Indicadores de Mercado
 

Indicadores de Mercado
O Portal Acionista apresenta, semanalmente, tabela atualizada da evolução do Ibovespa, do volume diário de negócio, da cotação do dólar comercial americano e do Risco Brasil com breve comentário sobre as variações ocorridas no período. O gráfico representa a variação relativa     dos respectivos índices, tendo como base os índices do dia 28/12/2006 para a série de indicadores relativos ao período 2007/2014.




Acesse aqui a tabela fonte dos gráficos

Variação Percentual dos Indidicadores do Mercado
Período Ibovespa US$ R.Brasil
12 Meses 5,15 9,7 4,7
Ano 8,19 3,2 7,0
Mês 2,97 (0,7) 1,7
Semana 0,74 0,4 2,1

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Semana de 13 Outubro a 17 de Outubro
                                                   
                                        As Eleições, as Projeções da Economia Mundial e Nacional e o Ibovespa


Carlos Dix Silveira - Economista

Uma conjunção de fatores negativos provocou desaquecimento do mercado de ações esta semana, apesar da recuperação no último pregão, como demonstra o comportamento do Ibovespa. O principal índice da bolsa fecha a semana aos 55.723 pontos, com alta de 0,74%; de 2,97%, no acumulado do mês; de 8,19%, no do ano; e, de 5,15%, nos últimos doze meses.

Contribuíram para este desempenho negativo as pesquisas eleitorais, as previsões do FMI sobre o desempenho da economia mundial e indicadores do comportamento da nossa economia. A divulgação das pesquisas eleitorais apontando empate técnico às vésperas da eleição agitou o ambiente político e influiu no desempenho da bolsa cujo mercado já definiu seu candidato. O mercado vive de expectativas orientadas por projeções estatísticas e dados objetivos sobre fatores determinantes de resultados esperados. Não são meros palpites ou preferências pessoais de investidores. Há uma preferência clara dos agentes do mercado pela mudança de governo, baseada na constatação de que a economia não está no rumo certo e que os erros cometidos da administração das empresas públicas precisam ser definitivamente corrigidos para combate da insidiosa corrupção que se instalou na máquina estatal.

A notícia de que o Banco Mundial e o FMI reduziram suas expectativas sobre o crescimento da economia mundial e da maioria dos países este ano aumentou as preocupações dos investidores e ajudou a deprimir o movimento das bolsas. Poucos países, como EUA e Reino Unido, apresentam um desempenho relativamente satisfatório. Países da eurozona, alguns asiáticos e os latino-americanos, sofreram redução da estimativa de crescimento do PIB. O FMI reduziu a estimativa de crescimento do PIB brasileiro em 2014, de 1,3% para 0,3%.

Outro complicador foi a divulgação nesta quinta-feira do IBC-Br de agosto, índice criado pelo Banco Central para estimar o crescimento mensal da economia e que é considerado como uma prévia do PIB. O IBC-Br de agosto, de 0,27%, inferior aos 1,52% de julho, revela uma queda apreciável no comportamento da economia. No período janeiro/agosto, o índice revela queda da economia de 0,13%, complicando ainda mais o desempenho do mercado de ações.

A campanha eleitoral com a sucessão de pesquisas de intenção de votos e com os embates furiosos dos debates televisivos vão manter nervosos os pregões da bolsa até a divulgação do resultado das urnas. É o que parece.

*Período referente as oscilações mais fortes das bolsas mundiais.





A evolução da taxa de câmbio reflete a instabilidade da nossa economia, conforme variação do dólar médio semanal demonstrado no gráfico a seguir:


A variação do preço do petróleo, uma das commodities mais influentes na participação da crise financeira mundial, esta demonstrada no gráfico a seguir:


Semana de 06 Outubro a 10 de Outubro

                                                     As Pesquisas Eleitorais Seguem Influenciando o Ibovespa


Carlos Dix Silveira - Economista

O Ibovespa fecha a semana com alta de 1,42%; de 2,21%, no acumulado do mês; de 7,39%, no ano; e, de 4,37%, nos últimos doze meses. As pesquisas eleitorais, que mostram o empate técnico entre os candidatos no segundo turno, acabaram por provocar uma queda no Ibovespa de 3,42% no pregão desta sexta-feira. Mas não foram somente as escaramuças eleitorais que provocaram a queda do Ibovespa. No cenário internacional, investidores retraíram-se preocupados com o ritmo de crescimento mundial e o da Alemanha, locomotiva da eurozona e derrubaram as bolsas. Concomitantemente, contribuiu, também, para este clima de retração a decisão da agência de classificação de riscos Standard & Poor’s de rebaixar a nota soberana da França e do Fundo de Estabilidade Financeira para negativa. Tudo isto contribuí para deprimir o movimento positivo dos mercados. Aqui, porém, prevalece a campanha eleitoral e o resultado das pesquisas. A disputa está acirrada e a posição dos candidatos tende a se alterar a cada nova pesquisa. A propaganda eleitoral não parece influir diretamente no resultado dos pregões. O eleitor mais esclarecido e consciente, aparentemente, não assiste a esses espetáculos deprimentes de tantas acusações vazias e aleivosas. É lamentável que não se aproveite os programas de campanha para explicar aos eleitores e ao mercado o que a candidata à reeleição fará para corrigir a errática política econômica, que produziu o pior quatriênio dos últimos vinte anos, conforme análise de economistas e instituições especializadas amplamente divulgadas. O candidato disputante, por seu turno, utiliza a maior parte do seu tempo para se defender de acusações que lhe são assacadas do que para mostrar seu projeto de governo. Até que o último voto seja colocado na urna, o ritmo da bolsa tende a ser de frequentes e nervosas oscilações.

Semana de 29 Setembro a 03 de Outubro
                                                               
                                                               As Pesquisas erram e como fica o mercado?

Equipe Técnica Acionista.com.br

A alteração de adversário no cenário político federal, onde Dilma disputará do 2º turno com Aécio deve continua interferindo no mercado até 26/10 quando elegeremos o(a) Presidente do país.
               
Bolsa: Semana fechou com alta de 1,91%, 54.539 pontos. No decorrer da campanha deve continuar oscilando, conforme o que os candidatos apresentarem.

Dólar: com a decisão de 2º turno a moeda americana já teve uma queda de 4% hoje na sua abertura.

Dilma: conhecida do mercado, porém o que prejudica é a falta de transparência, os escândalos. Além disso tem a inflação acima da meta do governo em 6,51% nos últimos 12 meses, além de um crescimento pífio do PIB.

Aécio: disse que Armínio Fraga será seu Ministro da Fazenda, se eleito. Os investidores acreditam que ele é mais forte para fazer as reformas econômicas, as quais possam dar mais credibilidade e confiança no país frente ao mercado nacional e internacional.


Produção:
Equipe Técnica Acionista.com.br
Fonte: BOVESPA, Zero Hora, JPMorgan
Atualizado em 20/10/2014

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