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O Bradesco
foi uma das companhias que iniciou a divulgação de resultados
relativos ao quatro trimestre e ao consolidado de 2011. O
balanço trimestral refletiu um cuidado maior dos agentes
econômicos no Brasil com o cenário de crise internacional,
representado pelas medidas macroprudenciais. No quarto
trimestre, a rentabilidade, medida pelo ROAE, ficou 1,5 pontos
percentuais (p.p) inferior ao 4T10 atingindo 21,2%. A queda do
lucro líquido foi de 3,2%, atingindo R$2,726bilhões. Mas em
todo ano, esse resultado foi 14,2% superior a 2010. No
entanto, o ROAE do período foi menor 1,7p.p. E ficou em 21%.
O
desempenho também foi marcado pelo aumento da inadimplência,
que acompanhou a alta da inflação durante o ano passado. No
mês de dezembro, o indicador superior a 90 dias ficou em 3,9%,
maior que os 3,6% obtidos no mesmo período de 2010. A
trajetória esperada para esse índice durante 2012 foi um dos
questionamentos mais frequentes durante o chat com
investidores que a companhia realizou em 01.02, um dia após a
divulgação dos resultados. Segundo o diretor vice-presidente
do banco, Domingos Figueiredo de Abreu, a inadimplência
superior a 90 dias deve cair ao longo do ano. No entanto, no
primeiro trimestre, é possível que o índice suba um pouco
mais, ainda como resultados das medidas macroprudenciais.
O impacto da
queda de juros nos resultados do Bradesco no ano que começa é
outra preocupação do investidor da companhia. No entando, a
redução da Selic a um dígito não deve significar perda de
margem financeira, mas sim no ritmo de crescimento desse
indicador de rentabilidade, conforme Abreu. Outro efeito da
redução do juros no país é que os resultados do banco ficarão
mais dependentes do crescimento do crédito. Mas isso não deve
ser um problema para a companhia. O guindance de expansão para
a carteira total de empréstimos neste ano está entre 18% e
22%. Em 2011, o incremento foi de 17%, resultando em um volume
de R$345,7bilhões em financiamentos. Os destaques foram e
devem continuar sendo a concessão de crédito consignado e
para empresas. A primeira deve crescer entre 26% e 30% em
2012. E a segunda, entre 23% e 27%. A carteira de middle
market, ou pequenas e médias empresas, está no radar de
esforços do Bradesco e dos investidores, que escolheram o tema
para ser detalhado durante o chat.
Representado
por mais de 15 mil clientes, a expansão dessa carteira ganha
um reforço em 2012. A abertura de mil novas agências que
ocorreu no ano passado. Entre esses e outros investimentos,
que envolveram infraestrutura, informática e telecomunicações,
a companhia investiu R$ 4,328 bilhões em 2011, uma evolução de
10,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além da
abertura de agências, para conquistar o público desta
carteira, bastante disputado no mercado, o banco atua com
canais específicou de distribuição dentro das unidades fora
delas. No ano passado, abriu 800 Bradescos Express. Conforme o
vice-presidente da companhia, neste ano toda esssa
movimentação feita anteriormente deve aparecer nos resultados
do grupo, tanto através da redução de despesas
administrativas, pois não será preciso mais investimentos,
como na linha final do balanço.
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