Transparência gera ganhos maiores
21 de janeiro de 2004
Ana Borges
 

Apostar em ações com transparência e bom relacionamento com os clientes é mais do que lucrativo. O Índice de Governança Corporativa acumulou mais ganhos que o Ibovespa em 2004. A tendência de valorização dos papéis das empresas pertencentes ao indicador é de longo prazo. Enquanto o Ibovespa subiu 17,8%, o IGC obteve alta de 37,94% no período.

 

Dentre os papéis que compõem a carteira, o destaque ficou com a Perdigão PN, que faz parte do Nível 1. A valorização acumulada no período é  de 143, 21%. Desde a adesão da Perdigão à governança (26 de junho de 2001), a alta soma 310,75%.

No Novo Mercado, que reúne as empresas com o maior grau de transparência, o papel que mais subiu foi a CCR Rodovias, com uma elevação de 138,51%. A CCR, que só possui papéis ordinários (com direito a voto), desde a entrada no Novo Mercado já promoveu uma rentabilidade de 236,8% aos seus acionistas.

 

Também com ganhos acima de 100% no ano passado, são destacadas as ações PNs da Braskem, com alta de 100,46%, da Gerdau Metalúrgica PN (122,66%), da Mangels PN (132,58%) e da Randon, (132,35%). Desde a entrada no Nível 1, no dia 26 de junho de 2001, os papéis da Randon já subiram 1560% até o fim de 2004.

 

Do lado negativo, a maior queda de 2004 foi das ações preferenciais da Hering, com perda de 33,10%. As PNs da Net, recuaram no período de 32,97%. Já as ordinárias da Sabesp caíram 25,35% e da Grendene 9,35%. As PNs da Transpaulista cederam 10,26%. Os recuos estão relacionados com os negócios destas empresas,  que contudo continuam privilegiando o relacionamento com os acionistas.

 

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