Indicadores de Mercado
 

Indicadores de Mercado
O Portal Acionista apresenta, semanalmente, tabela atualizada da evolução do Ibovespa, do volume diário de negócio, da cotação do dólar comercial americano e do Risco Brasil com breve comentário sobre as variações ocorridas no período. O gráfico representa a variação relativa     dos respectivos índices, tendo como base os índices do dia 28/12/2006 para a série de indicadores relativos ao período 2007/2014.




Acesse aqui a tabela fonte dos gráficos

Variação Percentual dos Indidicadores do Mercado
Período Ibovespa US$ R.Brasil
12 Meses 22,77 (6,1) (20,8)
Ano 18,99 (5,0) (12,8)
Mês 9,78 (1,2) (6,6)
Semana 4,93 (1,8) (10,0)

Comentários

Semana de 25 Agosto a 29 Agosto
                                                    O Comportamento da Bolsa e as Eleições
Carlos Dix Silveira – Economista

O excepcional desempenho da bolsa no mês de agosto, com alta de 9,78%, a melhor pontuação mensal desde janeiro de 2012, conforme interpretam muitos analistas, decorre do fraco desempenho do PIB nos dois trimestres do ano fato que vai prejudicar a campanha da reeleição da Presidente. Há no mercado de capitais uma inquestionável oposição ao governo atual e sua confusa administração financeira. Por essa razão, tudo que é negativo para a campanha da atual titular da presidência se transforma em motivo de crescimento do Ibovespa. Assim, a avaliação dos candidatos nos debates promovidos pela televisão, o desempenho da economia e das contas públicas, os indicadores econômicos publicados pelas instituições públicas e privadas de análise econômica, os pronunciamentos e promessa dos candidatos são fatores considerados pelo mercado com reflexo direto nos índices da bolsa.

O programa de governo apresentado sexta-feira pela candidata Marina Silva, contem pontos que agradaram o mercado financeiro como, por exemplo, a manifestação de menor intervenção do governo na economia e a independência institucional do Banco Central. As eleições vão continuar influindo no desempenho da bolsa até que se conheça o resultado final das urnas. A perspectiva de vitória de Marina Silva será o foco preferencial da avaliação do mercado sobre as decorrentes consequências. A candidata não deixa de ser uma incógnita em relação a muitos pontos importantes da política econômica. Conhecer o perfil de seus principais assessores e candidatos ao primeiro escalão será decisivo para desenhar o futuro cenário econômico.

O Ibovespa fecha a semana com alta de 4,93%, aos 61.288 pontos, patamar que não atingia desde janeiro de 2013. O acumulado do mês registra alta de 9,78%, de 18,99% no do ano e de 22,77% no dos últimos doze meses.
                                       
                      

*Período referente as oscilações mais fortes das bolsas mundiais.




 

A evolução da taxa de câmbio reflete a instabilidade da nossa economia, conforme variação do dólar médio semanal demonstrado no gráfico a seguir:


A variação do preço do petróleo, uma das commodities mais influentes na participação da crise financeira mundial, esta demonstrada no gráfico a seguir:


Semana de 18 Agosto a 22 Agosto
                                                                       A Evolução do Ibovespa
Carlos Dix Silveira - Economista

O Ibovespa depois de seis pregões positivos fecha em queda o de sexta-feira, mas encerra a semana com alta de 2,53%; de 4,62%, no mês; de 13,4%, no ano; e, de 13,25% nos últimos doze meses. Os imbróglios do Oriente Médio e da Rússia e Ucrânia e as declarações de Janet Yellen, presidente do FED, tem afetado o desempenho das bolsas internacionais e, consequentemente a Bovespa, embora nesta com menor intensidade.

O que mais tem repercutido no comportamento do Ibovespa é o resultado das pesquisas eleitorais. A expectativa do mercado na renovação do governo, segundo demonstra a curva de acompanhamento do Ibovespa, é real. O Ibovespa sobe quando cai a avaliação do desempenho eleitoral de reeleição do atual governo. As razões são muitas e diariamente divulgadas nos principais órgãos de imprensa nacional e explicadas nos comentários de inúmeros e prestigiados analistas políticos e econômicos. O Ibovespa médio semanal tem se mantido em leve trajetória de alta desde 31 de março. O período eleitoral, as indecisões da nossa economia e as crises políticas externas irão, eventualmente, provocar quedas passageiras do índice. Esperam os investidores, entretanto, que se mantenha a inflexão relativamente ascendente da curva do Ibovespa.

Semana de 11 Agosto a 15 Agosto
                                                                           A Bolsa e a Tragédia Aérea
Carlos Dix Silveira - Economista

A semana foi marcada por uma tragédia humana e política de grande proporção. O acidente aéreo que roubou a vida de Eduardo Campos, jovem promessa política pernambucana, ceifou, também, a esperança de muitos brasileiros na proposta política que representava uma via alternativa à polarização PT/PSDB. Mas, como em política tudo é possível, o trágico acontecimento pode alterar chapa eleitoral tendo na cabeça a candidata à vice, Marina Silva e, assim, garantir mais fácil um segundo turno. Acreditamos, como alguns analistas políticos, que Marina consiga recuperar parte da votação do pleito anterior, mas não consiga superar a do candidato Aécio Neves. Entendemos que pensar em Marina Presidente é pensar um Brasil pequeno, sufocado em ideologias superadas, vivendo em um ambiente com menor corrupção, mas de desconfianças, incertezas e indefinições. A manutenção dos ideais programáticos de Eduardo Campos, apoiado por uma equipe gestora de profissionais competentes como ele pretendia e estava trabalhando para formar, poderia trazer luz ao programa de governo e afastar o vezo messiânico da nova candidata e conquistar aos poucos a confiança do mercado e do eleitorado pessimista. É uma hipótese.

O desempenho das ações preferenciais da Petrobras, sexta-feira (15), com alta de 7,85%, aos R$20,06, e das ordinárias, atingindo o valor de R$ 18,84, com alta de 7,78%, é uma demonstração da preferencia do mercado para uma renovação na gestão das empresas estatais esgarçadas por decisões equivocadas. O Ibovespa fechou a semana em alta de 2,5%,aos 56.963 pontos, de 2,03% no acumulado do mês, de 10,59% no ano e de 11,89%, nos últimos doze meses. Não resta dúvida que a Bolsa se anima com ventos que sopram nas velas da oposição ao atual governo.

Semana de 04 Agosto a 08 Agosto
                                                                       Ibovespa e o Cenário Econômico
Carlos Dix Silveira - Economista

Algumas ações são mais sensíveis que outras. As ações de empresas públicas tendem a ter variações muito mais instáveis que as de empresas privadas em determinadas circunstâncias. Estas geralmente flutuam de acordo com o comportamento da economia do setor a que pertencem ou de fatores exógenos afins, aquelas variam conforme o comportamento dos agentes políticos que interferem na sua gestão. Segundo analistas de mercado, resultado de pesquisas eleitorais e o envolvimento da empresa em condenáveis episódios políticos fizeram despencar as ações da Petrobras em 4,4% nesta sexta-feira. A notícia positiva sobre aumento da produção de petróleo nos reservatórios do pré-sal não foi capaz de compensar a notícia da queda de 25% no lucro da Petrobras no primeiro semestre deste ano. As ações da petroleira acompanhadas de ações de instituições financeiras provocaram queda de 1,09% do Ibovespa nesta sexta-feira e de 0,59% na semana. No ano, o Ibovespa acumula alta de 7,89% e, nos últimos doze meses, de 13,58%.

O cenário econômico continuará indefinido com tanto complicadores interagindo no mercado. A inflação de julho, medida pelo IPCA, de 0,01% foi a menor dos últimos meses. No acumulado dos últimos doze meses, porem, o IPCA se mantém no teto da meta, aos 6,5%. Apesar das projeções positivas do governo a taxa anual de inflação está ameaçada pelo represamento dos preços de energia e de combustíveis. A Petrobras e as distribuidoras de energia não tem mais fôlego para adiar por muito tempo o reajuste de suas tarifas. Por outro lado, a projeção do PIB para este ano cai pela décima vez seguida na pesquisa semanal Focus do Banco Central, para 0,86%. A queda da produção industrial anunciada esta semana em várias mídias, não surpreende. A produção de veículos no Brasil caiu 20,5% em julho e 17,4% no período janeiro/julho. A evolução da balança comercial não poderia ser diferente este ano. Continua negativa em junho com déficit de US$ 916 milhões. O saldo anual da nossa balança vem em queda acentuada caindo de US$ 29,790 bilhões em 2011, para US$ 19,438 bilhões em 2012 e US$ 2,561 bilhões em 2013. A queda expressiva de 44% no saldo das contas públicas para pagar os juros é mais uma preocupação do mercado. Com R$ 29,4 bilhões poupados no primeiro semestre, fica difícil chegar a meta de R$ 99 bilhões em dezembro. O bilionário aporte de financiamento público e privado para fechar as contas do setor elétrico vai produzir um aumento na taxa de inflação ainda desconhecido. O Ibovespa por tudo isto tende a se manter volátil. Ao investidor resta garimpar oportunidades nos pregões da Bovespa.

Semana de 28 Julho a 01 Agosto
                                                                            Semana de Maus Augúrios
Carlos Dix Silveira - Economista

A semana iniciou com a depressão de vários índices de desempenho da nossa economia, conforme divulgado na imprensa por fontes absolutamente confiáveis. Não se trata, pois, de pessimismo injustificável, desconfiança gratuita ou guerra psicológica movida por impulsos eleitoreiros. Também não é ato especulativo do mercado. As fontes não são de partidos políticos nem de comitês eleitorais multipartidários (já que os partidos estão literalmente partidos), mas instituições financeiras, órgãos governamentais e privados de reconhecida idoneidade e entidades internacionais. A economia é feita de expectativas, como bem diz o governo, razão pela qual a desconfiança dos setores produtivos brasileiros sobre o futuro da nossa economia deprimem os índices de desempenho, e com fundamento. O Copom, órgão do Banco Central, reduziu a previsão de crescimento este ano do PIB de 0,97% na semana anterior para 0,90%. O FMI já havia reduzido para 1,3% na semana passada. O IBGE informa que a produção industrial do primeiro semestre teve queda de 6,9% em relação ao mesmo período de 2013 e o pior desempenho desde 2009. A FGV divulgou nota informando que os índices de produção industrial apresentaram queda generalizada no semestre. Citamos, por exemplo, o ICI – Índice de Confiança da Indústria de julho teve queda de 3,2% em relação a junho. Foi a sétima queda consecutiva.

Diante de tal cenário, o Ibovespa apresentou queda na semana da ordem de 3,32%. Fechou o mês com alta de 5,14%, de 8,53 no acumulado do ano e de 13,76% nos últimos doze meses.

O nervosismo do mercado, segundo analistas, tem como fonte não só as indecisões econômicas internas, como também as incertezas externas. A política do FED em relação aos juros e à retirada dos incentivos monetários, o impasse com a Rússia/Europa/USA, o imbróglio no Oriente Médio entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza contribuem para a oscilação das bolsas ao redor do mundo e à realização de lucros em muitos mercados. A Bovespa e os mercados latinos americanos contam, ainda, com o complicador da nova moratória da Argentina cuja discussão semântica não foca na solução do problema. Calote técnico ou seletivo a verdade é que esta lamentável crise vai causar ainda muito mais problemas do que se pode esperar. A Argentina irá dançar o último Tango em Buenos Aires? E seus parceiros comerciais irão entrar nessa dança?


Produção:
Equipe Técnica Acionista.com.br
Fonte: BOVESPA, Zero Hora, JPMorgan
Atualizado em 01/09/2014

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