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Desempenho

21 de junho de 2007

A maior exportadora mundial de celulose branqueada de eucalipto mantém para os próximos anos a meta de crescimento em torno de 10%. O guindance perseguido dobrou a capacidade produtiva em cinco anos. Através das unidades localizadas no Espírito Santo, no Rio Grande do Sul e na Bahia, onde detém 50% da Veracel, a Companhia abastece um terço do mercado mundial. A conquista de clientes e a construção de um relacionamento de longo prazo com as partes interessadas, ou stakeholders, é fundamental para sua perpetuação, na visão da Aracruz.   

A base produtiva dos três milhões de toneladas de celulose ao ano continuará sendo no Brasil, onde a companhia acredita receber, permanentemente, uma “licença social” para suas atividades. O grupo acredita que a aceitação recebida ao longo dos anos de atuação é demonstrada pela taxa de expansão dos últimos exercícios. No exterior, os esforços são voltados ao fortalecimento de relações e à conquista de novos mercados. Apesar de 39% da produção ser destinada para a Europa, e 34% para a América do norte, é na Ásia, onde se realizam 25% das vendas, que a Aracruz concentra esforços.

O mercado oriental tem o maior potencial de crescimento. A China já demanda quase metade da produção mundial de celulose, ou seja, cerca de 5,5 milhões toneladas ao ano. Apostando na segunda etapa de desenvolvimento chinês - o consumo interno - a Aracruz tem uma equipe há cinco anos na região. O grupo divide-se entre dois escritórios e dois pontos de distribuição, localizados em Beijing e Hong Kong. Os resultados dessa decisão agregam vantagem competitiva para empresa em relação aos concorrentes. O tempo de entrega da produção e os custos diminuíram. Além disso, a estratégia resolve problemas de logísticas e infra-estrutura sistêmicos do Brasil, entendidos pela empresa como principais limitações à expansão do negócio em território nacional, onde se encontra o menor custo de produção e florestas de alta qualidade, ou seja, maior produtividade.

 

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Mercado de Ações

O papel ARCZ6 (N2 Bovespa) não acompanhou a valorização dos pares do setor, nem o Ibovespa neste ano. A ação fechou cotada à R$ 12,31(14/06) e acumula queda de 3,45%, frente à valorização de 22,60% do principal índice da Bolsa de São Paulo. A analista do Banco do Brasil, Anna Lúcia Queiroz, acredita que a falta de projetos no curto prazo é responsável pelo desempenho dos ativos da Aracruz. Apesar dos planos para expansão entre 2010 e 2012, e dos investimentos em novas florestas, as concorrentes brasileiras têm obras de expansão da capacidade produtiva que entram em operação entre 2007 e 2008.  

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Destaques
 

Aracruz/R$ Milhões

1tr06

1tr07

Variação %

Ebitda

984,5

832,6

(15,43)

Lucro Líquido

347,90 

278,00 

(20,1)

Lucro p/ação

0,28 

0,27 

(3,6)

Receita Líquida

984,50 

832,60 

(15,4)

Patrimônio Líquido

4.414,67 

5.028,69 

13,9

Fonte: Aracruz BR GAAP

 

 

 

 

 

 

Aracruz/U$ Milhões

1tr06

1tr07

Variação %

Ebitda

186,3

200,3

7,51

Lucro Líquido

79,10 

99,50 

25,8

Receita Líquida

389,40 

395,40 

1,5

Fonte: Aracruz US GAAP

 

 

 

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Opinião do Mercado

Anna Lúcia Queiroz - Analista Banco do Brasil

É uma companhia excelente. Acompanha a fase de crescimento do setor. Pretende aumentar capacidades. Teve elevado o Rating pelas três principais agências mundiais de classificação de risco para “grau de investimento”. Os resultados do 1tr07 foram bons. Vem conseguindo adequar seus resultados à perda operacional influenciada pelo câmbio.

Por questões sazonais, os resultados do 2tr07 virão margens menores. O desempenho será influenciado por paradas em unidades produtivas, programadas para esta época do ano. O preço da celulose de mercado continua bom. O mercado esperava uma redução da cotação a partir de junho. Contudo, o patamar está surpreendendo positivamente. 

Recomendação: Não fazemos. É um papel com bons fundamentos e com potencial de valorização. Preço-alvo é de R$ 17,21.


Edmo Chagas - Analista Banco UBS Pactual

A empresa tem boa estratégia de crescimento. Faz sentido o investimento em produção de celulose. As vendas são crescentes, e o preço da commodity está alto e estável. Os resultados do primeiro semestre devem ser bons. A inclusão da Aracruz no Índice de Sustentabilidade da Bovespa e da Bolsa de Nova Iorque comprova sua sustentabilidade. A companhia tem práticas e florestas certificadas. Portanto, a questão ambiental não representa grandes riscos.

Recomendação: Reduzida. O papel já reflete o cenário positivo. Preço-alvo que tínhamos era R$ 12,00.

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Visão da Empresa
Denys Ferrez - Gerente de Relações com Investidor
Ricardo Mastroti - Sustentabilidade e Relações com Mercado
Entrevista exclusiva para o Portal Acioni$ta

Investimentos

Os investimentos para o 2tr07 são da ordem de US$ 230 milhões. Isso não contempla os projetos mais importantes, que têm a fase final programada entre 2011-2013. O capex dessas obras não é divulgado, porque a construção de uma unidade está sujeita a uma série de etapas. Portanto, até o início da produção, cria-se uma expectativa em relação a um empreendimento. Ele começa com a decisão sobre comprar uma área. Depois, a parte que mais toma tempo, é a construção. Ela tem um custo de cerca de US$ 1.4 bilhões. Quando pronta, a empresa ainda deve analisar como está o mercado naquele momento.

Entre estes aportes, está a adição de nova linha de produção na fábrica de papel de Guaíba-RS. Ela somará 1,3 milhões de toneladas ao ano à capacidade, que será de 1,750 milhões. Terras e florestas já estão sendo compradas. Para a Veracel, também existe a intenção de expansão. Mas o projeto depende também do outro sócio. Neste ano, finalizamos o aumento em 6% da capacidade da Aracruz. Incrementou-se 200 mil toneladas ao ano. O valor de US$ 190 milhões foi calculado para o empreendimento. Cerca de US$ 103 milhões ainda serão aplicados até o final de 2007.

Apreciação Cambial

A valorização das moedas nacionais é uma tendência global. Entre 2002 e 2006, o real valorizou-se 40%. Isso elevou o custo de mercado 41%. Porém, os gastos da Aracruz cresceram 26%. Isso, aliado à manutenção da margem ebitda na média de 50%, comprova a estratégia acertada de fazer o hedge do fluxo de caixa. Apesar dos resultados em reais serem impactados, pois os custos (energia, por exemplo) também são cotados em reais, o desempenho operacional em dólares é positivo. Por ser uma empresa quase 100% exportadora, as receitas são em dólares. De três anos para cá, a Aracruz protege o fluxo de caixa. A operação de hedge descasada das receitas tem neutralizado a apreciação do real, do ponto de vista do balanço em dólares. Além disso, os volumes vendidos também têm aumentado..

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redacao@acionista.com.br
Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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