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INDICADORES DE MERCADO

O Portal Acionista apresenta, semanalmente, tabela atualizada da evolução do Ibovespa, do volume diário de negócio, da cotação do dólar comercial americano e do Risco Brasil com breve comentário sobre as variações ocorridas no período. O gráfico representa a variação relativa dos respectivos índices, tendo como base os índices do dia 28/12/2006 para a série de indicadores relativos ao período 2007/2016.


Fonte: Bovespa, BCB, JPMorgan, Imprensa

Variação Percentual dos Indicadores do Mercado
Período Ibovespa US$ Risco Brasil
12 Meses 63,77 (22,3) (43,3)
Ano 9,79 (4,2) (13,8)
Mês 2,25 (1,2) (3,1)
Semana 1,80 0,00 1,4



Semana de 06/02 a 10/02/2017

Evolução de Indicadores Econômicos

Carlos Dix Silveira/Economista

Dólar - O dólar à vista flutuou esta semana dos R$ 3,125 de segunda-feira (06) aos R$ 3,109 nesta sexta-feira (10), registrando o menor valor desde 25 de outubro de 2016. A pesquisa Focus reduziu a previsão da taxa do dólar da semana anterior para o final de 2017 de R$ 3,40, para R$ 3,28. A expectativa para o dólar no final de 2018 foi reduzida de R$ 3,50, para R$ 3,44. Sexta-feira (10) a moeda americana operava em queda à exemplo das moedas do emergentes no exterior, após informações sobre o êxito da balança comercial chinesa valorizando as commodities e seus produtores como o Brasil e minimizando os efeitos negativos das manifestações do presidente Trump, especialmente ao dizer que decidirá sobre impostos em breve






Bolsa - A semana fechou com o Ibovespa aos 66.121 pontos com alta de 1,81%. No mês apresenta alta de 2,25%, de 9,79% no ano e de 63,77% nos últimos doze meses. O giro financeiro médio da semana foi da ordem de R$ 7,358 bilhões, semelhante ao da semana anterior. A nota da agência de classificação de risco S&P, mantendo a atual nota de crédito do país com perspectiva de baixa não influenciou o movimento da bolsa. A contribuição para o desempenho do pregão foi decorrente da valorização das ações da Vale motivado pela alta do preço dos minérios no exterior. Também contribuiu a alta das ações da Petrobrás motivada pelo aumento do preço do petróleo e pela melhora da nota da agência de risco S&P.





Petróleo & Petrobras - O preço médio do barril de petróleo Brent nesta semana chegou a US$ 55,70 mantendo-se relativamente estável em relação à semana anterior. O petróleo Brent fechou movimento de sexta-feira (10) cotado a US$ 56,67 com queda de 0,286% na semana e alta de 1,41% no mês, de 12,33% no ano e de 57,55% nos últimos doze meses. O petróleo WTI, por sua vez, encerrou cotado a US$ 53,72, em queda de 0,20% na semana. No mês apresenta alta de 1,7%. Ainda, alta de 9,52% no acumulado do ano e de 59,03% nos últimos doze meses.
As ações PETR3 ON fecharam a semana cotada a R$16,35, com queda de 1,74%, alta de 0,99% no mês, queda de 12,29% no ano e alta de 122,45% nos últimos doze meses. As ações PETR4 PN fecharam cotadas a R$ 15,58, com queda de 1,64% na semana, alta de 3,73% no acumulado do mês. Apresenta queda de 11,93% no ano e alta de 203,11% nos últimos doze meses. A S&P (Standard & Poor’s), agência de classificação de riscos, comunicou sexta feira (10), que decidiu elevar a classificação de risco da Petrobras sob o argumento de que houve melhoras na estrutura financeira e maior previsibilidade sobre o rumo dos negócios. A nota da petroleira foi de B+ para BB-, ainda três degraus abaixo da primeira nota de grau de investimento (BBB-), conferida a empresas com menor risco de calote. A Petrobras passa agora a desfrutar de juros mais baixos no mercado financeiro e o reconhecimento de que adotou uma estratégia focada na redução acelerada da dívida e na recuperação do seu caixa.
A mesma S&P manteve nesta ocasião a nota de crédito do Brasil em grau especulativo, reafirmando perspectiva negativa indicando que indica possibilidade de o rating ser rebaixado ainda mais nos próximos meses. O governo Temer, que iniciou com perspectiva positiva e grande esperança da sociedade brasileira, deveria se espelhar no trabalho da direção da Petrobras e no da equipe econômica do ministro Meirelles e se dedicar prioritariamente às reformas (previdenciária, trabalhista e tributária) indispensáveis à consolidação do ajuste fiscal. A atuação do governo, hoje, parece estar inteiramente voltada à blindagem e salvação de amigos e políticos investigados pela operação Lava-Jato, ação que tanto envergonha a cidadania e desprestigia a presidência. A perspectiva de rebaixamento do rating do país, referido na nota da S&P, tem suas razões. O rating do governo Temer, aliás, já está em forte descenso.

13 FEV, 2017