ÍNDICE PARA INDICADORES DE MERCADO 2011

Indicadores de Mercado

 

Indicadores de Mercado
O Portal Acionista apresenta, semanalmente, tabela atualizada da evolução do Ibovespa, do volume diário de negócio, da cotação do dólar comercial americano e do Risco Brasil com breve comentário sobre as variações ocorridas no período. O gráfico representa a variação relativa     dos respectivos índices, tendo como base os índices do dia 28/12/2006 para a série de indicadores relativos ao período 2007/2012.


Acesse aqui a tabela fonte dos gráficos

Variação Percentual dos Indicadores do Mercado
Período Ibovespa US$ R.Brasil
12 Meses 7,4 (3,0) (2,7)
Ano 7,4 9,0 (34,2)
Mês 6,1 (3,0) (2,7)
Semana (0,1) (1,4) 3,5

 

Comentários

Semana de 26 a 28 de Dezembro


O Ibovespa fechou a semana do ano estável, aos 60.952 pontos. No mês acumula alta de 6,1% e no ano de 7,4%.
O movimento da Bovespa nos últimos dias do ano foi deprimido pela crise do chamado abismo fiscal americano que ameaçava jogar a maior economia do mundo em uma nova e indesejável recessão. O mundo todo, especialmente seus maiores parceiros como o Brasil, seriam tragicamente atingido pela queda das exportações e alteração nos níveis de produção. A eurozona, que acaba de iniciar um processo de delicado equilíbrio orçamentário, teria agravada sua recuperação alimentando nova crise fiscal, não bastasse o clima de disputa política entre o Primeiro Ministro britânico, a Primeira Ministra Merkel e o Presidente Hollande, sobre a União Européia. Felizmente, na última hora do velho ano que finda, a Câmara dos Deputadados dos EE.UU. aprovou projeto que cancela os efeitos do abismo fiscal, evitando o pior para a economia mundial. O projeto do Senado foi aprovado por 257 votos a favor e 167 contra dos deputados. O mercado enfrentará nos primeiros meses do ano, provavelmente, um período de acomodação das medidas econômicas e fiscais adotadas nos EE.UU. e na eurozona com a manutenção de relativa volatilidade das bolsas. Espera-se, apesar de tudo, que o Ano Novo ofereça novas oportunidades e bons investimentos para todos os investidores.
 

 





A evolução da taxa de câmbio reflete a instabilidade da nossa economia, conforme variação do dólar médio semanal demonstrado no gráfico a seguir:


A variação do preço do petróleo, uma das commodities mais influentes na participação da crise financeira mundial, esta demonstrada no gráfico a seguir:


 
Semana de 03 a 07 de Dezembro
O Ibovespa fechou a primeira semana do mês com alta de 1,8%, aos 58.487 pontos. No ano, acumula alta insatisfatória de 3,1% e nos últimos 12 meses, exibe indesejável queda de 1,8%.
O Ibovespa embora ,ocasionalmente , se descole do mercado externo , permanece acompanhando no fim a volatilidade decorrente da crise financeira da eurozona e do drama fiscal e da evolução do emprego americanos.
Não só a situação da economia internacional tem contribuído para o fraco desempenho do nosso mercado. A economia brasileira têm apresentado um comportamento insatisfatório .O decepcionante crescimento de 0,6% do PIB no último trimestre, divulgado pelo IBGE e que induz à estimativa de um PIB aproximado de 1% neste ano, revela a falta de sintonia da política econômica adotada pelo governo com as medidas indicadas para enfrentar os inúmeros problemas do país: exagerada e complexa tributação ; previdência pública e privada de alto risco; estímulo permanente ao consumismo exacerbado alimentado pelo setor financeiro; burocracia e despreparo do setor público que trava o ritmo dos investimentos, cujo orçamento não consegue ser realizado. A intervenção do governo na gestão da Petrobras e na Vale do Rio Doce derrubou a cotação dessas importantes ações da bolsa, assim como, a pressão exercida sobre a taxa de juros das instituições oficiais deprimiram as ações do Banco do Brasil e de muitos bancos privados. Queiram ou não as autoridades financeiras, é inegável que uma desconfiança dos investidores estrangeiros começa a surgir no mercado, retraindo novos investimentos.
O Ministro Mantega, ultimamente, tem sido responsabilizado pelo baixo crescimento do PIB e o nível insatisfatório de investimento. O maior responsável, entretanto, parece ser o excesso de ministérios e de funções executivas ocupados por pessoas despreparadas, outro antigo problema que trava nosso crescimento. Os investidores e os contribuintes são vítimas desta situação. O PIB inexpressivo é consequência.

Semana de 10 a 14 de Dezembro
O Ibovespa fechou a semana com alta de 1,9%, aos 59.604 pontos. No ano, acumula alta de 5,0% e de 5,2% nos últimos 12 meses. Desempenho até aqui, últimos dias do ano, pouco satisfatório, mas é o que as circunstâncias do mercado internacional permitem.
A interferência do governo na gestão de empresas com expressão no movimento da Bovespa parece ter afastado alguns investidores internacionais, deprimindo a cotação de suas ações e o índice Ibovespa. Aliado a este obstáculo o cenário externo contribui decisivamente para o baixo desempenho da nossa bolsa.
Nos EE.UU, republicanos e democratas não conseguem fechar um acordo no Congresso capaz de por fim a crise do "abismo fiscal". O presidente do FED, Ben Bernanke, tem se manifestado sobre o risco de agravamento da crise com a excessiva demora dos congressistas em negociar acordo orçamentário para 2013 e o nível de corte de despesa que atenda as necessidades do país e à exigências de democratas e republicanos.
As autoridades financeiras da eurozona continuam buscando acordos para estancar a crise financeira da regiâo. A aprovação da União Europeia para que o BCE - Banco Central Europeu exerça supervisão dos 150 maiores bancos da região, com ativos superiores a 30 bilhões de euros, vai distender a pressão sobre crise fiscal de países críticos como Grécia, Portugal, Espanha e Itália. Outra boa informação para o mercado, vivulgada sexta-feira última, foi a liberação pelos Ministros de Finanças da eurozona da liberação de uma parcela de resgate à Grécia, de 34 bilhões de euros. O alívio financeiro proporcionado à Grécia repercutirá, certamente, no setor financeiro dos demais países endividados da região. As bolsas tendem a responder estes eventos com desempenho positivo. Aguardemos.

Semana de 17 a 21 de Dezembro
O Ibovespa fechou a semana com alta de 2,4%, aos 61.007 pontos. No mês acumula alta de 6,1%, no ano de 7,5% e nos últimos 12 meses de 5,2%.
Influenciado pela indefinição da bolsa de N.York, o Ibovespa, que não anda muito animado, arrefeceu seu desempenho no final da semana. O famoso abismo fiscal americano continua repercutindo mundo afora. O prazo de aprovação do orçamento para 2013 está nos estertores e o congresso americano continua discutindo o tamanho do corte da despesa pública e do aumento de impostos. Duas das principais medidas necessárias para equilibrar a longo prazo o gigantesco orçamento. As distorções da maior economia do mundo transmite incertezas e preocupação para a economia mundial e especialmente para seus maiores parceiros comerciais. As negociações entre democratas e republicanos que o mercado esperava que chegassem a bom termo estão realmente mais difíceis. Uma nova e indesejável recessão é a grande ameaça se um acordo não for fechado até o dia 31, evitando um corte de US$ 600 bilhões e um aumento expressivo de impostos que entrarão automaticamente em vigor na virada do ano.
Na eurozona o clima financeiro vem melhorado. A União Europeia concedeu mais tempo para a Espanha e França cortarem seus déficits públicos abaixo de 3%. A Espanha terá prazo até 2016 e a França até 2014 para cumprirem suas metas de ajuste fiscal. Aos poucos diminue a pressão sobre a economia da eurozona. Os países mais endividados ganham tempo e ambiente para recompor suas finanças e diminuir a recessão.
A última semana do ano não terá condições de alterar significativamente o cenário atual do nosso mercado. Resta, entretanto, esperar os próximos passos dos investidores para fechamento do ano.
 
 


Produção:
Equipe Técnica Acionista.com.br     
Fonte: BOVESPA, Zero Hora, JPMorgan
Atualizado em 02/01/2013

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