Indicadores de Mercado
 

Indicadores de Mercado
O Portal Acionista apresenta, semanalmente, tabela atualizada da evolução do Ibovespa, do volume diário de negócio, da cotação do dólar comercial americano e do Risco Brasil com breve comentário sobre as variações ocorridas no período. O gráfico representa a variação relativa     dos respectivos índices, tendo como base os índices do dia 28/12/2006 para a série de indicadores relativos ao período 2007/2014.




Acesse aqui a tabela fonte dos gráficos

Variação Percentual dos Indidicadores do Mercado
Período Ibovespa US$ R.Brasil
12 Meses 6,79 5,5 (12,1)
Ano 10,52 (0,8) (10,1)
Mês (7,12) 4,4 3,0
Semana (6,19) 4,5 (0,5)

Comentários

Semana de 08 Setembro a 12 Setembro
                                                                          Volatilidade Eleitoral Continua
Carlos Dix Silveira - Economista

O Ibovespa fecha a semana aos 56.927 pontos, com queda expressiva de para 6,19% e de 7,12% no acumulado do mês. No acumulado do ano reduziu a alta de 10,62% e de 6,79% nos últimos doze meses. Foi a pior queda semanal do índice desde maio de 2012. O resultado das pesquisas eleitorais revelou um acirramento expressivo na disputa das duas candidatas, Dilma e Marina. Estão, praticamente, empatadas. A bolsa não digeriu os embates políticos e retraiu-se à pontuação vigente em agosto. O volume médio de negócios tem se mantido em alta nas últimas semanas fechando a média mensal em R$ 8,583 bilhões.

O Banco central foi fonte esta semana de duas informações importantes sobre nosso desempenho econômico. A primeira se refere ao resultado do IBC-Br do mês de julho, índice que mede a atividade econômica e que revelou crescimento de 1,5%, acima das expectativas de mercado que esperava 1%. Este desempenho positivo não é uma recuperação da economia. Trata-se apenas um ajuste diante do fraco desempenho do período FEV/JUN do corrente ano como se vê no gráfico abaixo.

                       

A outra informação do Banco Central se refere à ata do Copom, divulgada quinta-feira, ao registrar que apesar da inflação estar acima do teto da meta (6,5%) fixada pelo governo, a instituição avalia que o índice de preços não mostra mais resistência, expressão que vinha sendo utilizada há tempos revelando um grau maior de preocupação com a variação dos preços. O BCB confirmou que não vai mexer na taxa de juros que será mantida em 11%, assim como, o dólar em R$ 2,25, fato que deverá levar a inflação ao centro da meta (4,5%) a partir dos primeiros trimestres de 2016. A correção dos preços represados pelo governo (energia, derivados do petróleo e transporte urbano), certamente, vão manter a taxa de inflação ainda por muito tempo tangenciando o teto da meta.

O vazamento das declarações do ex-diretor da Petrobras à Polícia Federal e a confissão dos malfeitos ocorridos com participação de conhecidas lideranças políticas vinculadas ao governo, parece que não foi suficiente para enfraquecer a candidatura à reeleição da senhora Presidente. A disputa empatada no segundo turno com a candidata Marina está esquentando o clima da campanha com agressões e revides cada vez mais lamentáveis. Não foi só a esperança da eleição de Aécio que morreu. Morreu a verdade com a polarização da eleição. O horário político virou um espetáculo circense onde brilha a fantasia e o engodo de aprendizes de mágicos que ocultam a realidade e só mostram sonhos. O mercado, definitivamente, esta orientado pelo resultado das pesquisas, pois o desempenho da economia passou a ser fator secundário. A volatilidade, portanto, ainda vai continuar até a definição do pleito.

*Período referente as oscilações mais fortes das bolsas mundiais.




 

A evolução da taxa de câmbio reflete a instabilidade da nossa economia, conforme variação do dólar médio semanal demonstrado no gráfico a seguir:

A variação do preço do petróleo, uma das commodities mais influentes na participação da crise financeira mundial, esta demonstrada no gráfico a seguir:


Semana de 01 Setembro a 05 Setembro
                                                                          Volatilidade Eleitoral em Alta
Carlos Dix Silveira - Economista

Acabou nesta sexta-feira a sequência de alta de três semanas consecutivas da Bovespa. A oscilação do Ibovespa refletiu o comportamento das pesquisas eleitorais que revelaram pequena recuperação da candidata à reeleição, fato que o mercado, como vem demonstrando, não aprova. A semana fecha com o Ibovespa em queda de 0,99%, aos 60.681 pontos. No acumulado do ano a alta é de 17,81% e no dos últimos doze meses, de 15,91%. O resultado das pesquisas induziram muitos investidores a realizar lucros obtidos nas últimas semanas e aguardar a divulgação dos próximos levantamentos. O Ibovespa, como se sabe, só em agosto obteve alta de 9,78% em decorrência dos ventos favoráveis que sopravam nas velas da candidata Marina Silva conforme interpretação de muitos analistas. Como nas mudanças climáticas, uma calmaria pode representar uma melhora no tempo ou prenuncio de grande tempestade. São muitos os fatores envolvidos. A previsão do tempo é uma operação complexa e não é para amadores. A previsão do resultado das urnas também; ou acaba virando palpite ou desejo. A notícia da substituição do Ministro Mantega, no caso de reeleição da candidata, não deve repercutir de imediato no resultado das pesquisas. Mais importante não é quem sai, mas quem entra no ministério. O governo carece de credibilidade como comprova o próprio resultado das pesquisas. Até a data da eleição, pelo que se nota, a bolsa vai apresentar alta volatilidade. Aos investidores resta aproveitar as oportunidades que a bolsa sempre proporciona aos bem informados.


Produção:
Equipe Técnica Acionista.com.br
Fonte: BOVESPA, Zero Hora, JPMorgan
Atualizado em 15/09/2014

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