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PESQUISA FOCUS

                 


PIB -A última edição da pesquisa Focus, divulgada segunda-feira (17), manteve a expectativa de crescimento do PIB de 2017 de 0,34% e a de 2018 em 2%.

O período de recessão da economia brasileira chega ao fim, conforme apontam alguns indicadores econômicos de fontes confiáveis, divulgados esta semana, mas sugerem uma lenta retomada da economia. O Monitor do PIB, indicador que procura antecipar o desempenho da economia, elaborado pelo Ibre da FGV, divulgado terça-feira (18), revela que o PIB em maio recuou 0,90% ante abril. Entretanto, na comparação do índice de maio com o mesmo mês do ano passado, o Monitor revela um crescimento de 0,7, revelando retomada de recuperação observada antes mesmo da divulgação do índice de abril. O crescimento mais significativo são os de 6,1% na agropecuária, 4,2% na indústria de transformação e 3,5% nos transportes. O Indicador Coincidente Composto da Economia – ICCE – elaborado em conjunto pelo Ibre/FGV e Conference Board, também divulgado terça-feira, por outro lado, demonstra alta de 0,7% no índice que mensura as condições econômicas atuais (98,9 pontos) revelando reversão da recessão iniciada em 2014. “O resultado positivo do ICCE em junho coloca a variação de seis meses anualizado do indicador acima de 2% pelo terceiro mês consecutivo”, diz Paulo Picchetti, coordenador da FGV. O declínio do indicador em junho mostra que a retomada é frágil no momento atual, provocada pela crise política que fragiliza a situação econômica. A Intenção de Consumo das Famílias, indicador mantido pela Confederação Nacional do Comercio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cresceu 0,2% de junho para julho. Nos últimos doze meses o índice cresceu 12,5%, fato que demonstra uma tendência de recuperação da economia, medida pela intensão de consumo.



Inflação A pesquisa Focus reduziu mais uma vez a expectativa de inflação de 2017 de 3,38% para 3,29%. A projeção para 2018 foi reduzida de 4,24% para 4,20%. O IPCA-15 de julho, índice calculado pelo IBGE e divulgado quinta-feira (20), considerado uma mensuração prévia da inflação, revelou uma recessão da ordem de 0,18% no período compreendido entre a 2ª quinzena de junho e a 1ª quinzena de julho, influenciada pela queda dos preços de alimentação e transportes. A inflação acumulada nos últimos doze meses é da ordem de 2,78%, muito abaixo do piso da meta de 4,5% do IPCA. O IPCA-15 acumulado de janeiro a julho é de 1,44% e a média mensal do período, de 0,20%. Mantida essa média no período agosto/dezembro, o IPCA-15 acumulado em 2017 atingirá 2,48%, inferior à estimativa da Pesquisa Focus para o IPCA de 2017 de 3,28%. A robusta alta dos impostos incidentes sobre os combustíveis, decretada no mesmo dia 20 do corrente, deverá alterar a estimativa de inflação de 2017, entre 0,4 e 0,6%, razão pela qual é possível projetar um IPCA entre 3,8% e 4% no fim do exercício. O governo mais uma vez transfere à população o ônus do desequilíbrio financeiro decorrente, em parte, do custo político de manter um Congresso atrelado à defesa do Presidente, denunciado pela PGR por corrupção passiva. A equipe do Ministério da Fazenda por mais que se esforce não consegue incutir bom senso na equipe política da presidência.

 

Dólar - O dólar à vista variou esta semana dos R$ 3,181 de segunda-feira (17) aos R$ 3,129 nesta sexta-feira (17). A pesquisa Focus desta semana reduziu a previsão da taxa do dólar de 2017 de R$ 3,35 para R$ 3,30 e manteve a de 2018 em R$ 3,45.

A taxa de câmbio acumula queda de 1,73% na semana, de 5,53% no mês e de 3,72% no ano. Nos últimos doze meses apresenta queda de 3,49%. A aversão ao risco levou investidores a se protegerem no dólar, ativo considerado mais seguro. A moeda à vista fechou a semana cotada a R$ 3.129, após uma semana com forte ingresso de moeda americana no mercado e com a perspectiva de aumentar a entrada de dólar em razão de novos IPOs na Bolsa.  



Juros -A Focus reduziu esta semana a estimativa da taxa Selic deste ano de 8,25% para 8 % e manteve a de 2018 também em 8%, diante de um cenário inflacionário favorável. As projeções dos analistas consultados pela pesquisa veem caindo há tempos. O grupo de analista Top-5, que mais acerta as previsões, estimam uma taxa Selic de 7,75% no fim deste ano, ante previsão anterior de 8%. Os economistas participantes da pesquisa projetam que o Copom na reunião da semana que vem, reduzirão a taxa Selic no mínimo em 1%, passando de 10,25% para 9,25%. A inflação em queda reforça a convicção dos analistas e a expectativa do mercado.



Dívida Pública - A pesquisa alterou esta semana a previsão da dívida líquida do setor público de 2017 de 51,60% para 51,70% e a de 2018 de 55,10% para 55,15% do PIB. A dívida líquida do setor público corresponde ao saldo líquido do endividamento do setor público não financeiro e do Banco Central com o sistema financeiro (público e privado), o setor privado não financeiro e o resto do mundo. O saldo líquido é o balanceamento entre as dívidas e os créditos do setor público não financeiro e do Banco Central.


Fonte: BACEN
Elaboração: Equipe técnica Acionista.com.br

Relatório Focus Original

24 JUl, 2017