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PESQUISA FOCUS


PIB -A pesquisa semanal Focus alterou a previsão de crescimento do PIB de 2017 de 0,50 para 0,49%.A estimativa para 2018 passou de 2,20% para 2,25%. Conforme declaração do Ministro Meirelles, quinta-feira (09), “uma série de indicadores positivos da atividade econômica, como vendas de papel ondulado e movimento de cargas nas estradas, a previsão de crescimento do PIB este ano está mantida em 1% pela equipe econômica”. O consumo de energia elétrica em janeiro, outro indicador importante, reforça a percepção de crescimento da economia da equipe econômica. O ministro afirmou, ainda, que no último trimestre deste ano o crescimento deve ser de 2% em comparação com o mesmo período do ano passado. "É importante isso, porque elimina o efeito estatístico de uma base de comparação ruim".



Inflação - A pesquisa Focus reduziu novamente a expectativa de inflação de 2017 que passou de 4,70% para 4,64%. A projeção para 2018 foi mantida em 4,50%. Vários indicadores de fontes idôneas diversas indicam uma reversão do ímpeto inflacionário este ano. O desemprego fruto da crise econômica que deprimiu a produção e o consumo contribuiu para este resultado. O IGP-DI da FGV, conforme divulgado terça-feira (07), iniciou o ano com desempenho de 0,43% contra alta de 0,83% no mês de dezembro, revelando forte desaceleração dos preços no atacado. O IPA-DI da mesma fonte, que mede os preços no atacado, foi de 0,34% em janeiro contra alta de 1,10% em dezembro. O IPC-DI, índice de preços ao consumidor que mede a evolução dos preços às famílias com renda até 33 salários mínimos, apresentou em janeiro desempenho de 0,69%, com alta em relação aos 0,33% de dezembro. O INCC-DI que mede o comportamento do custo da construção foi de 0,41% em janeiro, contra 0,35% em dezembro. O comportamento desse conjunto de índices demonstra uma relativa desaceleração dos preços e indica que a meta de 4,5% para a inflação acumulada do ano é perfeitamente factível. O IPCA de janeiro de 0,38%, divulgado quarta-feira (08), foi o menor para o mês desde o inicio da série histórica, em dezembro de 1979. Considerando que em janeiro de 2016 o IPCA foi de 1,27%, pode-se concluir que a inflação deste ano tende a cair e deve pode superar as estimativas do governo, podendo chegar aos 3,5%. No acumulado de doze meses o IPCA é de 5,35%, menor do que os 6,29% registrados em janeiro de 2016 para o mesmo período.



Dólar - O dólar à vista flutuou esta semana dos R$ 3,125 de segunda-feira (06) aos R$ 3,109 nesta sexta-feira (10),registrando o menor valor desde 25 de outubro de 2016. A pesquisa Focus reduziu a previsão da taxa do dólar da semana anterior para o final de 2017 de R$ 3,40, para R$ 3,28. A expectativa para o dólar no final de 2018 foi reduzida de R$ 3,50, para R$ 3,44.Sexta-feira (10) a moeda americana operava em queda à exemplo das moedas do emergentes no exterior,após informações sobre o êxito da balança comercial chinesa valorizando as commodities e seus produtores como o Brasil e minimizando os efeitos negativos das manifestações do presidente Trump,especialmente ao dizer que decidirá sobre impostos em breve.



Juros - A pesquisa Focus desta semana manteve a estimativa da taxa Selic da semana anterior de 9,5%, este ano e a de 2018, em 9%.A estimativa da pesquisa Focus de redução da taxa de juros este ano e no próximo é coerente com as projeções de várias instituições financeiras que esperam novo corte na reunião do Copom agendada para os dias 21 e 22 do corrente.A maioria dos analistas espera um corte da ordem de 0,75%, enquanto outros apostam em 1%. O mercado alimenta expectativa de que os juros no final do ano estejam entre 9% e 9,5%, mantendo-se nesse patamar em 2018.O Banco Central trabalha também com esse parâmetro.



Dívida Pública - A pesquisa Focus alterou a previsão da dívida líquida do setor público de 2017 de 50,90% do PIB para 51,05%. A previsão da dívida de 2018 foi mantida em 55% do PIB. A dívida líquida do setor público corresponde ao saldo líquido do endividamento do setor público não financeiro e do Banco Central com o sistema financeiro (público e privado), o setor privado não financeiro e o resto do mundo. O saldo líquido é o balanceamento entre as dívidas e os créditos do setor público não financeiro e do Banco Central.


Fonte: BACEN
Elaboração: Equipe técnica Acionista.com.br

Relatório Focus Original

13 FEV, 2017