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PESQUISA FOCUS

                 

PIB - A última edição da pesquisa Focus, divulgada segunda-feira (08), alterou a expectativa de crescimento do PIB de 2017 de 0,50%, para 0,60% e o de 2018 de 2%, para 2,10%.

A FGV anunciou segunda-feira (11) que revisou o crescimento da economia em 2017, passando de 0,3% para 0,7%. Informou, ainda, que a projeção de crescimento do terceiro trimestre deste ano em relação ao segundo é de 0,1%. Pesquisadores da FGV estimavam recuo de 0,2% na margem e queda de 0,3% em relação ao segundo trimestre de 2016, quando, na verdade, o resultado do crescimento do período foi surpreendente, puxado pelo desempenho do agronegócio. Há sinais que o crescimento do próximo trimestre acompanhe a tendência do segundo, animado pelo consumo das famílias e avanço moderado ainda do PIB da indústria. O IBRE projeta para 2018 um crescimento do PIB da ordem de 2,2%. A ata da última reunião do Copom, divulgada terça-feira (12) pelo Banco Central, declara que “já é perceptível” a trajetória de recuperação gradual da economia e que se “consolidou” o processo de estabilização da economia. O conjunto de indicadores divulgados desde a anterior reunião do colegiado, em julho, ”mostra sinais compatíveis com a recuperação gradual da economia brasileira”. Segundo consta na ata do Copom, o comportamento da inflação é considerado bastante favorável, tendo em vista, também, a tendência de queda dos preços do item “serviços” mais suscetível à influência da taxa Selic. A divulgação quinta-feira (14) pelo Banco Central do IBC-Br de julho de 0,41% em relação a junho, índice dessazonalizado que antecipa a tendência do PIB, indica que o terceiro trimestre inicia promissor. O resultado de julho foi inferior ao estimado que era de um crescimento da ordem de 0,55%, mas não há dúvida que foi sinal positivo diante de um ambiente político adverso. A retomada do crescimento econômico é dificultada mais pelo inadequado comportamento do setor político brasileiro do que pela falta de vontade do setor privado. A insegurança do cenário econômico proporcionada pela fragilidade moral do governo gera um clima de desconfiança perverso tanto para consumidores quanto para investidores, paralisando o crescimento do país.


Inflação - A pesquisa Focus alterou a expectativa de inflação de 2017 de 3,38% para 3,14%. A projeção para 2018 foi reduzida de 4,18% para 4,15%. A inflação permanece com tendência de queda conforme pesquisa Focus. O IPCA acumulado de janeiro a agosto é de 1,62% e nos últimos 12 meses, de 2,46%, este o menor desempenho desde fevereiro de 1999. Para atingir a expectativa da pesquisa Focus basta que a inflação média mensal do último quadrimestre do ano não ultrapasse 0,373%, percentual este plenamente factível, considerando que o IPCA médio de janeiro a agosto é de 0,201%. A ata da última reunião do Copom refere que a queda da inflação tem “permitido uma recomposição do poder de compra da população e contribuído para a retomada da economia”. Quinta-feira (14) a FGV divulgou o IGP-10, Índice Geral de Preços-10 de setembro de 0,39%, ante queda de 0,17% em agosto e acima da expectativa de alta de 0,34% em pesquisa da Reuters. O Índice de Preços ao Produtor Amplo-10 (IPA-10), que mede os preços no atacado e responde por 60% do índice geral, registrou alta de 0,55% neste mês, contra recuo de 0,42% em agosto. Os Bens Intermediários, por sua vez, subiram 0,43%, ante queda de 0,51% em agosto, destacando-se neste item os preços de combustíveis e lubrificantes para a produção. O grupo Habitação apresentou queda de 0,06% contra alta de 0,78% em agosto. O INCC-10 apresentou alta de 0,35% no período, contra alta de 0,27% em agosto. O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e da construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. Por sua vez, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou nesta quarta-feira (13) o Índice de Preços ao Consumidor de São Paulo, registrando alta de 0,05% na primeira quadrissemana de setembro, após encerrar agosto com avanço de 0,10%. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 01 e 10 salários mínimos. O desempenho desses índices indica que a inflação de setembro, medida pelo IPCA, não deve alterar a tendência declinante atual


Dólar–Dólar – O dólar à vista variou esta semana dos R$ 3,103 de segunda-feira (11) aos 3,114 nesta sexta-feira (15). A pesquisa Focus desta semana manteve a previsão da taxa do dólar de 2017 em R$ 3,20 e a de 2018 em R$ 3,35. A taxa de câmbio acumula alta de 0,78% na semana e queda de 1,05% no mês, de 4,18% no ano e de 4,21% nos últimos doze meses.

Ingresso de recursos na bolsa brasileira fechou a sexta-feira com queda do dólar em relação à quinta-feira, embora o movimento de alta da moeda em sintonia com o comportamento de moedas emergentes no exterior. As notícias sobre o desempenho da economia americana, ora positivas, como o índice de confiança da Universidade de Michigan, ora negativas como queda nas vendas do varejo e na produção industrial, contribuem de certa forma para a variação da cotação do dólar. O ambiente político interno agravado pela comprovação de corrupção envolvendo agentes públicos, ligados ao presidente e as denúncias da PGR em relação ao próprio presidente Temer, contribuem para a relativa flutuação da cotação da moeda. A queda do dólar provoca o aumento das importações e a retração das exportações refletindo no desempenho da Balança Comercial, até agora muito favorável ao Brasil, especialmente porque o país não tem uma política definida de exportação.  


Juros - pesquisa Focus desta semana reduziu a estimativa da taxa Selic deste ano de 7,25% para 7,00% e a de 2018 de 7,50%, para 7,25%.

A decisão do Copom na sua última reunião de reduzir a taxa Selic para 8,25% vai proporcionar condições favoráveis para consolidar a queda da inflação. Menor pressão sobre os preços, aumento do volume de crédito para pessoa física, estímulo ao consumo e recuperação embora lenta da economia talvez permitam novas reduções da taxa de juros nos próximos meses, desta vez em menores percentuais, conforme já antecipou a própria autoridade monetária. Atingir os 7% este ano previstos pela Focus, portanto, é plenamente viável.


Dívida Pública - A pesquisa alterou esta semana a previsão da dívida líquida do setor público de 2017 de 52 para 52,05% do PIB e a do exercício de 2018 de 55,65% para 55,40% do PIB. A dívida líquida do setor público corresponde ao saldo líquido do endividamento do setor público não financeiro e do Banco Central com o sistema financeiro (público e privado), o setor privado não financeiro e o resto do mundo. O saldo líquido é o balanceamento entre as dívidas e os créditos do setor público não financeiro e do Banco Central


Fonte: BACEN
Elaboração: Equipe técnica Acionista.com.br

Relatório Focus Original

18 SET, 2017