Indicadores de Mercado
 

Indicadores de Mercado
O Portal Acionista apresenta, semanalmente, tabela atualizada da evolução do Ibovespa, do volume diário de negócio, da cotação do dólar comercial americano e do Risco Brasil com breve comentário sobre as variações ocorridas no período. O gráfico representa a variação relativa     dos respectivos índices, tendo como base os índices do dia 28/12/2006 para a série de indicadores relativos ao período 2007/2014.




Acesse aqui a tabela fonte dos gráficos

Variação Percentual dos Indidicadores do Mercado
Período Ibovespa US$ R.Brasil
12 Meses 22,28 (2,5) (7,3)
Ano 10,69 (5,6) (4,4)
Mês 7,23 0,7 5,3
Semana 4,06 0,2 3,8

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Semana de 14 Julho a 18 Julho
                                                                                 A Copa e o Ibovespa
Carlos Dix Silveira - Economista

O pífio resultado da seleção brasileira na Copa, aparentemente, não causou maior ressaca nem influiu no desempenho da bolsa. A alta das ações de companhias estatais no pregão desta sexta-feira, entretanto, alavancou o Ibovespa em decorrência da divulgação da pesquisa de intenção de votos Datafolha que aponta empate técnico entre a candidata a reeleição e o candidato Aécio Neves, em um possível segundo turno. Aos 57.013 pontos, o Ibovespa apresenta alta de 4,06% na semana; de 7,23%, no acumulado do mês; de 10,69%, no ano; e, de 22,28% nos últimos doze meses. É a maior pontuação do Ibovespa desde 14 de março do ano passado. A bolsa, decididamente, anda na contramão do desempenho eleitoral da presidente candidata, revelando um descontentamento do mercado investidor com a qualidade da gestão atual.

A bolsa deve, conforme alguns analistas, acompanhar as alterações de ânimo dos eleitores até que o resultado das urnas seja conhecido, salvo se algo de novo defina antecipadamente o desfecho do pleito.

*Período referente as oscilações mais fortes das bolsas mundiais.




 

A evolução da taxa de câmbio reflete a instabilidade da nossa economia, conforme variação do dólar médio semanal demonstrado no gráfico a seguir:


A variação do preço do petróleo, uma das commodities mais influentes na participação da crise financeira mundial, esta demonstrada no gráfico a seguir:


Semana de 07 Julho a 11 Julho

                                                                         O Mercado, o Governo e a CBF
Carlos Dix Silveira – Economista

O Ibovespa fecha a semana em alta de 1,35%, aos 54.785 pontos. No mês acumula alta de 3,04%, de 6,36% no ano e de 17,5 nos últimos doze meses. A bolsa avança na contramão dos índices de avaliação do governo, de resultado das pesquisas eleitorais e do desempenho pífio da nossa seleção.

O mercado acredita, aparentemente, que quanto mais a imagem do governo se desvalorize perante a opinião pública, maior é a chance de mudança nas próximas eleições. Há uma relação entre a queda dos índices de avaliação do governo e o comportamento de alta do Ibovespa. O futebol e política não se misturam. O desempenho do governo e do futebol não é interdependente, mas têm problemas semelhantes. O governo não entende de futebol, a CBF também. O governo não soube escalar um ministério de sucesso, a CBF escalou mal sua seleção. A numerosa equipe do governo não trabalha integrada, a seleção da CBF não tem conjunto. O governo para fechar suas contas utiliza contabilidade criativa, a CBF não tem contabilidade.

Enfim, são tantas as semelhanças que o investidor fica acreditando em razão dos resultados na possibilidade de mudança. Na equipe do governo e na da CBF. O mercado atua conforme as perspectivas da economia. Uma mudança seria aconselhável depois de doze anos em ambos os casos.


Semana de 30 Junho a 04 Julho
                                                      Perspectivas Econômicas Adversas e a Ressaca da Copa

Carlos Dix Silveira - Economista

A semana começou com avaliações negativas da evolução da nossa economia. Não se trata de opinião política contrária ao desempenho do atual governo, mas de relatórios técnicos de fontes idôneas como o Banco Central e a Fundação Getúlio Vargas.

O Banco Central divulgou ao mercado, segunda-feira, comunicado prevendo maior aumento da dívida pública em 2014. A relação dívida líquida/PIB, principal indicador de endividamento do setor público, deve passar de 33,6% em 2013 para 34,3% este ano. Trata-se de percentagem maior que os 33,8% previstos há três meses, registrando o primeiro aumento anual desde 2009. Esta revisão está coerente com a previsão de evolução do PIB este ano, de 1,6%, como divulgada semana passada, assim como, um IPCA do ano alterado para 6,46% e uma cotação do dólar de R$2,49 em dezembro.

Conforme o BC a economia do setor público, nos cinco primeiros meses do ano, foi de R$31,5 bilhões, queda de 33% em relação ao mesmo período do ano passado. É o menor resultado registrado desde 2002, o que demonstra a dificuldade extrema do governo em cumprir da meta de R$99 bilhões (1,9% do PIB), fixada pelo Ministério da Fazenda. "Maio foi um resultado ruim, decorrente de concentração de despesas e redução de receitas em relação a maio do ano passado", de acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, que acrescentou: "Há uma série de eventos ainda para ocorrer, que tendem a favorecer os desempenhos fiscais nos próximos meses". Decididamente as autoridades do BC não estão considerando o custo do período eleitoral nas contas públicas, situação agravada pela queda de 6% na receita de impostos, fato que levou a Receita Federal a projetar queda na arrecadação anual.

Economistas de instituições financeiras participantes da pesquisa Focus do BC, divulgada na segunda-feira, reduziram a perspectiva de crescimento do PIB para 1,10%, 0,06% menor que a anterior e menor do que a previsão do BC de 1,6%. Para 2015, a projeção é da ordem de 1,5%. A previsão para a Selic neste ano foi mantida em 11%.

Um cenário com projeções tão negativas só poderia aumentar a desconfiança do empresariado brasileiro. Pesquisa mensal da FGV revela que Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu em junho 3,9% em relação a maio. O ICI passou de 90,7 pontos em maio para 87,2 pontos este mês. Este indicador varia de 0 a 200 pontos. Índice abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100, otimismo. É a sexta queda consecutiva revelando o agravamento do quadro de deterioração do ambiente de negócios no país. O empresário industrial não vê sinais de mudança nas perspectivas de negócio e adia novos projetos e investimentos. O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 2,4%, para 90,1 pontos, induzido pelo nível atual de demanda. O Índice de Expectativa (IE) recuou 5,4%, para 84,4 pontos, influenciado pela declinante previsão de produção. A Fundação divulgou também que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada, de 83,5% em junho, teve queda de 0,8% em relação a maio e que foi o menor desempenho desde novembro de 2011.

Outro índice da FGV que mede as expectativas inflacionárias dos consumidores brasileiros, o Indicador de Expectativas Inflacionárias, revela que eles acreditam que a inflação vai aumentar nos próximos meses. A inflação esperada por esse segmento passou de 7,2% para 7,4%. Uma estimativa muito superior a dos analistas de mercado para o IPCA e a do próprio IBGE.

O Ibovespa fechou a semana em alta de 1,69% e de 1,67% no mês. Acumula alta de 4,96% no ano e de 12,07%, nos últimos doze meses. Em síntese, nada mudou. A tendência da bolsa se mantem indefinida. Sem perspectivas de melhores resultados.

O impacto negativo do desempenho econômico está sendo protelado pelo desempenho positivo do evento esportivo dentro dos estádios. A indústria brasileira estagnada há seis anos, tecnicamente em recessão, vai refletir com mais intensidade na ressaca da copa seu pífio desempenho. O recente aumento expressivo das tarifas de energia serão sentidos nas faturas de julho. As tarifas de transporte público de muitas regiões do país serão logo atualizadas. O preço dos combustíveis, apesar da resistência do governo, terá que ser reajustado para aliviar o “sufoco” do caixa da Petrobras. A cobrança das obras inacabadas nas sedes da copa e o inexplicável custo das arenas aumentarão as demandas da sociedade. Como se vê, a ressaca da copa não será pequena.


Produção:
Equipe Técnica Acionista.com.br
Fonte: BOVESPA, Zero Hora, JPMorgan
Atualizado em 21/07/2014

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