Executivo e de Relações
com Investidores Ricardo Vianna, durante audioconferência com imprensa
sobre os resultados financeiros da Brasil Ecodiesel no primeiro
trimestre deste ano.
Vianna
anunciou ainda que a empresa apresentou receita líquida na ordem de R$
167,3 milhões, 24,6% superior ao quarto trimestre do ano passado. A
consolidação da utilização mandatória do B2 (diesel mineral com adição
de 2% de biodiesel) neste primeiro trimestre também favoreceu a
produção 70,7 milhões de litros de biodiesel e a venda 86,9 milhões de
litros de biodiesel pela Brasil Ecodiesel. Volumes que representam um
crescimento de 14,8% em relação ao trimestre anterior.
O
prejuízo líquido de R$ 14,9 milhões contabilizado nos três primeiros
meses de 2008 ocorreu devido, principalmente, aos resultados negativos
do mês de março, que foi marcado pela forte alta nas cotações dos
óleos vegetais, afetando todas as empresas do setor.
Novas
oportunidades
Segundo
Vianna, os resultados deste trimestre já eram esperados. No entanto,
as perspectivas para segundo semestre de 2008 são positivas. Isto
porque o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) determinou
que a mistura obrigatória de biodiesel no diesel mineral seja elevada
para 3% a partir de 1º de julho. A partir daí, ocorrerá um grande
incremento na demanda por biodiesel no mercado nacional, gerando novas
oportunidades para o segmento.
“A
obrigatoriedade do B3 representa a maturidade da indústria brasileira
de biodiesel. A mistura implicará numa demanda anual de cerca de 1,3
bilhões de litros de biodiesel, o que possibilitará inclusive uma
redução da necessidade de importação de diesel. A elevação deste
percentual incrementa ainda mais a posição de destaque que o Brasil
tem no mercado internacional no que se refere à produção e utilização
de energia provenientes de fontes renováveis”, afirmou Ricardo Vianna.
De acordo
com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores
(ANFAVEA), a utilização de tal mistura não exige alteração nos motores
e diversos fabricantes de motores vêm testando e aprovando misturas
superiores.
A Brasil
Ecodiesel espera um cenário favorável no segundo semestre também em
razão dos resultados obtidos no último leilão realizado pela Agência
Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em abril
deste ano, quando a empresa realizou vendas com preços
significativamente superiores aos obtidos no leilão anterior da ANP.
As entregas deste último leilão deverão ser efetuadas a partir de 1º
de julho próximo.
Energia x
Alimentos
Diante da
recente discussão em torno do impacto que a produção de
biocombustíveis teria sobre a alta de preços dos alimentos, a Brasil
Ecodiesel entende que este aumento dos últimos meses não tem relação
com a produção de biodiesel. A causa está nos seguintes fatores:
incremento da demanda de alimentos nos países em desenvolvimento,
ocasionado pelos aumentos de renda e populacional, principalmente na
China e na Índia; nos preços recordes do petróleo, que impactam toda a
cadeia de produção (fertilizantes produzidos a partir de petróleo) e
distribuição de alimentos (transporte).
O
terceiro fator determinante para o aumento dos preços dos alimentos
decorre da atuação de fundos especulativos no setor de commodities,
principalmente após o início da crise com hipotecas de alto risco nos
EUA, que levou muitos fundos a migrarem para as commodities agrícolas
e metálicas como forma de manter a rentabilidade. Por fim, o
crescimento do etanol de milho nos EUA, motivado por subsídios
agrícolas, reduzindo a destinação do milho para alimentação assim como
de terras destinadas a outras culturas alimentícias, exerceram forte
pressão sobre os preços.
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