ÍNDICE PARA INDICADORES DE MERCADO 2012

Indicadores de Mercado

 

Indicadores de Mercado
O Portal Acionista apresenta, semanalmente, tabela atualizada da evolução do Ibovespa, do volume diário de negócio, da cotação do dólar comercial americano e do Risco Brasil com breve comentário sobre as variações ocorridas no período. O gráfico representa a variação relativa     dos respectivos índices, tendo como base os índices do dia 28/12/2006 para a série de indicadores relativos ao período 2007/2013.




Acesse aqui a tabela fonte dos gráficos

Variação Percentual dos Indidicadores do Mercado
Período Ibovespa US$ R.Brasil
12 Meses (15,5) 15,4 55,5
Ano (15,5) 15,4 55,5
Mês (1,9) 1,3 (8,5)
Semana 0,6 (1,3) (1,3)

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Semana de 23 Dezembro a 30 Dezembro
2013, Um Ano Perdido? - 2014, De Início Indefinido
 
Carlos Dix Silveira - Economista 
 
Os últimos pregões do ano não trouxeram nenhuma novidade para o investidor. O período foi de fraco movimento na bolsa. O Ibovespa fechou dia 30 aos 51.507 pontos, com queda de 1,9% no mês e de 15,5% no acumulado do ano, apresentando o pior desempenho entre as bolsas mundiais. Decididamente, 2013 não foi um ano bom para o investidor doméstico. Muitos fatores externos e internos contribuíram para esse insucesso. Desde a política econômica americana que ameaçava suspender o estímulo monetário à sua economia a qualquer momento, provocando sérios desajustes na dos emergentes e o retorno de divisas destes países para os EE.UU., até o desencanto dos investidores com os fundamentos econômicos brasileiros. Pressão inflacionária, crescimento pífio, queda dos investimentos externos, levaram o desânimo ao mercado. A errática atuação do governo foi decisiva para agravar o difuso cenário econômico.
 
O ano de 2013 finda com a sensação de que muito pouco ou nada aconteceu de positivo na economia brasileira, a não ser para os analistas governamentais. Estes, em permanente campanha eleitoral, repetem o mantra de que tudo vai bem, anunciam novos programas, requentam o PAC com inúmeras versões e variantes, envolvem bilhões de reais que se perdem em obras inconclusas, como a transposição das águas do São Francisco, a ferrovia norte-sul, as reformas de portos e aeroportos, a duplicação e ampliação da malha rodoviária e tantos outros projetos que não passam de reiteradas declarações de intensões.
Alexandre Schwartsman, economista cujo curriculum é dispensável citar, em recente artigo para a Folha de São Paulo intitulado: 2014: O Ano que já Acabou, escreveu: Não que eu acredite muito nisto. Se aprendi algo ao longo dos anos, é que eventos inesperados têm o péssimo hábito de ocorrer justamente quando não se espera e cenários que parecem dados -como baixo crescimento e alta inflação em 2014- podem tomar rumos surpreendentes. Isto dito, para ser sincero, creio mesmo que este ano não será muito diferente de 2013, mas o verdadeiro objeto do título não é exatamente o desempenho concreto da economia, mas sim a percepção de que, apesar dos problemas, são baixas as chances de mudança na política econômica, ao menos até 2015. Não há economista sério que não esteja, em algum grau, preocupado com os desenvolvimentos recentes. Mesmo os que, até há pouco, faziam da defesa da política econômica um estilo (quando não um meio) de vida já começaram, cautelosamente, a recuar de suas trincheiras.

A preocupação com 2014 é procedente. Se ele não acabou como diz o articulista, para muitos, ele ainda não iniciou, e, certamente, vai demorar a iniciar. O primeiro dia caiu numa quinta-feira, já num feriadão, prorrogando seu começo. O verão em todas as latitudes brasileiras anima os preparativos para o carnaval na primeira semana de março. O início efetivo do ano poderia se transferir para depois do carnaval não fosse a Copa do Mundo, maior evento esportivo dos últimos tempos, programado para julho. Mais uma vez se posterga o início do ano para agosto, mas, a campanha eleitoral já então em ebulição, interferirá neste evento. O efetivo início de 2014 ficará, provavelmente, prorrogado sine-die.

O esforço do Ministro da Fazenda para acalmar “os que estavam nervosinhos” e baixar a ansiedade dos analistas que diziam que as metas não seriam cumpridas, anunciando que o governo federal havia superado a meta de economizar R$ 73 bilhões em 2013, fechando em R$ 75 bilhões, não será suficiente para atingir seu objetivo. O superávit fiscal, o segundo pior da gestão petista e equivalente a cerca de 1,5% do PIB, distante da meta original de 2,2%, foi fruto de receitas eventuais que não se repetirão no futuro. E, sobre 2014, nada foi declarado. O mercado continuará apreensivo, desconfiado e descrente da política econômica do governo no ano eleitoral que resiste a iniciar.
 

*Período referente as oscilações mais fortes das bolsas mundiais.






A evolução da taxa de câmbio reflete a instabilidade da nossa economia, conforme variação do dólar médio semanal demonstrado no gráfico a seguir:


A variação do preço do petróleo, uma das commodities mais influentes na participação da crise financeira mundial, esta demonstrada no gráfico a seguir:


Semana de 16 Dezembro a 20 Dezembro

                                                                  Expectativas e Realidades da Semana

Carlos Dix Silveira - Economista

A semana começou com grande expectativa sobre que decisão tomaria o FED, banco central americano, em relação ao futuro do programa de estímulos monetários. Muitos países ao redor do mundo e os emergentes, especialmente, aguardavam com certa ansiedade tal decisão. Até quarta-feira, dia 18, o mercado de alguma forma antecipava-se à decisão do FED, considerando no preço dos investimentos em ações, commodities, moedas e outros ativos futuras alterações. A economia americana continua sem dúvida, única, importante e a maior do mundo. Por esta razão qualquer alteração na condução de sua política econômica se reflete de imediato no mercado internacional. Finalmente, na última quarta-feira, as autoridades financeiras anunciaram o começo da redução dos estímulos econômicos, reduzindo de US$ 85 bilhões para US$ 75 bilhões, o volume de recursos que coloca no mercado, mensalmente, recomprando títulos, medida que passará a vigorar em janeiro próximo. A recuperação da economia americana, o que já é realidade, levou o FED a antecipar esta decisão que se anunciava para 2014. Felizmente, a repercussão do anúncio no nosso mercado foi de relaxante tranquilidade pela perspectiva da retirada gradual do estímulo monetário no decorrer de 2014. Nos EE.UU. os índices das bolsas apresentaram eufórica tendência de alta com o índice Dow Jones repetindo recordes de pontuação. Novo ciclo de crescimento americano se inicia, certamente, o que é muito bom para o Brasil, um dos principais destinos das nossas exportações. Ainda que esta decisão resulte na apreciação do dólar e na consequente evasão de moeda para o mercado americano, o Brasil precisa ajustar sua política econômica à nova realidade do mercado.

O recente anúncio do PIB do último trimestre dos EE.UU. surpreendeu os investidores ao atingir 4,1% anualizados, ante aos 3,6% esperados, repercutindo na cotação do dólar que encerrou a semana em R$ 2,387, com tendência futura de alta. É consistente o processo de recuperação da economia americana o que pode antecipar a alteração da taxa básica de juros prevista para 2015, cujo resultado negativo para os investimentos estrangeiros e para a taxa de câmbio do real será especialmente danosa.
A carga tributária brasileira, outra notícia da semana, encerrou 2012 em 35,85% do PIB, conforme cálculo da Receita Federal, batendo novo recorde. A arrecadação em 2011 foi de 35,31% do PIB. A carga tributária da União respondeu por 69,05% do total, a dos estados por 25,16% e a dos municípios, por 5,79%. A arrecadação total de 2013, tudo indica, baterá novo recorde. Segundo analistas econômicos, a excessiva concentração dos recursos tributários na União, assim como, o critério atual de distribuição dos encargos, são fatores do elevado custo Brasil e da ineficiência da administração pública que reclamam, há muito, uma profunda análise técnica e ampla reforma eficaz para destravar a economia do país.

O Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central, divulgado na semana, reduziu a estimativa de crescimento do PIB em 2013, de 2,5% para 2,3%. A redução foi decorrente da revisão do crescimento dos respectivos setores econômicos. Para 2014 o Banco Central projeta um crescimento do PIB de 2,3%, igual ao deste ano, o que indica não acreditar em uma aceleração da atividade econômica.
Os acontecimentos da semana influíram direta ou indiretamente no comportamento do mercado. O Ibovespa fechou sexta-feira aos 51.185, com alta de 2,3% e queda de 2,6% no mês, de 16% no ano e de 13,7% no acumulado dos últimos doze meses. O ano, decididamente, não foi bom para os investimentos em ações.


Semana de 09 Dezembro a 13 Dezembro
O Mercado Continua Pessimista?

Carlos Dix Silveira - Economista
 
São muitos os sinais de que o mercado continua pessimista com a condução da nossa política econômica, apesar das manifestações otimistas de setores governistas que olham resultados pelas lentes eleitorais. A consulta semanal do Banco Central sobre o crescimento da economia em 2014, feita com economistas de instituições financeiras, prevê alta 2,1%, inferior a prevista para 2013. A instituição divulgou sexta-feira última o IBC-Br de outubro, índice que apura a evolução da atividade econômica e que é considerado uma prévia do PIB, ressalvada a metodologia de cálculo. A atividade econômica cresceu 0,77% em outubro em relação a setembro, acima dos 0,3% esperados para o período, o que reforça a previsão de que não haverá retração da economia no último trimestre capaz de afetar, significativamente, o desempenho do PIB no ano, entre 2,3 e 2,5%.

Estimativas mais recentes da FIESP preveem crescimento de 2% em 2014. A Sondagem de Investimentos da Indústria de Transformação conduzida pela FGV, do bimestre anterior, revela que a proporção de empresas que pretende investir em 2014 é semelhante a previsão feita em 2012 sobre os investimentos de 2013. A Federação do Comércio de São Paulo prevê crescimento de vendas em 2014 inferior a 2013. O setor financeiro tem divulgado que espera em 2014 um crescimento do crédito semelhante ao deste ano. Pelo menos, até hoje, últimos dias do ano, não surgiu notícia de fato relevante capaz de alterar significativamente este cenário difuso da economia.

A declaração do Ministro da Fazenda de que “a economia brasileira está andando com duas pernas mancas” corrobora o sentimento de parcela do mercado e a impressão de muitos de seus agentes. E, esta manifestação do Ministro não foi feita em off, mas em reunião na sede da própria CNI, o que a torna ainda mais importante. As duas pernas mancas, segundo ele, seriam o volume insatisfatório do crédito interno e a crise internacional que deprimiu o crescimento mundial. Esta manifestação, conforme se noticia, custou boas reprimendas da senhora Presidente ao titular da Fazenda, já que ela apregoa que a economia do país vai muito bem, pavimentando o caminho eleitoral que será trilhado no novo ano.

A OCDE, Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, divulgou esta semana relatório sobe o desempenho econômico de países membros. O Brasil apresentou o pior desempenho do PIB no último trimestre (0,5%) entre as vinte maiores economias do mundo. O país está na contramão de países como China, Índia, México e EUA cuja economia dá mostra significativa de crescimento. Outro levantamento internacional que estabelece o ranking de competitividade comparado a outros 14 países com características econômico-sociais semelhantes, publicado pela CNI – Confederação Nacional da Industria, nos foi desfavorável. O Canadá se mantem líder em competitividade enquanto a Argentina é o último. O Brasil recuou em itens como infraestrutura e logística, tecnologia e inovação e disponibilidade e custo de mão-de-obra, embora, o nível de emprego atual.

O Ibovespa fechou o último pregão da semana aos 50.051 pontos, com queda de 1,8%. No acumulado do mês a queda é de 4,6%; no do ano, de 17,9%; e, nos últimos doze meses, de 15,6%. O volume médio diário de negócios vem caindo, conforme demonstra gráfico abaixo, sinalizando relativo desaquecimento nas operações. As noticias acima referidas sobre a economia do país e a expectativa de alteração no programa de estímulos à economia americana, administrado pelo FED, provocam apreensões nos investidores e deprimem o movimento da bolsa. A realidade do mercado é que ele continua pessimista, sim, e com razão. O país precisa de um choque de confiança, começando pela independência legal do Banco Central, pela adoção de medidas de controle efetivo do gasto público, pela eliminação de práticas contábeis criativas e pelo estímulo responsável ao investimento público e privado.

Semana de 02 Dezembro a 06 Dezembro

Insegurança do Investidor


Carlos Dix Silveira - Economista
 
Ha razão para o investidor se sentir inseguro com as decisões do governo e o rumo da nossa economia? Decididamente, há. E são muitas as razões. O economista Mário Henrique Simonsen, entre outras manifestações inteligentes, dizia que “a vida de um Ministro da Fazenda é 10% destinada ao trabalho técnico e 90% destinada a impedir que os outros destruam esse trabalho”. Muito mais árdua será esta missão quando entre “os outros” estão membros do governo e do próprio ministério, incluindo o titular, todos contribuindo com ações e omissões para destruir a credibilidade da instituição e a confiabilidade da política econômica perseguida. Vejamos algumas das principais razões:


PIB
Há poucos dias, antes da divulgação do PIB do terceiro trimestre, a Presidente declarou ao jornal espanhol El País, que o PIB de 2012 seria revisado, passando de 0,9% para 1,5%. Uma correção e tanto. Nada menos do que um ajuste de 66,7%. Muitos analistas, certamente, se lembraram da frase do saudoso Millôr: “No Brasil, até o passado é incerto”. Houve, também, quem olhasse para o outro lado do Rio da Prata e enxergasse a sombra dos órgãos estatísticos oficiais kircheneristas. Enquanto esta afirmativa causava espanto entre analistas e agitava o mercado, o IBGE vem a público anunciar a queda de 0,5% do PIB do terceiro trimestre e comunicar a correção do PIB de 2012, de 0,9 para 1%.

 

 Felizmente a credibilidade do IBGE foi recuperada, mas não a do governo. Segundo se noticiou, assessores do próprio governo atribuíram à demora em combater a inflação no início do ano e à insistência em reduzir a taxa de retorno nos leilões de infraestrutura, a perda de confiança do empresariado e o cancelamento dos investimentos no segundo semestre. Caso os investimentos se recuperem no último trimestre e o crescimento se aproxime de 0,9%, o PIB do ano pode fechar entre 2,3 e 2,4%, o que parece viável. O IBGE acaba de divulgar o crescimento da indústria de 0,6% em outubro, pelo terceiro mês consecutivo (0,2% em agosto e 0,5% em setembro). O PIB é um farol que ilumina a rota dos investidores e proporciona maior segurança as suas decisões.

Inflação
O IPCA acumulado em doze meses em junho de 2012 era de 4,92%. A partir desse mês o índice em curva ascendente se afastou cada vez mais do centro da meta de 4,5%. O ano de 2012 encerrou com a inflação acumulada de 5,84%. Partindo de um patamar de 6,15% em janeiro deste ano a inflação estourou o teto da meta em junho com 6,7%, fechando o mês de novembro com 5,77%. A estimativa para dezembro é uma inflação acumulada entre 5,8% e 5,9%. Esta variação inconveniente, fruto de descuidado combate às causas geradoras da inflação, entre as quais a gastança pública, provocou reação do Banco Central com aumento da taxa SELIC. A inflação é um termômetro importante da saúde da economia com peso significativo nas decisões dos investidores. As eleições de 2014, como uma nuvem carregada, ameaçam o clima econômico dos brasileiros.

Juros
A taxa básica de juros, SELIC, voltou aos dois dígitos no último dia de novembro depois de um período de queda provocada mais por ação política do governo do que por resultado de uma política econômica bem-sucedida. O Banco Central ao retomar as rédeas do combate à inflação parece ter abandonado o monitoramento político de suas ações prometendo perseguir um índice inferior ao teto da meta. A taxa de juros é um instrumento clássico de combate a inflação e, também, um indicador especialmente decisivo para estabelecer o nível de investimento privado. A bolsa é sensível aos efeitos que a taxa de juros causa ao deprimir o anêmico crescimento da economia.

Câmbio
O mês de abril encerrou com o dólar cotado a R$ 2,002. A partir de então se iniciou uma persistente desvalorização do real fechando agosto com o dólar cotado a R$2,385 e, depois de oscilar levemente nos meses subsequentes fecha o pregão da última sexta-feira cotado a R$2,327. O Banco Central nesse período interveio no mercado em diversas ocasiões, visando segurar a cotação da moeda americana que ameaçava disparar. A atuação do Banco Central foi decisiva para conter a desvalorização do real, provocada, principalmente, pelas insistentes notícias sobre a recuperação da economia americana e a possível alteração na política de estímulos do FED, que injeta mensalmente US$95 bilhões no naquele mercado. A política de intervenções deve continuar em 2014 conforme revela a última ata do Copom ao registrar: “O Copom entende ser apropriada a continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias ora em curso”.

Contas Públicas
A política de gastos do governo atual, conforme dados oficiais divulgados, indicam que a despesa deve crescer mais do que nos dois últimos mandatos. A dívida federal bateu um recorde em outubro ao ultrapassar R$2 trilhões e aumentou R$33,6 bilhões em relação a setembro. O déficit externo brasileiro atingiu US$68 bilhões no acumulado de janeiro a outubro, com sensível aumento em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ritmo, o déficit fecha o ano acima de US$80 bilhões, bem superior a recente previsão do Banco Central, de US$75 bilhões. O superávit primário de 2,46% do PIB em janeiro, caiu para 1,44% em outubro. O saldo acumulado da balança comercial em doze meses que em janeiro era de US$16,7 bilhões, caiu para US$2,2 bilhões em novembro. A despesa cresce mais do que a receita. É evidente o descontrole nas contas públicas e o efeito negativo que isto acarreta no mercado investidor. A indefinição fiscal vem gerando descontentamento entre a equipe técnica do ministério e o Secretário do Tesouro, responsável pela gestão das contas públicas e pela contabilidade criativa, segundo se noticia. Estes imbróglios chegam imediatamente à bolsa, às vezes distorcidos, mesmo assim costuma deprimir o ânimo dos investidores.

Petrobras
A principal blue chip do mercado, com expressivo peso relativo no Ibovespa, mais importante empresa controlada pelo governo, tem sido indevidamente usada como instrumento de combate a inflação. A prolongada resistência do governo em permitir o reajuste do preço dos combustíveis gerou um enorme déficit no caixa da empresa que deverá afetar o ritmo do seu programa de investimento. O saldo acumulado da balança comercial em outubro foi de US$22,4 bilhões, valor superior ao do ano passado e recorde da vida da empresa. Dados oficiais mostram que as exportações de US$11,5 bilhões deste ano caíram 40% em relação a 2012. Por outro lado, as importações atingiram US$34 bilhões, 40% superior ao ano anterior. Embora o déficit seja uma constante na empresa, o deste ano nunca foi tão expressivo. Com tal desempenho e tanta celeuma em relação à defasagem de preços dos seus produtos, era de se esperar que o valor de suas ações despencasse na bolsa e que a credibilidade de sua gestão fosse afetada causando insegurança no mercado.

Bolsa
O Ibovespa fechou o pregão de sexta-feira, dia 06, aos 50.994 pontos, com queda de 2,9% na semana. No acumulado do ano a queda é de 16,4%; e, nos últimos doze meses, de 14%. A Bovespa apresenta o pior desempenho em relação às bolsas americanas, a inglesa e a de 8 países da eurozona que enfrentaram grave crise financeira e cujos países ainda estão se recuperando lentamente. O desempenho da nossa bolsa, infelizmente, não poderia ser outro diante do cenário econômico complicado do país e das adversidades externas. A volatilidade da Bovespa é fruto da insegurança dos investidores com a (ou falta de) política econômica eficaz do governo.
 


Produção:
Equipe Técnica Acionista.com.br
Fonte: BOVESPA, Zero Hora, JPMorgan
Atualizado em 06/01/2014   

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