O
momento
brasileiro
é a melhor
oportunidade
que as
empresas já
tiveram
para
inovar,
segundo o
co-presidente
do Conselho
de
Administração
da Natura e
do
Instituto
de Estudos
para o
Desenvolvimento
Industrial
(IEDE),
Pedro
Passos,
durante
palestra na
Federação
das
Associações
Comerciais
e de
Serviços do
Rio Grande
do Sul
(Federasul)
no final do
mês de
julho. O
país está
desenvolvendo
uma
política
ambiental
mais séria,
os
consumidores
estão mais
conscientes,
a indústria
está à
procura de
uma
eficiência
energética
maior e a
proporção
de energia
renovável
no país
está
crescendo,
enumera
Passos.
A
constatação
de que
inovar e
ser
sustentável
hoje no
Brasil é
possível
através de
condições
econômicas
nunca antes
vividas é
de um
executivo
que faz
parte da
primeira
empresa
brasileira
que se
reinventou
para vencer
a
concorrência
em nível
mundial.
Para isso,
criou uma
nova forma
de produzir
e um
negócio
inovador. A
Natura
utiliza
matérias-primas
de fontes
naturais as
quais ela
só tem
acesso
porque
desenvolveu
uma rede
própria de
fornecedores
em
comunidades
locais.
Somente na
produção de
uma de suas
linhas de
produtos, a
Ekos, a
empresa
envolve
mais de
duas mil
famílias da
região
Amazônica.
Além disso,
procura
parcerias
que podem
tornar seu
negócio
mais
sustentável
quando
escapa ao
seu
expertise,
como no
caso das
embalagens
para os
seus
produtos.
A
partir do
final deste
ano, a
Braskem
fornecerá
embalagens
feitas com
o seu novo
“plástico
verde”. A
companhia é
um exemplo
daquelas
que começam
a se
preocupar
em
desenvolver
soluções
mais
sustentáveis
para seu
negócio.
Neste
trimestre,
inicia a
produção de
200 mil
toneladas
de
“Polietileno
(PE)
verde”, uma
resina
produzida a
partir de
cana-de-açúcar,
100%
renovável,
que
contribui
para a
redução do
efeito
estufa. Ela
tem a mesma
aplicabilidade
da resina
tradicional
e pode ser
produzida
nas mesmas
unidades em
que são
feitas as
resinas
tradicionais.
Até agora,
80% do
volume
inicial já
está
comercializado
para
empresas
brasileiras
e
estrangeiras.
Estima-se
que a
demanda
pelo
“plástico
verde” pode
ser três
vezes
superior ao
volume que
será
produzido
inicialmente
pela
Braskem.
Parceria é
o segundo
nome para
inovação
O
trabalho de
organismos
de pesquisa
tem sido
fundamental
para o
desenvolvimento
de
inovações
no Brasil e
fazem parte
da
estratégia
de países
bem
sucedidos
nesta área,
observa
Pedro
Passos, da
Natura.
A
Braskem
está em
busca da
produção,
também
através da
cana-de-açúcar,
do
Polipropileno
(PP),
resina da
qual é a
terceira
maior
produtora.
Para essa
nova
empreitada,
conta com o
conhecimento
da
Novozymes,
líder
mundial na
produção de
enzimas
industriais,
e da
Unicamp
(SP). Os
resultados
iniciais
são
esperados
para um
prazo
mínimo de
cinco anos,
de acordo
com a
relações
com
investidores
da Braskem,
Roberta
Varella.
A
Tractebel
Energia
mantém
parcerias
com
diversas
destas
instituições
para
realização
de seus
projetos¹.
Um dos mais
inovadores
em âmbito
mundial
está sendo
realizado
com o
Instituto
de
Pós-Graduação
e Pesquisa
em
Engenharia
(COOPE/RJ).
Até o final
do ano deve
entrar em
operação o
protótipo
para
geração de
energia
através de
ondas do
mar no
Ceará.
De
acordo com
o diretor
de produção
de energia
da
Tractebel,
José Carlos
Cauduro
Minuzzo,
tecnicamente,
a inovação
em nível
mundial é
todo
sistema de
conversão
da energia
contida na
onda do mar
para a
energia
potencial.
Como ainda
é um
protótipo e
algo assim
nunca antes
foi
realizado,
ainda não é
possível
compará-lo
a outros
geradores
de energia.
A idéia que
se tem é
que esse
conversor,
realizado
em um mar
onde a
regularidade
das ondas é
favorável,
com uma
altura
considerada
média, pode
gerar
energia
durante o
ano todo. O
estudo
inicial
prevê a
instalação
de dois
módulos de
bombeamento
de água com
capacidade
de geração
de até 100
mil watts
de
eletricidade,
o
suficiente
para
acender
mais de
1.600
lâmpadas
comuns de
60 watts.
¹ Para
realizar
projetos de
pesquisa
através de
parcerias
com
Instituições
de Pesquisa
e Empresas
de Base
Tecnológica
a empresa
procura,
principalmente,
instituições
que estejam
próximas
aos
empreendimentos,
capacitando
a
comunidade
de entorno
e
facilitando
a
aplicabilidade
da
pesquisa.
Destacam-se
as
instituições
do Sul do
Brasil,
tais como
UFSC
(Universidade
Federal de
Santa
Catarina),
UNISUL,
UNIOESTE,
UNESC, UFSM
(Universidade
Federal de
Santa
Maria),
UFRGS
(Universidade
Federal do
Rio Grande
do Sul),
LACTEC,
REASON,
etc. Hoje,
com a
expansão de
seu parque
gerador
para as
regiões
Norte,
Nordeste e
Sudeste, a
empresa vem
atuando em
parceria
com outros
estados,
como é o
caso da
COPPE no
Rio de
Janeiro.