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A Aracruz Celulose enviou
hoje (19/11) ofício de esclarecimento à Comissão de Valores Mobiliários
(CVM) informando que a companhia não cogita desfazer-se de sua participação
acionária na Veracel – joint-venture com a Stora Enso. O ofício foi
encaminhado em resposta a um pedido de esclarecimento da entidade a respeito
de notícias veiculadas na mídia sobre uma suposta operação de venda de ações
da Aracruz na Veracel.
Conforme consta no esclarecimento à CVM, assinado pelo diretor financeiro e
de relações com investidores, Marcos Grodetzky, a Aracruz não mantém
negociações nesse sentido com nenhum representante ou emissário da Stora
Enso.
Segundo o diretor-presidente da Aracruz Celulose, Carlos Aguiar, a Veracel é
uma empresa estrategicamente importante para a Aracruz, tanto pela sua alta
eficiência operacional como pelo seu potencial de expansão. “Em nenhum
momento cogitamos vender nossa participação na Veracel; pelo contrário,
autorizamos o prosseguimento das aquisições de terras e do desenvolvimento
de florestas, bem como com o estudo de viabilidade do projeto de expansão,
Veracel 2”, afirmou.
A Veracel Celulose, uma joint venture em que a Aracruz Celulose e a empresa
sueco-finlandesa Stora Enso detêm 50% de participação cada uma, é um
complexo fabril localizado em Eunápolis, no sul do Estado da Bahia, com
capacidade para produzir 1 milhão de toneladas anuais de celulose branqueada
de eucalipto. A Veracel possui aproximadamente 90 mil hectares de plantios
de eucalipto, entremeados em mosaico com cerca de 115 mil hectares de
reservas nativas. |