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PESQUISA FOCUS

                          

PIB -A última edição da pesquisa Focus, divulgada segunda-feira (13), manteve a expectativa de crescimento do PIB de 2017 em 0,73% e a de 2018 em 2,50%.

Há quatro semanas a expectativa de desempenho do PIB deste ano se mantem inalterado em 0,73% e há cinco a de 2018, em 2,50%. O Relatório Trimestral de Inflação do BC de 21 de setembro previa o crescimento do PIB deste ano de 0,7% e o de 2018, de 2,2%. Há, portanto, em vários setores de análise de desempenho da economia uma visão de que a recessão efetivamente terminou e que a economia começa a reagir às medidas da equipe econômica, apesar do incansável trabalho pernicioso do setor político, responsável pela manutenção ativa da corrupção e pelo descrédito do governo. Um sinal positivo da retomada da economia é o resultado da Balança Comercial em outubro que responde por uma exportação da ordem de US$ 183,5 bilhões, uma importação equivalente a US$ 125,0 bilhões e um saldo de US$ 58,5 bilhões. Eventual reação de alguns setores, entretanto, ainda não se refletiu no comportamento do emprego. O retorno definitivo da confiança do mercado depende da aprovação das reformas prometidas pelo governo, especialmente a da Previdência, que está sendo desidratada aos poucos por um Congresso desacreditado.


Inflação -A pesquisa Focus alterou a expectativa de inflação de 2017 de 3,08% para 3,09% e a de 2018 de 4,02% para 4,04%.

Os preços administrados ou preços menos sensíveis às condições de oferta e demanda, representados pelos preços estabelecidos por órgão público ou contratos com previsão de reajustes por índices inflacionários, tais como energia elétrica, tributos, combustíveis, comunicações, planos de saúde e outros afins, apresentaram altas acima do esperado pelo mercado, resultando, portanto, em leve alta nas expectativas da inflação deste ano, com reflexos em 2018, também. Segundo o relatório da pesquisa Focus esta é a causa principal do aumento da estimativa de inflação deste ano. Outro indicador importante da evolução da inflação, o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) da FGV, que calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês em referência, divulgado quinta-feira (16), desacelerou a alta para 0,24% este mês, ante 0,49% em outubro, em razão de redução na alta dos preços no atacado.


Dólar - O dólar à vista variou esta semana dos R$ 3,298 de segunda-feira (13) aos 3,261 nesta sexta-feira (17). A pesquisa Focus desta semana manteve a previsão da taxa do dólar de 2017 de R$ 3,20 e, também, a de 2018 em R$ 3,30. A taxa de câmbio apresenta queda de 0,58% na semana e de 0,34% no mês e alta de 0,34% no ano. Acumula queda de 3,98% nos últimos doze meses.


Juros - A pesquisa Focus manteve pela decima semana seguida a estimativa da taxa Selic deste ano em 7% e a de 2018, também em 7%.

A queda de juros, parece, veio para ficar. Há tanto tempo o país convive com altas taxas de juros que a sociedade ainda não conseguiu perceber sinais de melhoria nas taxas de acesso ao crédito, na redução do custo financeiro da dívida pública e no financiamento das empresas. Novas oportunidades devem surgir com a consolidação das taxas de juros próximas aos padrões internacionais. O mercado de debêntures e novas taxas do BNDES devem reaquecer os investimentos das empresas. O movimento da bolsa de valores pode experimentar novo ciclo de resultados exuberantes. Segundo manifestação do presidente do Banco Central, em evento realizado em São Paulo, sexta-feira (17), a “economia brasileira vive um período de desinflação e recuperação econômica, fruto da reorientação da política econômica ocorrida no ano passado e da determinação da política monetária”. Acrescentou, ainda, que “esse cenário de recuperação se dá em um ambiente de flexibilização monetária que tem levado à queda das taxas de juros reais, atualmente em valores próximos aos mínimos históricos”. As taxas reais, descontadas a inflação, se encontram hoje entre 2,5% e 3%, segundo afirmou o presidente Goldfajn.


Dívida Pública - A pesquisa alterou esta semana a previsão da dívida líquida do setor público de 2017 de 52,25% para 52,30 do PIB e a do exercício de 2018 de 55,90% para 55,81% do PIB. A dívida líquida do setor público corresponde ao saldo líquido do endividamento do setor público não financeiro e do Banco Central com o sistema financeiro (público e privado), o setor privado não financeiro e o resto do mundo. O saldo líquido é o balanceamento entre as dívidas e os créditos do setor público não financeiro e do Banco Central.


Elaborado pela equipe técnica Acionista.com.br
Fonte: BACEN

Relatório Focus Original

20 NOV, 2017

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