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Empresa em Foco

Mercado de Ações
Opinião do Mercado Visão da Empresa
Desempenho
23 de novembro de 2005
  • A Duratex S/A - fabricantes de painéis de madeira, pisos laminados e louças do grupo Itaú - encerrou o terceiro trimestre com lucro de R$ 33,065 milhões. O resultado ficou abaixo dos R$ 43,641 milhões do mesmo período de 2004. Entretanto, de janeiro a setembro a receita bruta consolidada da corporação atingiu R$ 1.264,2 milhões e a receita líquida R$ 940,3 milhões. Os valores foram, respectivamente, superiores em 8% e 6% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. Os números são bons, mas poderiam ser melhores não fosse à política monetária de juros altos adotada pelo governo Federal para conter a inflação e o consumo. A medida atinge diretamente a performance do mercado de acabamentos, que depende em parte da construção civil e da indústria moveleira.
    Essa política que atrai capital externo de curto prazo e provoca a valorização do Real também vem diminuindo sistematicamente a competitividade dos produtos manufaturados no mercado externo. Por conta disso, não fosse à melhora na base de preços, talvez as ganhos com as exportações da Duratex S/A sofressem reduções, uma vez que os volumes expedidos apresentaram retração de 4% na Divisão Madeira e de 10% na Divisão Deca. Mas nos primeiros nove meses do ano as vendas externas apresentaram uma evolução de 13%, para US$ 47,2 milhões, na comparação com o mesmo período de 2004.
    Desta forma, o resultado operacional antes do resultado financeiro evoluiu 14%, totalizando R$ 210,2 milhões; a geração operacional de caixa, pelo conceito EBITDA, somou R$ 269,9 milhões, correspondendo a uma margem EBITDA de 29%. O lucro líquido totalizou R$ 105,8 milhões, o que representa um incremento de 14% quando comparado a 2004. Esse resultado equivale a um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) anualizado de 13,8%. Por fim, o endividamento líquido da Duratex S/A totalizou R$ 388,2 milhões ao final do período.
    A empresa anunciou recentemente que está se organizando em comitês conjuntos com a Elekeiroz e Itautec para ampliar sinergias e enxugar custos. Implantação de sistema informatizado de administração de fretes e revisão da logística de expedição estão sendo adotados na Divisão de Madeira. Na Divisão Deca serão reduzidos R$ 6 milhões ao ano nos custos e despesas industriais e, R$ 9 milhões, nos comerciais.
    A Duratex S/A possui oito unidades industriais, sendo sete localizadas em São Paulo e uma no Rio Grande do Sul. Também está presente na Argentina, com a Deca Piazza, nos Estados Unidos e na Europa, por intermédio de subsidiarias comerciais e armazéns de distribuição, Duratex North América e Duratex Europe, respectivamente.

     
  • Mercado de Ações

    De acordo com relatório da Duratex S/A sobre os resultados do terceiro trimestre do ano, as ações preferenciais da empresa valorizaram 10% nos últimos nove meses de 2005, enquanto o Ibovespa evoluiu 18%. Até setembro, a companhia registrou 3.764 negócios no mercado à vista, envolvendo aproximadamente 8,7 milhões de ações, equivalentes a um volume financeiro de R$ 200,5 milhões. Em outubro os papéis da empresa fecharam com valorização de 5,92%.

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    Opinião do Mercado

    José Alberto Baltiéri
    Analista da Fator Corretora de Valores

    As perspectivas para a construção civil e o mercado imobiliário são positivas para o próximo ano. Ao mesmo tempo em que o governo Federal começa a reduzir a taxa Selic também está incentivando maior oferta de crédito, especialmente no segundo setor. Portanto, nossa recomendação é de compra das ações a preço justo de R$ 31,78. Vale lembrar, porém, que tos papéis da Duratex representam um investimento de longo prazo. É que a corporação depende da resposta de indústrias mais lentas a reagirem às mudanças na política monetária.


    Ivanor Torres
    Corretora Geral

    A Duratex sofreu pressões de custo de produção e apresentou redução das margens no terceiro trimestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2004. Contudo, o desempenho ao longo do ano é positivo. Seus papéis são indicados para investimentos de longo e médio prazo.

     

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    Visão da Empresa
    Álvaro Castro
    Gerente de Relações com os Investidores

    Estamos otimistas para os resultados do próximo trimestre, uma vez que o governo Federal já iniciou demonstrações de que vai prosseguir na redução dos juros. Nossas expectativas irão aumentar na medida em que forem sendo diminuídos. Também acreditamos que o desempenho menos favorável da Duratex tenha ocorrido entre os meses de julho e setembro deste ano, embora a performance acumulada dos noves meses de 2005 tenha superado a do mesmo intervalo de 2004.
    Para 2006, caso a Selic encerre em 14% vai causar o aquecimento do mercado interno, além da desvalorização do Real frente ao dólar. No mercado externo, estamos finalizando um contrato em regime de OEM (venda de peças para terceiros sem marca) com uma empresa dos Estados Unidos, através da Deca, que deve garantir um incremento de receitas da ordem de US$ 10 milhões anuais até 2007. O país já é o principal destino das nossas exportações (47%), seguido pela Europa (27%), América do Sul/Centra (15%) e Ásia/Oriente Médio (9%).
     

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    Equipe Técnica Acioni$ta
    23/11/05
    Editado pela jornalista  Ana Borges

    Atendendo a instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br declara que:
    I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente suas opiniões pessoais, e que foram elaboradas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à instituição à qual esteja vinculado, se for o caso;
    II – O analista entrevistado não mantém vínculo com qualquer pessoa natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado;
    III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo Acionista.com.br está vinculado, quando for o caso, bem como os fundos, carteiras e clubes de investimentos em valores mobiliários por ela administrados não possui participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou está envolvida na aquisição, alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
    IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente, de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
    V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia; e
    VI – A remuneração do analista entrevistado ou esquema de compensação do qual é integrante não está atrelada à precificação de quaisquer dos valores mobiliários emitidos por companhias analisadas no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se for o caso.

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