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28 de agosto de 2007 Há alguns anos, o Itaú mudou um pouco sua forma de atuar: aumentou as operações no segmento de Varejo. Até aí, tinha formado expertise e se consolidado em operações de tesouraria e grandes corporações – área que continua a expandir, principalmente no exterior. O cenário não é mais o mesmo. Crises não são mais tão freqüentes, como nos anos 90, e a concorrência entre os bancos está mais acirrada. As instituições brasileiras participam de um processo de consolidação do setor doméstico, e brigam pelo mercado ascendente de crédito. Diante desse contexto, as operações do Banco Itaú Holding Financeira, que lidera o ranking em ganhos líquidos em 2007, espelham as mudanças na sua estrutura. O Itaú não expande de forma tão agressiva os negócios de câmbio, taxa de juros, risco-brasil (tesouraria) como as operações em varejo. Em decorrência da estratégia, a Companhia dobrou o número de clientes. Antes eram 10 milhões de correntistas. Hoje, somaram-se a eles uma clientela de mais de 10 milhões de não-correntistas, totalizando cerca de 21 milhões de consumidores dos produtos e serviços oferecidos através da estrutura da Holding. Outra conseqüência das mudanças no negócio, o Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) do Itaú diminuiu. Desceu dos característicos 40% para 32,5%. A queda desse importante indicador de rentabilidade não chega a ser negativa, mesmo com o aumento do ROE do principal concorrente. A redução se deve à expansão das atividades com o varejo e com a área de crédito, o que, ao mesmo tempo, permitiu que a empresa aumentasse significativamente o número de clientes. Isso foi possível através da venda de produtos e serviços fora das agências bancárias, que tem acontecido através da aquisição, participação ou acordo com outras empresas do setor. Neste ano, somaram-se à financeira de crédito ao consumidor Taií (que reduziu prejuízo do trimestre passado) mudanças na forma de participar na Redecard (administradora de cartões de crédito da Mastercard e Diners) e na Serasa. Nessa linha de atuação, o banco Itaú é um possível comprador do BMG, instituição com a qual já tem acordo em algumas operações, e de qualquer outra instituição, conforme afirmou o superintendente de relações com investidor, Geraldo Soares. “O Itaú é sempre consultado no mercado” (em operações de compra e venda de ativos). |
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Catarina Pedrosa - Analista Chefe do Banif Investiment
O driver do
setor como um todo está no desempenho da economia nacional. O destaque
ainda deve ser o crescimento da demanda por crédito, especialmente, no
segmento de micro e pequenas empresas, assim como no 1S07. A
possibilidade de ter um desempenho superior aos concorrentes está na
eficiência da Companhia com operações de crédito a esse segmento. O
conhecimento de mercado e as parcerias dão condições ao Itaú de manter
boa presença no mercado. Recomendação: Em revisão. João Augusto Frota Salles - Economista Sênior da
Consultoria Lopes Filho & Assossiados
O Itaú se beneficia
com a demanda de crédito. No 3T07, será impactado positivamente com a
alienação de controle (venda de parte do capital) da Redecard em R$ 1
bilhão e com o IPO realizado em julho.Também terá vantagens com a venda
de parte de sua participação na Serasa e com a sinergia conquistada a
partir da integração das agências do Bank Boston no
Brasil e a conclusão da compra do Bank Boston Internacional (BBI).
O Itaú tem presença
relevante nos negócios internacionais. Ocupa a posição de líder entre as
empresas financeiras brasileiras no exterior. Uma das formas de atuação é
através do Itaú BBA (segmento para atender a grandes corporações). Em
2006, formou uma estrutura para atuar no exterior através do BBI,
participando de IPOs para clientes externos. A atuação através de gestora
de recursos ou assets – atividade a qual o banco já tem tradição
no mercado brasileiro - é muito importante visto o momento do Brasil. O
País está caminhando para o “grau de investimento”. Isso enche os olhos
dos investidores internacionais. Recomendação:
COMPRA. É um papel para comprar de olhos fechados e não largar. Além dos
bons fundamentos, não está sendo atingido pela crise do setor de crédito
deflagrada nos Estados Unidos, pois não tem títulos no mercado
sub-prime. |
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Geraldo
Soares O grande foco do Itaú para 2007 já aconteceu no 1S07. É o desempenho positivo da carteira de crédito, principalmente, dos portifólios de pessoa física e financiamento de veículos (área em que o Itaú é líder). Até o final de 2007, o crescimento da carteira de crédito deve ser de 20% a 25%. No ano passado, a carteira de crédito nacional e internacional do Itaú contabilizou R$ 94 bilhões. Até julho deste ano, encerrou com R$ 105 bilhões. Esse valor já representa um crescimento de 12% sobre todos os dozes meses de 2006. O segmento de pessoa física do Itaú deve aumentar 25% a 30%. No final do ano passado, essa parcela da carteira de crédito contabilizou R$ 40 bilhões. Ou seja, em 2007, o Itaú pode ultrapassar os R$ 50 bilhões em crédito para pessoa física. Isso significa quase metade do valor total da carteira de crédito da Companhia no 1S07. É muito factível que o banco atinja suas metas de expansão. A economia brasileira é mais forte no 2S, especialmente, no último trimestre. No negócio de crédito à pessoa física, é a rede de pontos de vendas de expressão que sustenta essa expansão frente à concorrência. São 3.300 agências espalhadas no território brasileiro, e quase 840 lojas da Taií, que não são concorrentes dos produtos e serviços vendidos pelas agências bancárias do Itaú. Em
relação ao financiamento de veículos, a meta até o final de
2007 é crescer entre 35% e 40% em relação a 2006. Até o 1S07,
esse segmento de negócio na área de crédito do banco cresceu
24%. Dos R$ 40 bilhões contabilizados no segmento de pessoa
física do banco no ano passado, o financiamento a veículos
representou R$ 18 bilhões em empréstimos. A continuidade dessa
expansão será sustentada por diversos fatores. Um deles é a
fatia de mercado do Itaú: cerca de um quarto dos negócios no
Brasil. Outro condicionante da expansão do financiamento de
veículos é o pontecial de crescimento no país e a forma como o
Itaú opera. Não é através das agências bancárias, nem da
financeira Taií, mas com lojistas que se destinam apenas para
venda de carro a partir de financiamento do banco Itaú. As
lojas que oferecem serviços e produtos de financiamento de
veículos têm instrumentos tecnológicos para o negócio, que se
caracteriza por 50 mil carros por mês financiados através do
Itaú. |
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Atendendo a instrução
CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br
declara que:
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