Semanalmente, tabela atualizada da evolução do Ibovespa, do volume diário de negócios, da cotação do Dólar comercial americano e do Risco Brasil, Petróleo e ações da Petrobras com breve comentário sobre as variações ocorridas no período.


Variação Percentual dos Indicadores de Mercado
Período Ibovespa US$ Risco Brasil
12 Meses 5,08 27,91 25,61
Ano 3,98 22,12 32,62
Mês 3,61 (0,61) (10,43)
Semana 5,32 (2,86) (7,49)


Evolução dos Indicadores de Mercado

Dólar

A taxa de câmbio se manteve relativamente estável durante metade da semana, caindo nos dois últimos dias. O dólar à vista variou de R$ 4,125, segunda-feira (17) a R$ 4,047, sexta-feira (21). A taxa média da semana de R$ 4,102 caiu em relação a da semana anterior de 4,150. A pesquisa Focus desta semana alterou a previsão da taxa do dólar de 2018 de R$ 3,80 para R$ 3,83 e a de 2019 de R$ 3,70 para R$ 3,75. A taxa de câmbio apresenta queda de 2,86% na semana e de 0,61% no mês. Acumula alta de 22,12% no ano e de 27,79% nos últimos doze meses.

A taxa de câmbio deve se manter instável por algum tempo em razão do período eleitoral, especialmente.

Bolsa

O Ibovespa fechou a semana aos 79.444 pontos, com alta de 5,32%. Apresenta alta de 3,61% no acumulado do mês e de 3,98% no do ano. Nos últimos doze meses tem alta 5,32%. O giro financeiro médio diário da semana foi da ordem de R$ 9,311 bilhões, superior aos R$7,460 bilhões da semana anterior. O movimento médio diário do mês de setembro de R$ 10,577 é levemente inferior ao movimento diário médio do ano de R$ 11,034 bilhões.

O Ibovespa apresentou a segunda maior alta semanal do ano estimulada pelo ambiente externo mais calmo das relações comercias de EUA e China. Analistas atribuem esta reação, também, ao resultado das pesquisas eleitorais que colocam na liderança candidato com perfil mais favorável às reformas esperadas pela sociedade, como é o caso de Bolsonaro. A queda do dólar é atribuída também ao avanço mais lento das candidaturas de esquerda e à reação de alguém comprometido com as principais reformas há tempos discutidas, mas nunca implantadas pelos governos incompetentes dos últimos anos.


Comparativo com Bolsas Mundiais e Índices

Petróleo & Petrobras

O petróleo Brent fechou o movimento de sexta-feira (21) cotado a US$ 78,76 com alta de 0,91% na semana e de 1,69% no mês. No acumulado do ano apresenta alta de 18,28% e nos últimos 12 meses de 36,95%. O petróleo WTI, por sua vez, encerrou cotado a US$ 70,84 com alta de 2,68% na semana e de 1,37% no mês. Apresenta alta de 18,28% no acumulado do ano e de 37,10% no dos últimos doze meses.

As ações PETR3 ON fecharam a semana cotada a R$ 23,12. Apresentam alta de 5,19% na semana e de 4,71% no mês. Acumula alta de 36,80% no ano e de 45,59% nos últimos doze meses. As ações PETR4 PN fecharam cotadas a R$ 20,13, com alta de 5,63% na semana e de 4,15% no mês. Acumulam alta de 25,03% no ano e de 31,48% nos últimos doze meses.

A União terá uma receita até o fim deste ano de cerca de R$ 21 bilhões com os vencedores dos leilões da Agência Nacional de Petróleo, conforme divulga consultoria do setor. A previsão é que as empresas vencedoras dos leilões invistam de suas receitas, no período de 2019 a 2016, valor equivalente a US$ 7,5 bilhões de dólares em pesquisa, desenvolvimento e inovação. O volume de recursos investidos dependerá da estratégia e velocidade adotada pelo país para exploração dessa energia, que deixara de ser predominante no mundo em poucas décadas, e da qual temos reservas para 100 anos.

A Petrobras vem recebendo, periodicamente, ressarcimento do Governo referente ao subsídio ao preço do óleo diesel. O governo reservou cerca de R$ 9,5 bilhões para subvencionar o desconto de R$ 0,30 no preço do litro do óleo diesel até o fim do ano. Sozinha, a estatal já recebeu valor equivalente a R$ 1,6 bilhão. O programa garante ressarcimento a produtores e importadores de diesel que venderem o combustível a preço tabelado pela ANP.

24 SET, 2018