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INDICADORES DE MERCADO

O Portal Acionista apresenta, semanalmente, tabela atualizada da evolução do Ibovespa, do volume diário de negócio, da cotação do dólar comercial americano e do Risco Brasil com breve comentário sobre as variações ocorridas no período. O gráfico representa a variação relativa dos respectivos índices, tendo como base os índices do dia 28/12/2006 para a série de indicadores relativos ao período 2007/2016.


Fonte: Bovespa, BCB, JPMorgan, Imprensa

Variação Percentual dos Indicadores do Mercado
Período Ibovespa US$ Risco Brasil
12 Meses 18,21 (8,6) (29,6)
Ano 4,32 (3,3) (16,6)
Mês (3,32) 0,4 0,4
Semana (2,74) (0,22) 0,00


Semana de 10 a 13/04/2017

Evolução de Indicadores Econômicos

Carlos Dix Silveira/Economista

Dólar - O dólar à vista variou esta semana dos R$ 3,139 de segunda-feira (10) aos R$ 3,143 nesta quinta-feira (13). A pesquisa Focus reduziu a previsão da taxa do dólar para o final de 2017 de R$ 3,25, para R$ 3,23. A expectativa para o dólar no final de 2018 foi reduzida de R$ 3,40, para R$ 3,37. O dólar à vista teve queda de 0,22% na semana. No mês acumula leve alta de 0,45% e apresenta queda de 3,29% no ano e de 8,63% nos últimos doze meses.






Bolsa - O Ibovespa fechou a semana aos 62.826 pontos, com queda de 2,74%. Acumula queda de 3,32% no mês e alta de 4,32% no ano e de 18,21% nos últimos doze meses. O giro financeiro médio da semana foi da ordem de R$ 8,012 bilhões, giro superior ao da semana anterior.
O mercado vinha cauteloso em razão da expressiva crise política, desencadeada com a divulgação da lista Fachin, lotada de políticos envolvidos nas falcatruas do grupo Odebrecht. Pesou também o bombardeio americano na Síria e das escaramuças, ainda diplomáticas, provocadas pelo presidente Trump com a Coreia do Norte.





Petróleo & Petrobras - O preço médio do barril de petróleo Brent nesta semana chegou a US$ 55,90, superior ao da semana anterior. O petróleo Brent fechou o movimento de quinta-feira (13) cotado a US$ 55,68 em alta de 0,83% na semana. Apresenta alta de 5,57% no acumulado do mês e queda de 1,61% no do ano. Nos últimos doze meses acumula alta de 15,66%. O petróleo WTI, por sua vez, encerrou cotado a US$ 52,91, com alta de 1,19% na semana e de 4,57% no mês. Apresenta queda de 2,13% no acumulado do ano e alta de 15,10% nos últimos doze meses.
As ações PETR3 ON fecharam a semana cotada a R$15,15, com queda de 5,34%. Acumula baixa de 4,03 no mês e de 14,17% no ano. Apresenta alta acumulada de 9,57% nos últimos doze meses. As ações PETR4 PN fecharam cotadas a R$ 14,08 com queda 4,22% na semana, de 2,83% no mês e de 5,31% no ano. Apresentam alta de 37,63% nos últimos doze meses.
O Conselho Nacional de Política Energética aprovou em reunião realizada terça-feira (11) a oferta de doze novas áreas do pré-sal em leilões até 2019. Com leilões anteriormente aprovados, serão dezesseis novas áreas oferecidas ao mercado. O Conselho aprovou, também, calendário de leilões em áreas no pós-sal e em terra com possibilidade de arrecadação pelo governo de valor entre R$ 8,5 e R$ 9 bilhões. Segundo o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, “trata-se das melhores áreas exploratórias de todo planeta”. Esses leilões vão reativar a atividade exploratória de petróleo no país. A OPEP comunicou quarta-feira (12) ter alterado sua previsão de oferta de petróleo pelo Brasil, reduzindo a produção diária em 56 mil barris dia, para 3,35 milhões de bpd, mesmo assim o país aumentou sua produção este ano em quantidade equivalente a 201 milhões de bpd. Ainda de acordo com a OPEP, o Brasil será o país que apresentará o maior crescimento de produção este ano, ficando apenas atrás dos Estados Unidos. A OPEP tem procurado dentro e fora do cartel reduzir os volumes de produção para recompor os preços no mercado. Outra boa notícia sobre a Petrobras é o fato de a agência Moody’s ter informado segunda-feira (10) a revisão de sua nota de crédito, que subiu de B2 para B1, após decisão semelhante da S&P tomada em fevereiro. A Moody’s alterou a perspectiva da nota da nossa petroleira de estável para positiva, fato que indica que poderá subir essa classificação novamente, caso comprove nova melhora na sua situação financeira. A agência declara que: “a liquidez e as métricas financeiras da companhia apresentaram evolução nos últimos trimestres, como resultado de menores investimentos, maior disciplina operacional e a valorização do real frente ao dólar, que melhorou os custos”. Refere, ainda, “que a nova política de preços dos combustíveis, que melhoraram a flexibilidade para sustentar as margens de venda dos produtos e a fatia de mercado da estatal”.

17 ABR, 2017