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Em quase três anos de capital aberto, como empresa de ação ON listada no Novo Mercado da Bovespa, a Porto Seguro S.A. obteve seus melhores resultados em 2006. Os indicadores são o crescimento do lucro líquido – que alçou a companhia em um patamar maior de rentabilidade – e a diminuição do Índice Combinado, que mede a relação entre o custo operacional e as receitas operacionais. Quanto mais baixo, melhor. A redução de sinistralidade, também é positiva, pois indica que o percentual de prêmios usados para pagar os segurados diminuiu. Outras seis empresas estão ligadas à controladora. A Porto Seguro Auto e a Azul Seguro atuam no segmento foco do grupo – de seguros de automóveis -. Por meio delas, lidera esse mercado com 18,2%*. O restante dos negócios são constituídos por saúde, pessoal, previdência, consórcios, a Portoseg (financeira) e a Portopar DTVM. Essa última é responsável pela gestão de investimentos da Holding. O setor de seguro atua com receita operacional cobrindo custo operacional. Isso é possível através de aplicações financeiras dos sinistros não havidos. O ganho é chamado de “reservas técnicas”. Os bons resultados da Porto Seguro são conseqüência da estratégia de aplicação financeira, composição de preço e baixa sinistralidade. |
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Victor Martins - Analista Banco Safra
A empresa conseguiu aproveitar o escopo de vender para dois segmentos, através da marca própria e da Azul Seguro Auto. A primeira abrange o mercado com valores mais altos e serviços mais amplos. A outra é mais “despojada”, os preços são mais acessíveis, porém, não oferecem tantos produtos. Em 2006, a empresa vendeu bem, com preço não tão alto. Ela sabe reajustar os valores cobrados, sem agredir o consumidor. Por isso, o nível de “reservas técnicas” é importante, pois contribuem para essa estratégia. Manter a rentabilidade é o desafio. Para a Porto Seguro é um desafio sustentar o seu “índice de sinistralidade” abaixo da média do mercado, como vem ocorrendo. Ela tem conquistado isso sendo pró-ativa na tomada de decisões. A aposta em duas marcas causa certa desconfiança para o futuro. O foco da Azul Seguro é a parcela de menor valor agregado. É nesse nicho que a seguradora está crescendo. O que preocupa é a possível canibalização do mercado de maior valor agregado. Isso poderia comprometer a rentabilidade e estreitar patrimônio da empresa. A performance operacional da companhia está boa, apesar de questões não recorrentes terem impactado o lucro líquido em 2006. Ocorreram dois ganhos extras: reversões de provisionamentos para tributos (Cofins), cujo valor foi de R$ 37,5 milhões; e a venda da carteira de saúde individual. Embora o valor não tenha sido divulgado oficialmente pela Porto Seguro, é lícito admitir algo em torno de R$ 47,5 milhões. Assim, desconsiderando esses ganhos extra-operacionais, o lucro seria de R$ 375,2 milhões, significando crescimento de 50,9%. Voltar ao topo |
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O desempenho da Porto Seguro S.A. em 2006 foi excepcional. O percentual de expansão de todos os indicadores é uma tendência complementada com a redução de despesas administrativas. O ritmo da queda de gastos tem sido lento, com o objetivo de ganhar na produtividade. A rentabilidade da Azul Seguros foi maior do que os outros segmentos. No final de 2008, a carteira deverá ter 470 mil veículos. Em médio prazo, todas subsidiárias devem ter o mesmo nível de retorno. A venda de parte da cédula de saúde para a Amil Assistência Médica Internacional aconteceu porque esse segmento não é o foco da seguradora. Ela participa com 16% dos prêmios auferidos, através de 330 mil vidas seguradas, o que representa 6,5% da fatia nacional. No Brasil, cerca de 40 milhões de pessoas têm seguro saúde. Dessa parcela, seis milhões são individuais. A empresa negociou a parte que detinha desses planos. Agora, nossa carteira está composta 100% de planos de saúde de caráter corporativo. Todas as segurados estão saindo do segmento individual. A administração dos recursos da companhia é parte da geração de resultados. Em 2006, a valorização da carteira de investimentos, composta por R$ 3,7 bilhões em ativos - diria que é uma pequena carteira -, foi de 150%. Ela rendeu 111% do CDI, frente aos 99% de retorno que teve em 2005. Essa estratégia é revisada mensalmente. Devemos elevar a posição de 1% em renda variável para 2% a 2,5%, além de racionalizar os gestores em renda fixa, passando para três ou quatro. Essa gestão financeira é feita pela Portopar, juntamente com cerca de dez bancos. Guido Lemos Gerente de Relações com Investidor |
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Elaborado
e editado pela jornalista Grazieli
Inticher Binkowski
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Atendendo a instrução
CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br
declara que:
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