Semanalmente, tabela atualizada da evolução do Ibovespa, do volume diário de negócios, da cotação do Dólar comercial americano e do Risco Brasil, Petróleo e ações da Petrobras com breve comentário sobre as variações ocorridas no período.


Variação Percentual dos Indicadores de Mercado
Período Ibovespa US$ Risco Brasil
12 Meses 26,18 11,25 (11,27)
Ano 11,54 8,63 8,15
Mês (1,04) 2,77 62,76
Semana 2,53 1,35 36,21


Evolução dos Indicadores de Mercado

Dólar

O dólar à vista teve alta de 1,35% de segunda a sexta-feira desta semana, variando de R$ 3,552, segunda-feira (07) a R$ 3,600, sexta-feira (11).

A pesquisa Focus desta semana alterou a previsão da taxa do dólar de 2018 de R$ 3,35 para R$ 3,37 e manteve a de 2019 em R$ 3,40.

A taxa de câmbio apresenta alta de 1,25% na semana; de 2,77% no mês; de 8,63% no ano e de 11,25% nos últimos 12 meses.

O comportamento do câmbio acompanha a evolução dos acontecimentos externos e reflete os riscos do aumento dos juros americanos e seu reflexo no desempenho do real. O presidente Trump continua agitando a economia mundial com decisões que impactam no relacionamento econômico do seu país com Irã e China e tumultuam as frágeis relações no Oriente Médio. O desgaste do governo brasileiro e o período eleitoral destituído de bons candidatos agravam a estabilidade da moeda. O real deve se manter relativamente instável diante deste cenário adverso.

Bolsa

O Ibovespa fechou a semana aos 85.220 pontos, com alta de 2,53% e queda de 1,04% no mês. Acumula alta de 11,54% no ano e de 26,18% nos últimos doze meses. O giro financeiro médio diário da semana foi da ordem de R$12,819 bilhões, superior a media da semana anterior de R$ 10,738 bilhões.

A queda do Ibovespa nesta sexta-feira foi decorrente de resultados trimestrais desestimulantes de várias companhias listadas na B3. O desempenho semanal, entretanto, foi positivo apesar do conturbado cenário interno e externo. No cenário interno destacam-se a paralização do Poder Executivo, desarranjo do câmbio, as incertezas eleitorais e o nebuloso futuro da gestão pública diante da ausência de candidatos confiáveis. As escaramuças comerciais do presidente Trump com a China e outros parceiros, a quebra do acordo firmado com Irã para suspensão de enriquecimento de uranio e a repercussão desses atos na instável relação do Oriente Médio, contribuem, também, para a instabilidade dos mercados internacionais. A bolsa passa por um período de incertezas que deve perdurar por algum tempo, mas as oportunidades surgem sempre em períodos como este.


Comparativo com Bolsas Mundiais e Índices

Petróleo & Petrobras

O petróleo Brent fechou o movimento de sexta-feira (11) cotado a US$ 77,30 com alta de 4,42% na semana; de 2,85% no mês e de 16,08% no ano. Nos últimos doze meses acumula alta de 53,71%. O petróleo WTI, por sua vez, encerrou cotado a US$ 70,51 com alta de 1,03% na semana; de 2,83% no mês e de 17,73% no ano. Nos últimos doze meses apresenta alta de 44,78%.

As ações PETR3 ON fecharam a semana cotada a R$ 28,95. Apresentam alta de 21,18% na semana, de 17,54% no mês e de 71,30% no ano. Nos últimos doze meses apresentam alta de 111,78%. As ações PETR4 PN fecharam cotadas a R$ 25,44, com alta de 14,23% na semana, 10,75% e no mês 58,01% no ano. A alta nos últimos doze meses é de 96,14%.

Além das ações da OPEP estabelecendo limites de produção de petróleo nos países associados ou participantes, destaca-se a atuação do presidente Trump ao promover desentendimentos com Irã, tumultuar as relações entre produtores de petróleo e alimentar a escalada de preço do barril. A Petrobras beneficiada com o aumento do preço do óleo alavancou seu resultado no primeiro trimestre, que atingiu R$ 6,9 bilhões, com alta de 56,4% em relação ao mesmo período de 2017. Registrou o melhor desempenho trimestral desde o primeiro trimestre de 2013, quando fechou em R$ 7,69 bilhões. "Com esse resultado, consolidamos a trajetória de recuperação da Petrobras", disse, em nota, o presidente da estatal, Pedro Parente. O presidente destacou ainda a redução de custos que vem sendo posta em prática na empresa como outro fator que impulsionou o resultado. "Seria injusto dizer que foi só o petróleo. O lucro do primeiro trimestre de 2013 foi obtido com petróleo a mais de US$ 100 por barril", aduziu.

14 MAI, 2018