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INDICADORES DE MERCADO

O Portal Acionista apresenta, semanalmente, tabela atualizada da evolução do Ibovespa, do volume diário de negócio, da cotação do dólar comercial americano e do Risco Brasil com breve comentário sobre as variações ocorridas no período. O gráfico representa a variação relativa dos respectivos índices, tendo como base os índices do dia 28/12/2006 para a série de indicadores relativos ao período 2007/2016.


Fonte: Bovespa, BCB, JPMorgan, Imprensa

Variação Percentual dos Indicadores do Mercado
Período Ibovespa US$ Risco Brasil
12 Meses 26,12 (22,6) (45,5)
Ano 6,61 (4,6) (15,7)
Mês (3,68) (0,4) 0,7
Semana (0,72) (1,4) (2,1)


Semana de 13 a 17/03/2017

Evolução de Indicadores Econômicos

Carlos Dix Silveira/Economista

Dólar - O dólar à vista variou esta semana dos R$ 3,152 de segunda-feira (13) aos R$ 3,100 nesta sexta-feira (17). A pesquisa Focus manteve a previsão da taxa do dólar da semana anterior para o final de 2017 de R$ 3,30. A expectativa para o dólar no final de 2018 ficou também inalterada em R$ 3,40. O dólar teve queda de 1,37% na semana, de 0,42% no acumulado do mês, de 4,62% no ano e de 13,79% nos últimos doze meses. A queda da moeda americana ante o real e outras moedas foi consequência da confirmação do FED do aumento de 0,25% na taxa de juros, que ficará na faixa de 0,75% a 1% ao ano.






Bolsa - O Ibovespa fechou a semana aos 64.209 pontos, com queda de 0,72%. Acumula queda de 3,68% no mês e alta de 6,61% no ano. Nos últimos doze meses apresenta alta de 26,12%. O giro financeiro médio da semana foi da ordem de R$ 8,538 bilhões, equivalente ao giro da semana anterior. A bolsa fechou o último pregão da semana sob forte influência da operação “Carne Fraca” da Polícia Federal, fator preponderante da queda do Ibovespa. Não bastasse a má atuação dos políticos contaminados pelo “petrolão” e a divulgação da Lista de Janot, o clima da bolsa começa, agora, a enfrentar as consequências da corrupção no setor de fiscalização dos frigoríficos do Ministério da Agricultura. Está muito difícil recompor a confiança do mercado no futuro da economia brasileira, fator essencial para a retomada do crescimento.





Petróleo & Petrobras - O preço médio do barril de petróleo Brent nesta semana chegou a US$ 51,78, abaixo do da semana anterior. O petróleo Brent fechou movimento de sexta-feira (17) cotado a US$ 51,87 em alta de 1,07% na semana. Apresenta queda de 6,64% no acumulado do mês e de 8,34% no ano. Nos últimos doze meses acumula alta de 31,08%. O petróleo WTI, por sua vez, encerrou cotado a US$ 48,78, com alta de 0,85% na semana. Apresenta queda de 9,55% no mês e de 9,77% no acumulado do ano. Registra alta de 27,76% nos últimos doze meses. A cotação internacional ainda resiste à decisão da OPEP de reduzir a produção para recomposição dos preços do petróleo. As ações PETR3 ON fecharam a semana cotada a R$14,84, com queda de 9,97%. Acumula baixa de 10,03% no mês e de 15,23% no ano. Apresenta alta acumulada de 35,09% nos últimos doze meses. As ações PETR4 PN fecharam cotadas a R$ 13,18 com queda de 10,31% na semana, de 9,49% no mês e de 7,60% no acumulado do ano. Nos últimos doze meses tem alta de 64,55%.
A OPEP informou, esta semana, que apesar do programa de redução da extração, os estoques globais de petróleo continuaram a crescer, fruto, especialmente, da produção de óleo fora do grupo. O aumento dos parceiros que aderiram ao corte de produção não conseguiu reduzir os estoques e recompor os preços. Relatórios da OPEP indicam que aumenta a oferta de países fora da organização incluindo a produção de óleo de xisto do mercado americano, fato que tem derrubado os preços internacionais da commodity. A Petrobras obteve quarta-feira (15), decisão favorável do TCU, autorizando a retomada do programa de venda de ativos mediante alteração no modelo de negociação até agora adotado. O programa de desinvestimento projeta captar US$ 34,6 bilhões que será aplicado na redução do endividamento da empresa, revertendo na valorização de suas ações.

20 MAR, 2017