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A holding Eletrobras,
constituída por 15
companhias atuantes
entre os segmentos de
distribuição, geração
e transmissão de
energia, começa 2010
com marca nova, um
problema antigo
solucionado, focando
em uma grande obra de
energia nuclear e
vencendo um dos
leilões mais
esperados e
controversos dos
últimos anos, o da
Usina Hidrelétrica de
Belo Monte. Durante
reunião de
Apimec-Sul, o gerente
de relações com
investidor, Arlindo
Castanheira, detalhou
os destaques e os
resultados de 2009
alcançados pelo
grupo.
A redução que sofre o
patrimônio líquido da
holding é em função
da aprovação da
distribuição dos
dividendos de
reserva, uma das
pendências mais
preocupantes para a
companhia. Foram
valores não pagos aos
acionistas durante
nove anos entre 1979
e 1998. O montante de
R$ 887 milhões, que
com correção,
totalizará R$ 10,328
milhões, será pago às
ações ordinárias e
preferenciais em
quatro parcelas, com
vencimento em junho
de cada ano. O
primeiro pagamento
foi feito em
fevereiro deste ano.
De acordo com
Castanheira, a
companhia pretende,
no longo prazo,
avançar em outras
questões de
governança. Nos
próximos anos, espera
migrar do Nível 1
para o 2. Para isso,
tem metas a cumprir:
garantir o pagamento
de Tag Along, ter
dois membros
independentes no
Conselho de
Administração e uma
câmara de arbitragem.
Algumas novas
legislações foram
citadas pelo gerente
como estímulo à
reformulação
institucional. A Lei
11.943 simplifica as
licitações e cria o
Fundo Garantidor.
Esse mecanismo
possibilita que o
Governo deposite suas
ações de participação
nas estatais para
garantir a construção
de usinas. A Lei
12.111, que ainda não
está regulamentada,
deve influenciar
positivamente no
balanço final da
Eletrobras. Ela
regulamenta os
sistemas isolados. Um
efeito dela será a
definição do preço da
energia nuclear sem
subsídios. Isso
gerava prejuízo para
a subsidiária Furnas.
A partir dessa lei,
todos os consumidores
pagarão pela produção
de energia ou óleo, e
não a holding, que
acabava ficando com a
conta do subsídio.
O projeto de Angra
III é um dos
destaques dado pela
Eletrobras, que ainda
tem 87% da matriz
hidrelétrica. Somente
5% é destinada à
energia nuclear, 7% à
produção de óleo e
gás, e 1% à carvão.
Angra ficará pronta
em cinco anos de
meio, no Rio de
Janeiro, e terá uma
capacidade instalada
de 1.350 MW. A
capacidade total da
holding é de 39.453
MW. Outra obra em
andamento é do
Complexo de Tapajós
(AM), com uma
capacidade instalada
de 10.682 MW. De
acordo com o gerente
de relações com
investidor, essa obra
lança uma forma
diferenciada para as
usinas nos próximos
anos: uma metodologia
semelhante a uma
plataforma de
petróleo. Reduz os
custos e não se criam
cidades no entorno do
local.
A tecnologia e a
inovação ambiental da
Usina de Belo Monte,
na qual à Eletrobras
participa através da
Chesf, que integra o
consórcio vencedor do
leilão, também foram
destacados durante a
apresentação. A usina
será a terceira maior
em geração de MW por
quilômetro quadrado
no Brasil, gerará 18
mil empregos diretos
e 80 mil indiretos. A
forma como ela será
construídas, através
de cinco pontos,
inclui a
requalificação urbana
da cidade de
Altamira, no Pará.
Quase 60 planos
ambientais
beneficiarão outros
nove municípios da
região, segunda
Arlindo Castanheira.
Este projeto terá uma
energia assegurada de
1.496 MW médios,
através de uma
capacidade instalada
de quase 11.500 MW.
Os investimentos por
parte da Chesf ainda
não foram divulgados.
O capex anunciado
pela holding para o
segmento de geração
está na ordem de R$
30 bilhões. Em
transmissão, o valor
de é superior a R$ 10
bilhões.
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