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PESQUISA FOCUS


PIB - A pesquisa Focus desta semana reduziu previsão de crescimento do PIB de 2017 de 0,47%, para 0,41% e manteve a de 2018 em 2,50%.
A produção industrial brasileira cresceu apenas 0,1% entre janeiro e fevereiro conforme pesquisa do IBGE realizada em 14 regiões, nove das quais com expansão. Dados da pesquisa indicam que os maiores avanços foram obtidos na Bahia e em Santa Catarina com crescimento de 2,8%. Acima da média nacional de 0,1%, cresceram os estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Goiás, Minas Gerais e Paraná com evolução ao redor de 2%. A região Nordeste cresceu 1,1% e São Paulo, 0,2%. Importante é registrar que a produção do país está saindo da recessão e, lentamente, retomando o rumo do crescimento sob a ameaça de grave crise política. A lista de Fachin, que contem a elite dos componentes dos partidos políticos brasileiros, divulgada com documentos, vídeos e gravações das falcatruas de seus integrantes, pode afetar a aprovação dos projetos de ajuste fiscal pelo Congresso. A reforma da Previdência Social é essencial para o ajuste das contas do governo e recuperação da imagem desgastada do país. Como agirá no Congresso o expressivo grupo de parlamentares envolvidos nas malhas da Lava-Jato? Votarão a favor do futuro do país ou farão chantagem para escaparem das penas da lei? O risco de paralisia política é real. A debilitada economia do país não resistirá impunemente a um longo período de tantas incertezas. O retorno dos investimentos internos e externos é indispensável para a retomada do crescimento. A aprovação pelo menos da reforma da Previdência poderá fazer o mercado reagir e aos poucos reativar a economia. Difícil, porém, confiar na desacreditada classe política que transformou o país na república da corrupção.



Inflação - A pesquisa Focus reduziu novamente a expectativa de inflação de 2017 que passou de 4,10% para 4,09%. A projeção para 2018 foi revisada de 4,50% para 4,46%.
Segunda-feira (10) o Presidente Temer, que acompanha de perto a projeção do Banco Central para o IPCA deste ano e de 2018, declarou que a equipe econômica estuda reduzir o centro da meta de inflação a partir de 2019, possivelmente na reunião de junho do Comitê Monetário Nacional. O Ministro Meirelles manifestou, há pouco tempo atrás, que a meta poderia ser reduzida ainda este ano, considerando a trajetória declinante da inflação.



Dólar - O dólar à vista variou esta semana dos R$ 3,139 de segunda-feira (10) aos R$ 3,143 nesta quinta-feira (13). A pesquisa Focus reduziu a previsão da taxa do dólar para o final de 2017 de R$ 3,25, para R$ 3,23. A expectativa para o dólar no final de 2018 foi reduzida de R$ 3,40, para R$ 3,37. O dólar à vista teve queda de 0,22% na semana. No mês acumula leve alta de 0,45% e apresenta queda de 3,29% no ano e de 8,63% nos últimos doze meses.



Juros - A Focus reduziu a estimativa da taxa Selic deste ano de 8,75% para 8,50% e manteve a de 2018 em 8,50%.Na reunião do Copom realizada quarta-feira (12), a taxa Selic foi reduzida de 12,25% para 11,25%. O corte de 1% já era esperado pela maioria dos economistas participantes da pesquisa Focus. Consulta feita pela Bloomberg com 44 economistas, 42 previam o corte de 1% e dois estimavam redução de 1,25%. A fraca atividade econômica e a persistente queda da inflação foram fatores determinantes para os cortes da taxa de juros.



Dívida Pública - A pesquisa alterou a previsão da dívida líquida do setor público de 2017 de 51,70 para 51,50 do PIB e manteve a de 2018 em 55%. A dívida líquida do setor público corresponde ao saldo líquido do endividamento do setor público não financeiro e do Banco Central com o sistema financeiro (público e privado), o setor privado não financeiro e o resto do mundo. O saldo líquido é o balanceamento entre as dívidas e os créditos do setor público não financeiro e do Banco Central.


Fonte: BACEN
Elaboração: Equipe técnica Acionista.com.br

Relatório Focus Original

17 ABR, 2017