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Os três
meses que
faltam para
encerrar
2010 são de
finalização
da
construção
da fábrica
da
Companhia
Providência
nos Estados
Unidos. A
partir do
ano que
vem, a
líder
latino-americana
na produção
de
não-tecidos
poderá
brigar pela
posição de
fornecedor
número 1
aos seus
atuais
clientes
norte-americanos.
Os detalhes
do
investimento
de cerca de
US$ 80
milhões e
as
perspectivas
da empresa
para os
próximos
trimestres
foram dadas
pelo
diretor
financeiro
e de
relações
com
investidor
Eduardo
Feldmann
Costa
durante
encontro
com
investidores
promovido
pelo
Instituto
Nacional do
Investidor
(INI) em
Porto
Alegre
(RS).
A primeira
unidade
fora do
Brasil
ampliará a
capacidade
anual da
empresa em
25%. Serão
20 mil
toneladas(t)
adicionadas
as atuais
80 mil t,
através da
instalação
de uma
máquina na
nova
unidade,
que se
somará as
outras nove
instaladas
na unidade
em São José
dos Pinhais
(SP) e a
outra em
Pouso
Alegre
(MG).
Segundo
Costa,
metade da
futura
produção
dos EUA irá
para os
atuais
clientes
internacioanais.
Outras
cinco mil
toneladas
já estão
quase
contratadas.
“Isso
liberará
parte da
produção
brasileira
que era
exportada e
possibilitará
que
busquemos
novos
clientes”,
garantiu
Costa. Hoje
a empresa
tem um
market
share
superior a
50% no
Brasil.
A maior
parte das
vendas é de
não-tecidos
para os
produtores
de produtos
higiênicos
e de uso
pessoal,
como
fraldas
descartáveis,
absorventes
higiênicos,
lenços
umedecidos,
responsáveis
por 80% do
faturamento.
No segundo
trimestre,
esse volume
subiu ainda
mais. No
total,
foram
comercializadas
20 mil
toneladas
(boa parte
de
não-tecidos).
Isso
representou
um aumento
de 22,3% em
relação ao
mesmo
período do
ano
passado.
Esse
montante
totalizou
uma receita
líquida de
R$ 116,3
milhões,
22,9% maior
que em doze
meses.
Apesar do
crescimento
da receita,
a geração
de caixa,
medida pelo
Ebitda, e o
lucro
líquido
foram
impactados
negativamente
pelo
aumento de
14% no
preço da
resina
polipropileno,
a
matéria-prima
principal
dos
não-tecidos,
durante o
segundo
trimestre.
Conforme o
diretor
financeiro
da
companhia,
os preços
do
polipropileno
já
estabilizaram
e os
reajustes
anteriores
também já
estão sendo
repassados
pela
empresa.
Por isso, o
Ebitda da
Providência
foi de R$
24,9
milhões, um
decréscimo
de 8,3% em
doze meses,
mas um
crescimento
de 9,2% em
relação ao
primeiro
trimestre
deste ano.
Da mesma
forma, o
lucro
líquido
caiu 51,8%
em relação
ao mesmo
período de
2009, mas
aumentou
58,8% em
relação ao
trimestre
anterior,
totalizando
R$ 7,2
milhões.
Os
acionistas
da
companhia,
que detém
27,5% das
ações, que
representa
o free
float da
empresa, ou
seja, a
parcela das
ações
negociadas
na
BM&FBOVESPA,
receberam,
no ano
passado,
50% do
lucro
líquido na
forma de
dividendos
e juros
sobre
capitais.
Apesar de
não ter uma
política
formal de
distribuição
de
dividendos,
a empresa
pretende
seguir com
este pay
out
superior ao
mínimo de
25% exigido
pelo Novo
Mercado,
nível em
que a
Providência
está
listada.
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