.Índice

29 de setembro de 2010

Providência elevará em 25% sua produção em 2011 através de primeira planta internacional



Os três meses que faltam para encerrar 2010 são de finalização da construção da fábrica da Companhia Providência nos Estados Unidos. A partir do ano que vem, a líder latino-americana na produção de não-tecidos poderá brigar pela posição de fornecedor número 1 aos seus atuais clientes norte-americanos. Os detalhes do investimento de cerca de US$ 80 milhões e as perspectivas da empresa para os próximos trimestres foram dadas pelo diretor financeiro e de relações com investidor Eduardo Feldmann Costa durante encontro com investidores promovido pelo Instituto Nacional do Investidor (INI) em Porto Alegre (RS).

A primeira unidade fora do Brasil ampliará a capacidade anual da empresa em 25%. Serão 20 mil toneladas(t) adicionadas as atuais 80 mil t, através da instalação de uma máquina na nova unidade, que se somará as outras nove instaladas na unidade em São José dos Pinhais (SP) e a outra em Pouso Alegre (MG). Segundo Costa, metade da futura produção dos EUA irá para os atuais clientes internacioanais. Outras cinco mil toneladas já estão quase contratadas. “Isso liberará parte da produção brasileira que era exportada e possibilitará que busquemos novos clientes”, garantiu Costa. Hoje a empresa tem um market share superior a 50% no Brasil.

A maior parte das vendas é de não-tecidos para os produtores de produtos higiênicos e de uso pessoal, como fraldas descartáveis, absorventes higiênicos, lenços umedecidos, responsáveis por 80% do faturamento. No segundo trimestre, esse volume subiu ainda mais. No total, foram comercializadas 20 mil toneladas (boa parte de não-tecidos). Isso representou um aumento de 22,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse montante totalizou uma receita líquida de R$ 116,3 milhões, 22,9% maior que em doze meses.

Apesar do crescimento da receita, a geração de caixa, medida pelo Ebitda, e o lucro líquido foram impactados negativamente pelo aumento de 14% no preço da resina polipropileno, a matéria-prima principal dos não-tecidos, durante o segundo trimestre. Conforme o diretor financeiro da companhia, os preços do polipropileno já estabilizaram e os reajustes anteriores também já estão sendo repassados pela empresa.

Por isso, o Ebitda da Providência foi de R$ 24,9 milhões, um decréscimo de 8,3% em doze meses, mas um crescimento de 9,2% em relação ao primeiro trimestre deste ano. Da mesma forma, o lucro líquido caiu 51,8% em relação ao mesmo período de 2009, mas aumentou 58,8% em relação ao trimestre anterior, totalizando R$ 7,2 milhões.

Os acionistas da companhia, que detém 27,5% das ações, que representa o free float da empresa, ou seja, a parcela das ações negociadas na BM&FBOVESPA, receberam, no ano passado, 50% do lucro líquido na forma de dividendos e juros sobre capitais. Apesar de não ter uma política formal de distribuição de dividendos, a empresa pretende seguir com este pay out superior ao mínimo de 25% exigido pelo Novo Mercado, nível em que a Providência está listada.
 


Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

* Este artigo expressa a opinião do seu autor. O Acionista.com.br não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações dadas no artigo ou por eventuais prejuízos de qualquer natureza em conseqüência do uso destas informações.