Índice 2005

Empresa em Foco

CPFL

Mercado de Ações   Destaques
Opinião do Mercado   Visão da Empresa
Desempenho

11 de fevereiro de 2005

Até 2008 a CPFL pretende investir R$ 2,5 bilhões em geração e distribuição de energia. Para tanto, empresas de pequeno porte do interior de São Paulo e do Rio Grande do Sul, onde a CPFL já possui plantas instaladas, estão sendo observadas. Oficialmente, é mantido o sigilo em relação aos possíveis nomes das companhias, mas o gerente de Relações com Investidores, Vitor Fagá de Almeida, adianta que estão em vista companhias que têm sinergia com as fábricas já existentes - Paulista e a Piratininga, por exemplo -, duas das distribuidoras controladas da CPFL. Comentários extra-oficiais afirmam que uma das empresas que pode estar sendo sondada é a norte-americana CMS Energia. O diretor-presidente da empresa no Brasil, Sérgio Vulijscher, negou estar em negociações com a CPFL, mas afirmou à imprensa que somente analisará propostas em que o comprador estiver disposto a pagar um valor acima do de mercado. O presidente da CPFL, Wilson Ferreira Júnior, informou à imprensa, que possui em caixa R$ 800 milhões, capital suficiente para concretizar os possíveis investimentos, além de dispor de outras formas de financiamento. As informações, no entanto, ainda são especulações do mercado. O gerente de RI da CPFL não divulgou nenhum nome, e o silêncio deve continuar, pois faz parte da estratégia da empresa não comunicar nenhum dado enquanto as negociações não resultarem em fatos concretos.

Uma das metas da empresa é a de passar dos atuais 900 megawatts (MW) de potência para 1,5 mil MW em janeiro de 2006. Nos últimos quatro anos o crescimento de carga gerada pela empresa passou de 130 para 900 MW. Atualmente a empresa é líder no mercado de distribuição de energia do país, com participação de 12,1% e, de acordo com Wilson Ferreira, a previsão de crescimento de venda de energia para este ano é de 25% em relação a 2004.

Em janeiro de 2005 foi inaugurada a primeira das duas unidades geradoras de energia no Rio Grande do Sul, na cidade de Monte Claro. A aquisição incrementará a receita da empresa, que já é consistente. Nos nove primeiros meses de 2004 a receita líquida cresceu 18% em comparação com o mesmo período de 2003, passando de R$ 4,409 bilhões para R$ 5,193 bilhões.

Os negócios da companhia de energia elétrica estão indo bem. Em janeiro foi anunciado o fechamento de contrato com a companhia norte-americana IUEP para vender certificados de emissão de carbono. O certificado tem como objetivo reduzir as emissões de poluição na atmosfera. Cada empresa tem uma cota de emissão, que pode negociar com outras companhias que estejam planejando ou precisando emitir mais gases. Estima-se que a CPFL poderá faturar entre US$ 10 milhões e US$ 20 milhões nos próximos 14 anos com a venda destes certificados.

 

Voltar ao topo

Mercado de Ações

De acordo com relatório divulgado pelo banco norte-americano Merril Lynch, a empresa tem potencial de valorização de 34%, com preço-alvo de R$ 25,00. O banco está otimista quanto ao setor de energia elétrica para o ano de 2005, especialmente com a CPFL em virtude do grau máximo de transparência da empresa, que está listada no Novo Mercado de Governança Corporativa e da estrutura acionária totalmente privada.

Já o banco Bear Stearns considera que os papéis da CPFL Energia têm potencial de valorização de aproximadamente 20% uma vez que o lucro da companhia é considerável e o crescimento da empresa apenas moderado.

No acumulado do mês de janeiro de 2005 a ação cresceu 0,83% e está cotada a R$ 18,15.
 

Voltar ao topo

Destaques
Desempenho Financeiro em Milhões de Reais 
Dados Consolidados 3T04 3T03 % 2T04 2T03 %
Resultado Operacional 30,164 -74,655 - 236,133 -54,895 -
Resultado Não Operacional -3,822 25,959 - -4,914 -823,000 99
Lucro (prejuízo) líquido -5,991 -63,036 90 136,785 -86,042 -
Desempenho Operacional
Ebitda Ajustado 301,00 319,00 -6 - - -
Resultado antes tributos e participações 26,34 -48,70 - 231,22 -55,72 -
Posição Financeira
Passivo Circulante 3.056,16 3.135,63 -3 2.917,10 3.106,12 -6
Passivo Exigível a Longo Prazo 6.268,16 6.577,65 -5 5.928,12 6.711,52 -12
Ativo Total 12.907,10 11.660,93 11 12.435,61 11.828,64 5
Patrimônio Líquido 3.391,40 1.761,78 92 3.397,39 1.824,82 86
       
Fonte: Site da Bovespa e da CPFL          

Voltar ao topo

Opinião do Mercado

Analista de investimento da Corretora Geral, Júlio Green Machado
Desempenho:

A CPFL está localizada na região sudeste, que tem a maior renda per capita do país. É a maior empresa privada do setor de energia do Brasil. Atua na geração, comercialização e distribuição de energia. Grande parte dos contratos foi fechado pelo modelo antigo, portanto os riscos são menores. Os fortes investimentos feitos na expansão da empresa, com aquisições de outras companhias, estão começando a dar resultado (que serão realmente sentidos nos próximos anos), o que se pode evidenciar no balanço do terceiro trimestre de 2004 da CPFL.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2004 (ainda não foi divulgado relatório do quarto trimestre da empresa), a companhia apresentou lucro de R$ 119 milhões. A receita operacional bruta, no período, foi de R$ 6,96 bilhões, o que significa aumento de 19,7% quando comparado ao ano de 2003. A dívida líquida se encontra em R$ 5,2 bilhões e o ebitda acumulado de janeiro a setembro de 2004 foi de R$ 1,145 bilhão, 16,7% maior que o do mesmo período de 2003. A relação dívida/ebitda não preocupa, pois a empresa se encontra em uma fase de fortes investimentos cujo retorno serão sentidos nos próximos anos.

Em agosto de 2004 a CPFL começou a operar na Bolsa de Valores de São Paulo. O impacto da operação pôde ser sentido na melhora da liquidez das ações da empresa. A CPFL é uma das melhores alternativas do setor de energia, uma vez que o controle está nas mãos de um grupo privado, que sabe gerir a companhia muito bem.

Perspectivas
O preço do papel ainda está em um patamar interessante, a R$ 18,10 e a tendência é de que as ações se valorizem 26% até o final de 2005. A empresa preza uma política de dividendos bastante atrativa, com distribuição de 50% do lucro aos acionistas. Além disso, a empresa é listada no Novo Mercado da Governança Corporativa, sendo, portanto, muito transparente aos olhos dos investidores.

Com a aquisição das novas usinas, será acrescentada na capacidade de produção da companhia 1,180 MW até o ano de 2008, quando terá 1,992 MW. Hoje a CPFL opera com 812 MW. A companhia detém 12% de participação no mercado brasileiro de distribuição de energia, atuando em São Paulo e no interior do Rio Grande do Sul. Minha previsão é de que a CPFL fechará o ano de 2004 com ebitda de 1,5 bilhão e em 2005 1,9 bilhão, o que representa um incremento de 27%.

Recomendação
Recomendo compra, com preço-alvo de R$ 24,80 até o final de 2005.
 

Analista de Investimento da Corretora Concórdia, Eduardo Condor
Desempenho

A CPFL está passando por uma forte fase de investimento em distribuição, geração e comercialização de energia. Mas o grande atrativo da empresa, em que há ótimo potencial de crescimento, é no segmento de geração de energia. Em 2004 houve um bom desempenho de venda de energia, que deve se repetir em 2005.

Uma das vantagens da CPFL em relação a outras empresas do setor é o fato de ter um modelo de gestão privada, mais eficiente que o de estatal. Outro ponto positivo é estar listada no Novo Mercado de Governança Corporativa. No setor de energia é a única que consta no Novo Mercado.

Existem bons projetos de geração de energia que até já receberam o aval de linhas de financiamento pelo BNDES. O indicador interprise (soma do valor de mercado com a dívida)/ebitda está em 5,7 vezes, o que não é considerado alto em relação aos das outras empresas. Outro indicador, dívida/ebitda está em 2,4 vezes e a tendência é de que recue ainda mais.

Perspectivas
Tendo em vista a posição em que a empresa se encontra, com uma situação financeira boa, localizada em dois Estados (Rio Grande do Sul e São Paulo) com base industrial e competitividade elevadas, as perspectivas são positivas.

Projetamos crescimento no volume de venda em 5% ao ano nos próximos cinco anos. E acreditamos que o retorno dos investimentos que estão sendo feitos agora será sentido no longo prazo.

Recomendação
Compra, com preço-justo de R$ 33,90, o que representa up side de 88,4%.
 

Voltar ao topo

Visão da Empresa*
Gerente de Relações com Investidores, Vitor Fagá de Almeida
A CPFL possui o maior market share do Brasil, com 12% de participação de todo o mercado nacional. Até 2008, 30% de todos os projetos que o Brasil está inserido tem a participação da CPFL. Por estar localizada no interior do Rio Grande do Sul e de São Paulo, dois estados com alta taxa de consumo de energia, conseguiu obter crescimento acima da média brasileira. A taxa média de crescimento em energia elétrica no Brasil em 2004 foi de 1,6% e a da CPFL foi de 2,8%. A companhia atua nas áreas de geração, distribuição e comercialização de energia. No segmento de comercialização, a empresa detém 19% de market share brasileiro, sendo líder, também, no ramo. E vem registrando forte crescimento na geração de energia, com seis projetos de expansão em andamento: na cidade de Barra Grande, Campos Novos, Monte Claro, 14 de Julho e Foz do Chapecó. Os novos projetos aumentam em duas vezes e meia a potência instalada do grupo, que passará de 812 MW no ano de 2003 para 1.990 MW em 2008. O incremento agregará receita e lucro ao grupo CPFL. A área de distribuição é a responsável pela maior parte da composição do ebitda, atualmente em 72%. Mas no futuro a área de distribuição deve perder espaço para a de geração. Esta última passará dos atuais 18% para 30%, enquanto a de distribuição sairá dos 72% para 60%.

O plano estratégico é o de consolidar a indústria de distribuição de energia com a compra de pequenas companhias. Na parte de geração de energia seis projetos estão em vista. Estamos apostando em investimentos de longo prazo que criem valor à empresa. Queremos aproveitar as sinergias que temos e as sinergias que poderemos criar com a aquisição de outras empresas.

Por enquanto não temos restrição em atuar em outras áreas brasileiras, mas optamos pelo interior de São Paulo e do Rio Grande do Sul, pois são regiões com grande potencial de consumo de energia.

Nossas perspectivas estão baseadas em quatro pilares: continuar aprimorando o nível de eficiência operacional; desenvolver e fazer crescer o segmento de comercialização de energia; manter o desenvolvimento de geração de energia e buscar novos negócios de distribuição e geração de energia.

A empresa trabalha com forte eficiência operacional, mantendo margem ebitda acima de 90%, o que é muito alto, visto que a média está entre 75% a 80%. Também tem um alto nível de Governança Corporativa, já que está listada no Novo Mercado, o índice máximo de Governança. A política de dividendos que adota é bem atraente, sendo de, no mínimo, 50% do lucro líquido, o que é acima do exigido pela CVM.

Em 2004 houve o aumento da receita líquida em 18% nos nove primeiros meses de 2004 em comparação com o mesmo período de 2003. O lucro operacional subiu 81% na mesma época. Isso foi possível através de aumento de eficiência na área de distribuição de energia, baixos custos e crescimento na produção, além do desempenho expressivo no segmento de comercialização.

Em relação à abertura da CPFL no mercado de capitais, a empresa estava trabalhando há um ano para a concretização dessa meta. Foi o maior IPO de 2004, com arrecadação de aproximadamente US$ 300 milhões, o que representa 10,56% do valor da companhia. A operação foi importante porque dividiu a participação dos acionistas majoritários com outros acionistas. Uma das maneiras de dimensionar o sucesso da operação de abertura de capital é observar o valor da ação. Se o papel ficar dentro do intervalo que os bancos estabelecem é sinal de que a operação foi bem sucedida porque o que geralmente ocorre é a ação estar um pouco acima ou abaixo do valor esperado. No caso das ações da CPFL o divulgado era de que ficaria entre R$ 17 e R$ 20 e a ação foi vendida a R$ 17,20, ou seja, ficou na margem projetada. Até agora os papéis subiram mais que o Ibovespa e mais que o índice do setor de energia elétrica, o que prova que o resultado foi positivo.

Visite o site www.cpfl.com.br

 

 
Voltar ao topo
Equipe Técnica Acioni$ta.com.br

Atendendo a instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente suas opiniões pessoais, e que foram elaboradas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à instituição à qual esteja vinculado, se for o caso;
II – O analista entrevistado não mantém vínculo com qualquer pessoa natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado;
III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo Acionista.com.br está vinculado, quando for o caso, bem como os fundos, carteiras e clubes de investimentos em valores mobiliários por ela administrados não possui participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou está envolvida na aquisição, alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente, de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia; e
VI – A remuneração do analista entrevistado ou esquema de compensação do qual é integrante não está atrelada à precificação de quaisquer dos valores mobiliários emitidos por companhias analisadas no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se for o caso.


Advertência:As informações econômico financeiras apresentadas no Acionista.com.br são extraídas de fontes de domínio público, consideradas confiáveis. Entretanto, estas informações estão sujeitas a imprecisões e erros pelos quais não nos responsabilizamos.
As opiniões de analistas, assim como os dados e informações de empresas aqui publicadas são de responsabilidade única de seus autores e suas fontes.
O objetivo deste portal é suprir o mercado e seus clientes de dados e informações bem como conteúdos sobre mercado financeiro, acionário e de empresas. As decisões sobre investimentos são pessoais, não podendo ser imputado ao acionista.com.br nenhuma responsabilização por prejuízos que eventualmente investidores ou internautas, venham a sofrer.
O Acionista.com.br procura identificar e divulgar endereços na Internet voltados ao mercado de informação, visando manter informado seus usuários mais exigentes com uma seleção criteriosa de endereços eletrônicos. Essa divulgação é de forma única, e os domínios divulgados são direcionados a todos os internautas por serem de domínio público. Contudo, enfatizamos que não oferecemos nenhuma garantia a sua integralidade e exatidão, não gerando portanto qualquer feito legal.