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Expandir o número de clientes pessoa física em um cenário
macroeconômico cada vez mais propício é a meta do Banco do Brasil. As
forças da companhia, que cumpriu recentemente todas as etapas de adesão
ao Novo Mercado de Governança Corporativa da BM&FBOVESPA, foram
detalhadas pelo gerente de relações com investidores Eduardo Pilenghi
durante reunião promovida pela Associação de Profissionais do Mercado de
Capitais da Região Sul (Apimec-Sul) em Porto Alegre. A expectativa é
continuar crescendo através da concessão de crédito, nos segmentos de
consignado, veículos e imobiliário.
Em 2010, a presença do Banco do Brasil, especialmente nos
dois primeiros mercados, subiu bastante, devido às aquisições realizadas
em 2008 e 2009. No ano passado, a incorporação do Banco Nossa Caixa
contribuiu para que a companhia crescesse a carteira de crédito
consignado em 24,2% em doze meses e totalizasse R$ 42,2milhões em
setembro de 2010. O montante emprestado para financiamento a veículos
subiu 31,4% e ficou em R$ 25,3 milhões no mesmo período. A carteira
total de crédito à pessoa física da instituição aumentou 25,3% em doze
meses e totalizou R$ 107,4 milhões, o que elevou a participação do banco
na carteira total do sistema brasileiro para 22,7%.
Essas aquisições, assim como a compra do Banco de Santa
Catarina (Besc) e do Banco do Estado do Piauí (BEP) ajudaram também a
elevar a margem financeira do Banco do Brasil, segundo Pilenghi. Em
relação aos primeiros nove meses de 2009, o indicador que mede a
diferença entre receitas e despesas subiu de 23,8% para 29%. O destaque
foi para o aumento da representatividade que a emissão de crédito teve
no faturamento do banco. Do total de
R$ 59,5 bilhões de receitas, R$ 39,8 bilhões vieram do retorno com essas
operações. Isso contribuiu para um lucro líquido de R$ 6,960 bilhões no
acumulado de 2010 até setembro.
Para o próximo
ano, a expectativa da companhia, de acordo com o gerente de relações com
investidor, é de elevar o número de clientes através da venda de seguros
e das operações com cartões. No mercado de seguros, o Banco do Brasil
espera alcançar os 20% do mercado brasileiro. Nas transações com
cartões, a empresa já tem uma representatividade na mesma proporção, mas
espera crescer ainda mais através da criação da bandeira nacional
chamada de Elo, que anunciada através parceria com o Banco Bradesco e a
Caixa Econômica Federal.
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