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24 de junho de 2009 Depois de quase dois anos de finalização do processo de reestruturação financeira, a companhia se sente adaptada ao cenário de desafios, conforme afirmou o presidente Anastácio Fernandes Filho, durante lançamento da nova linha de silos. Para reverter os impactos das dificuldades mundiais de crédito e o cenário da economia mundial – que pode ser sentido nos resultados do primeiro trimestre – a líder brasileira na produção de silos inicia o segundo trimestre com algumas novidades. A especialização das duas plantas¹ e a entrada no segmento de pequenas e médias empresas com um novo produto – a linha KW Fazenda, são estratégias para reverter os impactos do cenário. A Planta de Panambi (RS) passará a focar na produção, limpeza e transporte de silos. A unidade de Campo Grande (MT), na produção de secadores. O pacote KW Fazenda é uma esperança, principalmente, para os produtores de Mato Grosso, onde a unidade da Kepler produz com uma capacidade de 10% da total. A linha é voltada para pequenas e médias quantidades de armazenagem, e estimula agricultores a terem seus próprios silos. Os equipamentos são considerados inovadores para o mercado e para a empresa. Primeiramente, porque são de prateleira, ou seja, foram produzidos silos para armazenar quantidades específicas, no entanto, podem ser agrupados e, de certa forma, customizados, conforme a necessidade do cliente. A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) será um braço de venda dos novos equipamentos, apoiada também nos acordos de financiamento firmados com o Banco Regional de Desenvolvimento Econômico (BRDE), o Banco do Brasil e a Caixa RS.
O lançamento da
Kepler e as perspectivas positivas para recuperação gradual da companhia podem
ser justificadas por dados atuais do Ministério da Agricultura (MAPA) divulgadas
em evento em que a companhia apresentou os novos produtos realizado no dia 17 de
junho na sede da Farsul, em Porto Alegre. De acordo com o MAPA, o país tem uma
defasagem de 4,1% em armazenagem, considerando a previsão atual para safra de
grãos este ano, que é de cerca de ¹ A empresa tem mais uma unidade que é a Kepler Weber Inox, em Bauru, SP. |
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Valter Biachi Filho - Sócio da Fundamenta Administração de Recursos Por volta de 2005 e 2006, a Kepler Weber teve um excesso de endividamento, especialmente, durante um momento delicado da agricultura, em que as receitas estavam menos favoráveis, e os custos também pressionavam, com o aço muito caro. Frente a isso, ficou também muito difícil administrar esse nível de endividamento. Chegou um momento em que os bancos que haviam cedido crédito converteram suas dívidas em ações, com opção de ações conversíveis em debêntures a cinco anos a contar da data da operação. Hoje o mercado está melhor do que naquela época, apesar de todos os setores, inclusive a agricultura, estarem sofrendo com a falta de crédito. O ambiente deve continuar desafiador, no entanto, se a companhia aprendeu com os momentos difíceis por quais passou, e está explorando novos segmentos, é positivo, pois, de alguma forma, também está se reinventando. |
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Nolci Santos Estamos trabalhando com a nova linha KW Fazendo há cerca de 12 meses. Esse projeto não demandou investimento considerável da companhia, apesar de sempre ter se caracterizado por atender a grandes produtores. A venda para pequenos e médios é mais complexa, principalmente, devido a concorrência de empresas menores, inclusive, de algumas estrangeiras, com custos muitas vezes menores que a Kepler. Uma das vantagens, especialmente, em atender este segmento, é o potencial de mercado, e as novas exigências do Ministério da Agricultura de maior segurança aos armazenadores. Um dos aspectos muito debatidos está sendo a importância da rastreabilidade dos produtos ao serem armazenados e isso essa linha nova já oferece. Mais de um terço da nossa receita hoje vem das exportações. Por isso, fomos atingidos no final do ano passado com a deflagração da crise, pois até momento vínhamos nos recuperando bem após 2006. No ano passado tínhamos clientes fortes em toda a América Latina, especialmente, os próprios governos de Bolívia, Venezuela e Equador. Eles estavam, e ainda estão, focados no que chamam de “seguridade alimentar”. Por isso, estavam investindo muito em armazenagem. Só que com a crise, pararam. No primeiro trimestre de 2009 nosso prejuízo se deu exatamente devido aos negócios no mercado externo. Quanto a eles, as perspectivas de retomada são para 2010. No entanto, podemos ter surpresas nos resultados, caso esses países adiantem essa volta, o que pode também acontecer este ano. Nossos estoques, que terminaram elevados em 2009, estão preparados por isso. Na verdade já estamos reduzindo eles, como também, comprando aço mais barato daquele adquirido no ainda no final do ano passado. Governança Corporativa: Trabalhamos com sete membros no Conselho de Administração (quatro independentes) e três, no Fiscal. Nosso objetivo é incrementar a comunicação com o mercado, mas o foco ainda está na manutenção da conquista da saúde financeira. Para o segundo semestre, estudamos diversas ações de reaproximação com o mercado, como talvez a contratação de um formador de mercado, um agrupamento de ações, ou a organização de reuniões de Apimec (Associação dos Profissionais de Mercado de Capitais). Além disso, a empresa já trabalha com consultoria especializada em relações com investidores, a MZ Consulting. |
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Atendendo a instrução
CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br
declara que:
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