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PESQUISA FOCUS


PIB - A pesquisa Focus desta semana alterou a previsão de crescimento do PIB de 2017 de 0,49 para 0,48% e a de 2018, de 2,39% para 2,40%. Notícia divulgada terça-feira (14), por fontes do governo, informa que a previsão de crescimento da economia brasileira em 2017, será reduzida em 0,5%. Segundo observadores, a projeção ficará em 0,48%, percentual esperado pelo mercado conforme pesquisa Focus datada de segunda-feira (13). O ministro Meirelles vem afirmando, que no fim do ano, a economia já estará crescendo em ritmo acelerado e que no último trimestre já apresente uma alta de 2,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Não deve preocupar as perspectivas de desempenho da nossa economia, mas o comportamento desprezível da política partidária brasileira, mais preocupada com a proteção de políticos desonestos envolvidos nos malfeitos da Lava-Jato do que com os problemas econômicos do país. As notícias da semana divulgando a criação de 35 mil vagas formais de trabalho em fevereiro, a reportagem da “The Economist” considerando a economia brasileira em ascensão, a alteração da nota do Brasil pela agência Moody’s de negativa para estável e o sucesso do leilão de concessão de quatro aeroportos não foram suficientes para compensar os prejuízos do escândalo provocado pela extensa lista de Janot, incluindo nome de ministros e amigos íntimos do Presidente Temer e da operação Carne Fraca que deixou perplexo o consumidor nacional e temeroso o importador estrangeiro. A trajetória do PIB fica cada vez mais complicada com o nível de confiança que o país inspira.



Inflação - A pesquisa Focus reduziu novamente a expectativa de inflação de 2017 que passou de 4,36% para 4,19%. A projeção para 2018 foi mantida em 4,50%. A queda da inflação é uma tendência que se consolida a cada semana e que segundo a agência Moody’s permitirá que o Banco Central corte mais a taxa de juros no país para estimular a atividade econômica. A Fundação Getúlio Vargas divulgou sexta-feira (17), a segunda prévia de março do IGP-M, de 0,08% de alta, contra a variação positiva de 0,02% do mesmo período do mês anterior. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede a variação dos preços no atacado e corresponde a 60% do IGP-M, apresentou queda de 0,08% depois de recuar 0,15% na segunda prévia de fevereiro. Os demais índices que compõem o IGP-M apresentaram evolução favorável à queda dos preços.



Dólar - O dólar à vista variou esta semana dos R$ 3,152 de segunda-feira (13) aos R$ 3,100 nesta sexta-feira (17). A pesquisa Focus manteve a previsão da taxa do dólar da semana anterior para o final de 2017 de R$ 3,30. A expectativa para o dólar no final de 2018 ficou também inalterada em R$ 3,40. O dólar teve queda de 1,37% na semana, de 0,42% no acumulado do mês, de 4,62% no ano e de 13,79% nos últimos doze meses. A queda da moeda americana ante o real e outras moedas foi consequência da confirmação do FED do aumento de 0,25% na taxa de juros, que ficará na faixa de 0,75% a 1% ao ano.



Juros - A Focus reduziu a estimativa da taxa Selic deste ano de 9,25%, para 9%. A previsão da taxa de 2018 também foi reduzida de 9%, para 8,75%. O ritmo acelerado da queda da inflação tem permitido a redução da taxa de juros que pode chegar a menos de 9% até o fim do ano, segundo analistas mais otimistas. É indispensável, entretanto, que o cenário econômico seja melhorado com a aprovação da reforma da previdência e a modernização das regras trabalhistas. A confiança do mercado na nossa economia é essencial para o sucesso da gestão das autoridades monetárias.



Dívida Pública - A pesquisa alterou a previsão da dívida líquida do setor público de 2017 de 51,50% para 51,55% do PIB. A previsão da dívida de 2018 foi mantida em 55% do PIB. A dívida líquida do setor público corresponde ao saldo líquido do endividamento do setor público não financeiro e do Banco Central com o sistema financeiro (público e privado), o setor privado não financeiro e o resto do mundo. O saldo líquido é o balanceamento entre as dívidas e os créditos do setor público não financeiro e do Banco Central.


Fonte: BACEN
Elaboração: Equipe técnica Acionista.com.br

Relatório Focus Original

20 MAR, 2017