Pesquisa Focus




PIB - A pesquisa semanal Focus manteve a previsão de crescimento do PIB em 2017, em 0,5%. A tendência de queda no crescimento é esperada por diferentes instituições e analistas econômicos. Os projetos e ações do governo em fase discussão e elaboração são adequadas aos objetivos de retomada do crescimento.


O clima e as incertezas políticas minam o fator confiança, essencial para o aumento da produção e do consumo. No exterior, ainda prevalece a incógnita da política econômica do governo Trump, fato que preocupa o resto do mundo.


Inflação - A pesquisa Focus reduziu, mais uma vez, a expectativa de inflação de 2016 de 6,38% para 6,35%. A estimativa de inflação de 2017 foi reduzida de 4,87% para 4,81%. O IBGE divulgou quarta-Feira (11) o IPCA de 2016 de 6,29%, surpreendendo muitos analistas. Desde 2014 o IPCA anual não ficava abaixo do teto de fixado pelo governo de 6,5%. O elevado desemprego e o reduzido consumo, frutos da gestão equivocada dos inventores da “contabilidade criativa”, pressionaram a queda da inflação que em 2015 atingiu 10,67%.


O tarifaço resultante do represamento eleitoreiro do preço da energia detonou a inflação do ano que atingiu os mais variados setores da economia. A inflação deste ano deve ser inferior à da previsão da pesquisa Focus, hoje em 4,81%, porque o governo e o Banco Central estão com suas ações coordenadas visando redução dos preços, estímulo do consumo e reaquecimento da economia.



Dólar - O dólar à vista flutuou esta semana dos R$ 3,196 de segunda-feira(09) aos R$ 3,221 nesta sexta-feira (13), repetindo cotação da semana anterior. A pesquisa Focus alterou a previsão da taxa do dólar do final de 2017 de R$ 3,48 para R$ 3,45.



A captação externa da Petrobras e a expectativa de entrada de dólares no país influíram na queda da cotação da moeda. A indefinição da política econômica do governo Trump e as mais diferentes versões das suas intenções são fatores importantes da oscilação do dólar nos mercados internacionais.

Juros - A pesquisa Focus da primeira semana de janeiro (06) manteve a estimativa da taxa Selic da semana anterior em 10,25. O Copom surpreendeu o mercado ao reduzir a taxa Selic, quarta-feira (11), na primeira reunião do ano, de 13,75% para 13%. O corte de 0,75 pontos percentual é indicativo de que a instituição deve manter um ritmo mais intenso daqui para frente, aproveitando o declínio da inflação espraiado em vários setores da economia.


É o que indica este trecho do seu comunicado: "O atual cenário, com um processo de desinflação mais disseminado e atividade econômica aquém do esperado, já torna apropriada a antecipação do ciclo de distensão da política monetária, permitindo o estabelecimento do novo ritmo de flexibilização". O Banco Central destacou ainda que “suas projeções indicam uma inflação abaixo do centro da meta oficial, de 4,5%, neste e no próximo ano”.

Dívida Pública - A pesquisa Focus reduziu esta semana a previsão da dívida líquida do setor público deste ano de 45,20% para 45,15% do PIB. A estimativa da dívida de 2017 foi também reduzida 50,74 para 50,67% do PIB. A dívida líquida do setor público corresponde ao saldo líquido do endividamento do setor público não financeiro e do Banco Central com o sistema financeiro (público e privado), o setor privado não financeiro e o resto do mundo. O saldo líquido é o balanceamento entre as dívidas e os créditos do setor público não financeiro e do Banco Central.

Fonte: BACEN
Elaboração: Equipe Técnica Acionista

Última atualização em: 16/01/2017

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