ÍNDICE PARA INDICADORES DE MERCADO 2013

Indicadores de Mercado

 

Indicadores de Mercado
O Portal Acionista apresenta, semanalmente, tabela atualizada da evolução do Ibovespa, do volume diário de negócio, da cotação do dólar comercial americano e do Risco Brasil com breve comentário sobre as variações ocorridas no período. O gráfico representa a variação relativa     dos respectivos índices, tendo como base os índices do dia 28/12/2006 para a série de indicadores relativos ao período 2007/2014.





ACESSE AQUI A TABELA FONTE DOS GRÁFICOS
 

Variação Percentual dos Indidicadores do Mercado
Período Ibovespa US$ R.Brasil
12 Meses (5,81) 15,7 2,4
Ano (5,81) 14,2 11,9
Mês (11,09) 4,7 6,7
Semana (3,25) 0,7 0,0

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Semana de 29 Dezembro 2014 a 02 Janeiro 2015
 Notícias de Final de Ano
Carlos Dix Silveira - Economista

Taxa Selic - A última pesquisa semanal Focus, promovida pelo BACEN e divulgada segunda-feira (29), mantém projeção anterior para a taxa Selic de 2015, de 12,5%. Estimam, também, que em janeiro haverá aumento de 0,5% na taxa hoje vigente de 11,75%.

Inflação - A pesquisa Focus promovida pelo Banco Central, divulgada segunda-feira (29), não alterou a projeção da inflação de 2014, mantendo-a em 6,38%, pouco abaixo do teto da meta (6,5%). Para que tal estimativa se concretize é necessário que o IPCA de dezembro não seja superior a 0,72%. Para 2015, a previsão foi mantida em 6,54%, superando o teto da meta de 6,5%. Apesar dos esforços do governo a inflação vem bordejando o teto da meta há bastante tempo e os participantes da pesquisa já admitem estouro do teto da meta. A correção dos preços dos preços administrados, a perspectiva de alta do dólar e o cenário econômico internacional são combustíveis poderosos para provocar uma grande explosão do IPCA.

PIB - Economistas participantes da última pesquisa Focus do Banco Central, divulgada segunda-feira, projetam o crescimento do PIB em 2014 em 0,14% diante dos 0,13%,da estimativa anterior. A projeção do PIB de 2015 é mantida em 0,55%.

Dólar - O dólar continua trajetória de alta, mantendo-se próximo aos R$ 2,70 refletindo atuação mais contida do Banco Central no mercado, com leilões da ordem de US$ 100 milhões (50% menores dos realizados antes) e as possíveis consequências do prometido ajuste fiscal da nova gestão econômica. O dólar à vista fechou o ano em R$ 2,658 e abre 2015 em alta de 1,73%, a R$ 2,693. A pesquisa Focus revela que não são animadoras as perspectivas do câmbio em 2015. A projeção passou de R$ 2,75 para R$2,80.

Petrobras - Os feriados de fim de na deram relativa folga à Petrobras, atormentada que vinha de tantas notícias negativas sobre seus malfeitos. A folga que referimos é na divulgação dos malfeitos, não no trabalho exemplar do Ministério Público e da Polícia Federal. O recesso do judiciário contribui para esta pausa transitória que em breve de acabar com a explosão de notícias sobre o envolvimento de conhecidas figuras políticas no esquema de corrupção. As ações contra a empresa continuam tramitando nos tribunais americanos com desfecho ainda desconhecido, mas preocupante pelo potencial de prejuízo. Fundos abutres como os que pressionam o governo argentino se preparam para ingressar com novas ações contra a Petrobras na justiça americana, agravando o problema.
O governo, responsável único pela situação da empresa, em discurso presidencial de posse, defende a empresa, lamentando a crise em que ela vive por causa dos desvios de recursos. Disse que o governo irá protegê-la de “predadores internos e de seus inimigos externos”. Os predadores internos são conhecidos de todos depois da operação Lava-Jato. Os inimigos externos é uma novidade. Quem serão estes meliantes? Onde se escondem estes corruptos? Em que países atuam estes ladrões do patrimônio da Petrobras?
Entrementes, os papéis da empresa continuam em queda na bolsa de valores, agravando o prejuízo de milhares de investidores nacionais e estrangeiros. O gráfico do valor das ações da companhia demonstra o que uma administração incompetente pode causar de prejuízo a uma operadora de uma dos mais lucrativos ramos de negócios. Os inimigos internos são muito mais perigosos que os externos, ou não?

Bolsa - O Ibovespa fechou a semana em queda de 3,25%, aos 48.512 pontos. No mês a queda acumulada é de 11,9 %, no ano de, 5,61 %. O peso das ações da Petrobras no Ibovespa continua influindo no desempenho do índice. O problema da empresa vai ainda se arrastar por muito tempo. As disputas políticas não vão deixar de manter vivas as causas desse grande imbróglio.


A evolução da taxa de câmbio reflete a instabilidade da nossa economia, conforme variação do dólar médio semanal demonstrado no gráfico a seguir:

 



*Período referente as oscilações mais fortes das bolsas mundiais.






A variação do preço do petróleo, uma das commodities mais influentes na participação da crise financeira mundial, esta demonstrada no gráfico a seguir:




Semana de 22 a 26 Dezembro 2014

Notícias da Semana de Natal

Carlos Dix Silveira - Economista

Taxa Selic - A pesquisa semanal Focus, promovida pelo BACEN, mantém projeção anterior para a taxa Selic de 2015, de 12,5%. Estimam, também, que em janeiro haverá aumento de 0,5% na taxa hoje vigente de 11,75%.

Inflação - A pesquisa Focus promovida pelo Banco Central, divulgada segunda-feira (22), não alterou a projeção da inflação de 2014, mantendo-a em 6,38%, pouco abaixo do teto da meta (6,5%). Para que tal estimativa se concretize é necessário que o IPCA de dezembro não seja superior a 0,72%. Para 2015, a previsão sofreu alteração de 0,04%, passando a inflação do ano a 6,54%, superando o teto da meta de 6,5%. Apesar dos esforços do governo a inflação vem bordejando o teto da meta há bastante tempo.

PIB - Economistas participantes da pesquisa Focus, conforme informa o Banco Central, reduziram mais uma vez a projeção de crescimento do PIB em 2014 para 0,13%, inferior aos 0,16% da projeção da semana anterior. A projeção do PIB de 2015 reduziu-o para 0,55%, inferior em 0,14% ao projetado na semana anterior.

Dólar - O câmbio é um fator muito sensível em qualquer economia e em especial na nossa que enfrenta inúmeros problemas herdados de uma gestão interna complicada agravada por um cenário externo adverso. A pesquisa Focus reflete estas complicações projetando o encerramento do ano uma taxa de R$ 2,65 ante R$ 2,60 da semana anterior. Para 2015 a projeção do dólar é de R$ 2,75, superior aos R$ 2,72 da semana anterior.

Petrobras - Outrora orgulho dos brasileiros a Petrobras hoje é motivo de vergonha do país. Pode ser para o nosso espanto, quem sabe, a ponta de um iceberg do tamanho das demais grandes estatais brasileiras. Pela atuação da polícia federal e do ministério público federal esta incógnita que atormenta o contribuinte brevemente será esclarecida. A novela da nossa petroleira continua gerando mais dúvidas que certezas. O imbróglio atual é quem fala a verdade? Graça Foster, Presidente ou Venina Veloso da Fonseca, geóloga e ex-gerente de diversos setores da cúpula da empresa. A denúncia da funcionária de carreira era inconsistente? A presidente não confiou na funcionária ou sabia das falcatruas, mas queria resolvê-las na surdina para não comprometer o governo?
Nos EE.UU., além das ações impetradas por uma dezenas de escritórios de advogados, agora é uma cidade que ingressa na justiça americana com uma ação coletiva em favor dos investidores que compraram papéis da Petrobras. Providence, capital do Estado de Rhode Island, representa investidores que foram prejudicados pela corrupção levantada pela operação Lava-Jato. É mais um fato negativo da empresa que ganha às manchetes da imprensa americana e pressiona ainda mais a cotação das suas ações por aqui. Para agravar ainda mais a imagem da empresa, a agência de classificação de risco, Moody’s colocou sua nota de Baa2 em revisão para possível rebaixamento, que poderá deixa-la a um degrau para a perda do grau de investimento. Outra informação negativa é a de que a Petrobras terá de pagar fornecedores das empresas contratadas envolvidas na operação da PF.


Bolsa - O Ibovespa fechou a semana em leve alta de 0,99%, aos 50.144 pontos. No mês a queda acumulada é de 8,10%, no ano de, 2,65% e nos últimos doze nesses de 2,10%. O peso das ações da Petrobras no Ibovespa vai pautar o desempenho do índice ainda por muito tempo. Esta novela esta longe de terminar, infelizmente, provocando a cada novo capítulo constantes manchetes na imprensa que depreciam ainda mais suas ações.

Semana de 15 a 19 Dezembro 2014

Notícias da Semana Que Influenciaram o Mercado

Carlos Dix Silveira – Economista

Taxa Selic - A pesquisa semanal Focus, promovida pelo BACEN, projeta para 2015 uma taxa de 12,5%. A taxa hoje vigente de 11,75% estimam os economistas participantes, poderá ter seu primeiro incremento de 0,5% em janeiro próximo.

Inflação - A pesquisa Focus promovida pelo Banco Central, divulgada segunda-feira (15), mantem a inflação de 2014 em 6,38%, pouco abaixo do teto da meta (6,5%). A inflação de dezembro, consequentemente, não deve ultrapassar 0,72% para que se mantenha a referida projeção. Para 2015, a previsão continua em 6,5%, pelo menos até agora. Sexta-feira (19), o IBGE divulgou o IPCA-15, prévia da inflação de dezembro, de 7,9%, indicado uma inflação anual da ordem de 6,46%, superior à esperada pelo mercado de 6,42%. O Presidente do BACEN, terça-feira (16), em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, declarou que a inflação acumulada em 12 meses vai atingir seu pico no primeiro trimestre de 2015 e, a partir do segundo, iniciará um longo período de declínio. O Presidente declarou, ainda, que o banco não será complacente com a inflação e fará o que for necessário para que ela retorne ao centro da meta (4,5%) dentro do horizonte de convergência até o final de 2016. A inflação, provavelmente, deverá tangenciar 7% no decorrer do ano.
 
PIB - A previsão atualizada dos participantes da pesquisa Focus é de que o PIB de 2014 feche em 0,16%, inferior aos 0,18% estimados na semana anterior. A projeção para 2015 é de 0,69%, inferior à estimativa da semana anterior em 0,04%. O IBC-Br de outubro, índice calculado pelo BACEN, considerado uma prévia do IPA, foi de queda de 0,26%, inferior ao índice de setembro, de 0,26%, o que surpreendeu os analistas.
 

Dólar - O câmbio dispara diante de cenário adverso. A economia americana dá sinais de recuperação e prenuncia aumento da taxa de juros repatriando dólares aplicados ao redor do mundo, especialmente nos emergentes. A economia chinesa reduz seu crescimento afetando muitos mercados exportadores como o da eurozona. A forte queda no preço do petróleo atingiu pesadamente a economia russa já prejudicada pela crise política com a Ucrânia. Muitos países emergentes importadores que poderiam se beneficiar com a queda do preço do petróleo sofrem com a depreciação de suas moedas, queda estimulada pela crise da moeda russa. Internamente, a crise da Petrobras, a queda relativa do preço das commodities e o déficit bilionário das transações correntes (US$ 70,7 bilhões) motivado pelo descontrole das contas externas, agravaram a situação cambial que o BACEN promete equilibrar mantendo a política de intervenções permanentes no mercado de câmbio. A evolução da taxa de câmbio na semana está demonstrada nos gráficos abaixo.

Petrobras - A triste novela da Petrobras continua acumulando novos capítulos a cada dia que passa. O mais grave e recente deles é o protagonizado pela geóloga de carreira da empresa, Venina Veloso da Fonseca, que declarou ter informado por e-mails a seus superiores e à própria presidente Graça Foster, quando ainda Diretora, da existência de vários episódios de corrupção. A denunciante prestou depoimento sexta-feira (19) à polícia federal em Curitiba. Empresários e funcionários das empreiteiras e da Petrobras, num total de 39 pessoas, já se tornaram réus em ações presididas pelo juiz federal Sérgio Moro. Os envolvidos da área política, que segundo a imprensa já somam 28 pessoas, começarão a ser investigados após o recesso do judiciário conforme informação do Procurador Geral. Nos EE.UU já são dez os escritórios de advogados que promovem ação contra a empresa pleiteando indenização pela perda dos investimentos de acionistas em ADR da companhia. A empresa continua sangrando e suas ações em relativa queda. No pregão de sexta-feira (19), as ações ordinárias foram cotadas a R$ 9,44 e as preferenciais a R$ 9,83. A evolução dos preços das ações esta demonstrado no gráfico abaixo.

Bolsa - O Ibovespa fechou a semana em alta de 3,44%, aos 49.650 pontos. No mês a queda acumulada é de 9,01%, no ano de, 3,61% e nos últimos doze nesses de 1,81%. Fatores negativos decorrentes da corrupção na Petrobras e do desdobramento da Operação Lava-Jato foram compensados com o anúncio de alta transitória de commodities no exterior, e favoreceu a cotação das ações da Petrobras e da Vale no último pregão da semana.                                                         

Semana de 08 a 12 Dezembro 2014

Notícias Relevantes da Semana

Carlos Dix Silveira - Economista

Taxa Selic - A semana inicia com informação de que economistas de instituições financeiras que participam da pesquisa semanal Focus, promovida pelo Banco Central, projetam para fins de 2015 uma taxa de juros da ordem de 12,55%, acima dos 12% anteriormente projetado.

Inflação - Com relação à inflação a pesquisa Focus projeta pequena redução de 0,05% na inflação acumulada deste ano, devendo fechar em 6,38%. Para que isto ocorra é necessário que o IPCA de dezembro não ultrapasse 0,75%. A previsão para 2015 está projetada em 6,5%, teto da meta. Segundo declarações do Presidente Tombini, do BCB, terça-feira (9) "Não deveria ser tomado como surpresa, nos próximos meses, um cenário que contempla inflação acima dos níveis em que atualmente se encontra". "No ano de 2015, na minha avaliação a inflação acumulada em doze meses tende a permanecer elevada".
 
PIB - A pesquisa Focus indica que a projeção do PIB deste ano foi reduzida esta semana para 0,18%, inferior aos 0,19% da semana anterior. A recessão técnica foi superada no terceiro trimestre com o pífio crescimento de 0,01%. Para 2015, a projeção é de 0,73%, menor que os 0,8% previstos pela nova equipe econômica. Até lá muita água irá rolar por baixo dessa longa ponte que nos une ao futuro do desenvolvimento.
 
Dólar - Os participantes da pesquisa Focus mantém a projeção do dólar de dezembro em R$ 2,55 e elevaram a estimativa do valor da moeda em 2015, para R$ 2,70. Até a virada do ano estas estimativas deverão ser reajustadas em razão do comportamento da economia e em razão de que sexta-feira (12) o dólar fechou em R$ 2,651. A evolução da cotação do US$ está demonstrada no gráfico abaixo.
 
Petrobras - O desempenho das ações da Petrobras, pressionadas pelas revelações diárias da operação Lava-Jato, tem sida a principal causa da depressão da nossa bolsa de valores. Esta novela, tudo indica, será de longa duração. A corrupção é muito grande e se enraizou em muitos setores da empresa com ramificações importantes no setor público, ainda em investigação. Além dos problemas de corrupção que impactaram os custos e o resultado da companhia ela sofreu expressiva queda no valor de suas ações, do valor de mercado, redução do fluxo de caixa com o represamento político do preço dos combustíveis e, agora, ameaça de inviabilizar o projeto do pré-sal decorrente da queda do preço do valor do barril de petróleo nas últimas semanas. Ações impetradas na justiça dos EUA, por investidores em ADRs, prenunciam possíveis prejuízos futuros com indenizações reclamadas. É preocupante, também, o passivo trabalhista vinculado às demissões em massa de empregados de empresas fornecedoras da Petrobras, cujos contratos foram cancelados e ou tiveram suspensos os pagamentos por problema de caixa, cujos sindicatos reclamam indenizações milionárias da contratante. Último agravante: sexta-feira (12) a geóloga Venina Velosa da Fonseca, conforme reportagem do Jornal Valor, declara que informou à Presidente Graça Foster e a outros diretores da Petrobras sobre inúmeros problemas de desvio de dinheiro existentes na empresa e que nada foi feito à respeito. As consequências negativas de tudo isso se materializa na queda da cotação da ação nos pregões da bolsa, como demonstra o gráfico abaixo, e no prejuízo irrecuperável dos investidores.
 
Superávit Primário - Depois de muita discussão política e de justificativas absolutamente irresponsáveis do governo, o Congresso aprovou terça-feira (9) o projeto que revoga a obrigação do executivo de cumprir com o superávit primário - poupança necessária para pagar os juros da dívida pública – conforme definido pela LDO alterada. Na verdade o que houve foi uma operação de compra de votos mediante decreto da Presidência, assinado de 28 de novembro, liberando para deputados e senadores que apoiassem o projeto de lei uma dotação de R$ 444,7 milhões para obras em seus feudos eleitorais. Cada um dos 513 deputados e 81 senadores terá a mais R$ 748 mil em emendas individuais, totalizando R$ 11,7 milhões no ano. Como resultado a meta de superávit de R$ 81 bilhões é revogada e o governo fica liberado para a gastança inconsequente, podendo gerar o déficit que entender necessário para satisfazer seu apetite de poder. Às favas a gestão republicana. É triste, mas é a pura verdade. Assim é feita hoje nossa política. 
 
Bolsa - A evolução do Ibovespa na semana repercutiu o andamento da operação Lava-Jato, a consequente queda das ações da Petrobras e a forte aversão ao risco no exterior. Outro fator foi a escalada da cotação do dólar que operou acima de R$ 2,67 durante o pregão. Embora a atuação do Banco Central o dólar atingiu a maior cotação em nove anos. O Ibovespa apresentou queda de 7,68% na semana, de 12,3% no mês, de 6,81% no ano e de 4,23 nos últimos doze meses. A operação Lava-Jato e as últimas revelações sobre a magna corrupção da Petrobras devem provocar mais volatilidade no mercado de ações, segundo opinião de analistas.

Semana de 01 a 05 de Dezembro 2014
                                                                                Temas Relevantes da Semana

Carlos Dix Silveira - Economista

Petróleo
- A semana iniciou com registro de queda contínua no valor do barril de petróleo que foi negociado por US$ 66,15, menor valor desde setembro de 2009, na Bolsa de Nova York para contrato com vencimento em janeiro de 2015. A queda que vem se acentuando desde setembro é fruto de uma estratégia da Opep, organização dos países exportadores, para combater o avanço da extração do petróleo de xisto americano que atingiu o maior nível em 30 anos, causando superávit na produção mundial. Com os preços praticados pela Opep a produção de petróleo de xisto e especialmente do pré-sal deve ser reavaliada. A Petrobrás que ainda depende de importação para atender a demanda interna, provavelmente terá alívio no fluxo de caixa. Por outro lado, o elevado investimento e o alto custo de extração do pré-sal pode ameaçar a viabilidade de seu mais incensado projeto. As ações das grandes petroleiras internacionais já começaram a cair. As da Petrobras, como se sabe, tem variadas razões para despencar, razões estas que a cada dia são reforçadas por novas denúncias de improbidade administrativa dos altos escalões da empresa. Uma das últimas se refere ao megaprojeto do Comperj – Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, na cidade de Itaboraí, que previa a construção de uma refinaria que forneceria matéria-prima para um parque petroquímico formado por grande número de indústrias de plástico com previsão da criação de 200 mil empregos diretos e indiretos. O investimento total no complexo, projetado inicialmente em US$ 6,1 bilhões, foi reajustado para US$ 47,7 bilhões e a obra reduzida apenas à refinaria. Este é mais um escândalo que o TCU investiga. Guardem este nome: Sete Brasil - empresa criada pelo governo com a Petrobras como acionista majoritária para agenciar a contração de plataformas de petróleo. Poderá ser mais um novo capítulo nessa novela de malfeitos.

Ajuste da Economia - Os ajustes da economia esperados para 2015, conforme já anunciam fontes da nova equipe econômica, vão provocar um período de depressão geral nos negócios. O ano de 2015 não será fácil para ninguém, mas não há outro jeito. A desastrosa política da Nova Matriz Econômica adotada pelo governo, agravada pela excepcional despesa pública do ano eleitoral, descuidou de cumprir com o superávit primário definido para este ano, obrigando um forte ajuste para recompor as contas públicas e recuperar a confiança do mercado internacional em 2015. O corte drástico na despesa pública virá acompanhado de significativo aumento de impostos, reajustes das tarifas públicas represadas e alteração na taxa de juros. São medidas indispensáveis para reduzir o ímpeto inflacionário, aumentar a taxa de crescimento do PIB de 0,2% em 2014, para 0,8% em 2015 e produzir um superávit primário da ordem de 1,2% do PIB, sem descuidar de qualificar a mão-de-obra e de aumentar o investimento de 17% para 22% do PIB, no mínimo. O ganho mais importante e não menos complexo, porém, será a recuperação da confiança internacional na nossa economia, fonte essencial para captação de investimento do exterior em país com poupança escassa como a nossa. Confiança ainda mais abalada pela demonstração de total falta de respeito do governo para com as regras vigentes, como revela o projeto de lei parcialmente aprovado, eliminando a obrigação do executivo de economizar para pagar o empréstimo publico tomado junto aos poupadores, pessoas físicas e jurídicas aqui e no exterior, via títulos públicos. Mais grave, ainda, para a imagem e credibilidade do país, foi o fato dessa desastrosa aprovação ter sido feita mediante a compra de congressistas, à luz do dia, via decreto presidencial que autoriza liberar R$444 milhões para emendas parlamentares, desde que aprovado projeto de lei.

Taxa Selic - A insistência da inflação em tangenciar o teto anual da meta de 6,5% levou o Copom a elevar, quarta-feira, a taxa Selic a 11,75%. O acréscimo de 0,5% foi decidido, segundo ata da reunião, “considerando os efeitos cumulativos e defasados da política monetária, entre outros fatores, o Comitê avalia que o esforço adicional de política monetária tende a ser implementado com parcimônia". O último aumento do ano não deve encerrar o ritmo de aumento da Selic pois 2015 será um ano difícil para todos.

Inflação - O IBGE divulgou sexta-feira, o IPCA de novembro de 0,51%. A inflação acumulada até novembro atingiu 5,58% e nos últimos doze meses, 6,56%, estourando o teto de 6,5%. A partir de junho o índice superou o teto muitas vezes, pois as medidas governamentais não conseguem compensar a leniência do período eleitoral. O atual nível da inflação é muito alto se compararmos com países desenvolvidos e mesmo com os emergentes. O preço de bens em serviços internos são muito alto em relação aos praticados no exterior. Entre as principais causas destacam-se: a indexação elevada de preços de produtos e serviços à inflação passada; expectativa de inflação futura alta por descrença nas medidas governamentais; produtividade baixa decorrente de benefícios setoriais concedidos pelo governo a determinados grupos; alto custo da mão de obra; nível de concorrência com o mercado externo; e, indexação de contratos de longo prazo à inflação passada, entre outras.
A alta do Ibovespa de sexta-feira de 1,1% não foi capaz de reverter a queda de 4,71% da semana. No ano a alta acumulada é de 0,94% e nos últimos doze meses, de 2,37%. A Bovespa repercutiu a melhora do mercado de trabalho americano anunciada sexta-feira, provocando alta nas ações de bancos e empresas exportadoras. A tendência é de que a bolsa se mantenha nesse ritmo de movimento volátil enquanto não se conheçam as pretensões da nova equipe econômica e a repercussão final da operação Lava-Jato.


Produção:
Equipe Técnica Acionista.com.br
Fonte: BOVESPA, Zero Hora, JPMorgan
Atualizado em 02/01/2015

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