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20 de agosto de 2008 O crescimento da Braskem passa pelos projetos de elevação de capacidade. Até 2012, a expectativa é agregar 2,3 milhões¹ de toneladas de resinas à produção total, que no primeiro semestre de 2008 foi 1.327.535 milhão de toneladas, cerca de 6% inferior ao mesmo período do ano passado. Parte do incremento partirá do Brasil, com a expansão das plantas de Polipropileno (PP) em Paulínia (SP) e de PVC em Alagoas, com investimentos previstos da ordem de US$ 350 milhões por planta. Outra aposta da companhia é o projeto de Polietileno (PE) verde. Com capacidade de 200 mil toneladas, e investimentos de R$ 450 milhões, a planta localizada em Triunfo (RS), deve atender a uma demanda estimada prevista de cerca de 500 mil toneladas a partir de 2010. A intenção é exportar a resina, produzida através de 460 milhões de litros de etanol, comprado no estado de São Paulo², para Estados Unidos, Europa e Japão. No primeiro semestre, foram investidos R$ 797 milhões. Os outros planos de participação no mercado mundial de resinas termoplásticas devem ser concretizados a partir dos projetos na Venezuela, e talvez, no Peru. Na Venezuela, a Braskem participa através de 49% em uma joint venture com a estatal Pequiven e 2%³ em uma trade japonesa. As produções de PP e PE devem iniciar em 2010 e 2012, respectivamente, e agregar 450 mil e 1,100 milhão de toneladas ao ano. A importância da presença da companhia na Venezuela, e talvez no Peru, onde estuda um projeto de produção de resinas através de gás natural, é que nesses países a matéria-prima é de melhor qualidade e a custo mais competitivo com os players globais. A Braskem assegura que não tem uma preocupação exagerada com os concorrentes internacionais. Algumas empresas têm anunciado elevação de capacidade, as mais significativas no Irã e na Àsia. Além disso, o mercado internacional têm se beneficiado do real valorizado, que facilita a exportação para o Brasil. O cambio contribuiu para a compressão de margens, juntamente com a elevação dos custos de matérias-primas. O efeito câmbio reduziu o Ebitda da companhia no segundo trimestre (em relação ao mesmo período de 2007) em R$ 326 milhões, e as matérias-primas, em R$ 1,179 bilhão. |
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Errata de 01/09/2008: Conforme considerações do departamento de Relações com Investidor da Braskem, após leitura da matéria: ¹ No aumento de capacidade de 2,3 milhões referida, está incluída a produção de 100% de plantas na Venezuela nas quais a Braskem tem 49% de particiapação. Portanto, a capacidade correta que será agregada até 2012 será de 1,2 milhão de tonelada. Da capacidade atual de 3,4 milhões, a companhia vai atingir 4,6 milhões até o final de 2012. O 1,2 milhão de tonelada que serão somadas representa 35% de crescimento na capacidade total de produção da Braskem em quatro anos. ² Ainda não está totalmente definido que a compra do etanol será no estado de São Paulo. ³ A participação de 2% referida é, na verdade, da sócia japonesa Sojitz, na sociedade que a Braskem tem com a estatal venezuelana, em que ambas possuem 49% de participação. A japonesa completa os 100%, com os 2% de participação. |
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Nelson Rodrigues de Matos - Analista Banco do Brasil
O resultado do segundo trimestre foi ruim. O desempenho e as
margens reduziram devido à alta do nafta. Cerca de 70% dessa
matéria-prima é comprada da Petrobras. O restante é importado e pago
conforme a cotação internacional do momento da compra. O valor pago à
Petrobras é referente ao preço do nafta com um mês de defasagem. Por isso
e pela terceira geração da indústria (os clientes da Braskem) ser muito
pulverizada, a Braskem não tem condições de repassar automaticamente esse
preço. Devido aos aumentos consecutivos da commodity, entre o
quarto trimestre de 2006 e o segundo de 2008, a margem bruta da
companhia caiu 10%. Ela passou dos 25% para 14% em um ano e meio. Além
dessa dificuldade, a indústria de resinas termoplásticas da
segunda-geração está enfrentando a concorrência da indústria
internacional. A desvalorização do dólar frente ao real, reduz os preços
das resinas termoplásticas lá fora, e colabora para que a
terceira-geração da indústria, clientes da Braskem, importem resinas,
mesmo com a demanda do mercado brasileiro crescendo.
Para o segundo semestre, os drivers negativos são os
altos custos das matérias-primas e o dólar muito baixo. O ponto positivo
é que a demanda interna de resinas está em ascensão, e tem uma
elasticidade duas vezes superior ao incremento do PIB. As vendas da
Braskem acompanham esse desempenho do mercado. Outro aspecto que
contribui para a melhora da rentabilidade da companhia é o ganho de
participação de mercado que ela teve no segundo trimestre. Além
disso, investe para capturar sinergias com as recentes aquisições e tem
um programa de redução de custos. Outra vantagem é que a Petrobrás elevou
sua participação na Braskem e, portanto, pode ser considerada um do sócio
relevante na companhia. Esse parceiro, por sua vez, está elevando a sua
produção de petróleo. Além disso, a relação entre demanda e consumo da
commodity no Brasil está mais equilibrada, o que favorece o setor
como um todo. A Braskem é a segunda maior compradora da Petrobrás. Por
isso, há expectativa de que o contrato que determina a forma de cobrança
do nafta vendido pela Petrobrás à Braskem seja revisto e adaptado a esse
novo cenário petroquímico brasileiro. Recomendação:
Revisão do preço. |
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Banif Invest - Equipe de Análise A Braskem é um papel que vale à pena ter em carteira. Vemos uma recomposição da margem no terceiro trimestre deste ano, justificada pelo preço do petróleo em queda e pelos reajustes nos preços cobrados pelas resinas que deve repassar ainda neste trimestre. O aumento da participação da Petrobrás na BrasKem para 40% (assim como na Unipar, através de 40% da Quattor), deve beneficiar a empresa no sentido da possibilidade da renegociação dos contratos de compra de nafta. Acreditamos numa mudança no prazo de reajuste do preço da nafta internacional para o preço cobrado pela Petrobrás à Braskem. Esse reajuste pode deixar de ser mensal (defasagem do preço praticado em relação à cotação internacional) para ser trimestral. Isso facilitaria a negociação da Braskem com seus clientes da terceira-geração da cadeia petroquímica, que é pulverizada e, portanto, torna mais difícil à companhia o reajuste dos preços. A Braskem também está olhando para o crescimento da demanda internacional. A empresa deve tocar o projeto na Venezuela, mesmo que em ritmo menor. A produção da Venezuela deve ser vendida aos Estados Unidos. O estudo que a empresa faz no Peru é para um projeto de produção de resinas utilizando o gás-natural como matéria-prima, que é considerado de qualidade. A produção resultante de uma possível planta no Peru também deve ser exportada, só que para a Ásia. O foco de negócios internacionais é exportar e ampliar a presença internacional. Tanto esses projetos, como outros do setor petroquímico, são de um prazo muito longo. Os projetos para o mercado interno têm um risco Brasil muito alto. Portanto, à medida que a empresa se internacionaliza, diversifica clientes, e reduz o risco de investimentos. Recomendação: COMPRA, com preço-justo de R$ 18,70, o que significa um potencial de rentabilidade de mais ou menos 40% frente a cotação que fechou a primeira quinzena de agosto. |
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Carlos
Fadigas – Diretor Vice-Presidente Financeiro e de Relações com Investidor A Braskem tem um faturamento que cresce 35% há cinco anos. Em pouco tempo, a aquisição que fez do restante do capital da Copesul, da participação da Ipiranga Petroquímica (IPQ), e dos ativos da Suzano Petroquímica se transformarão em uma companhia maior e única em termos societários. O objetivo é ficar entre as dez maiores petroquímicas do mundo, quando agora já somos a maior da América Latina. Além da expansão internacional pretendida, temos confiança no Brasil, e no descolamento das crises dos Estados Unidos e Europa. No segundo trimestre, o mercado brasileiro de resinas cresceu 11% em relação ao 2tr07. Nesse cenário, elevamos nossa participação de 49% para 53%, e expandimos as vendas em 17%. As perspectivas para o segundo semestre são de queda dos preços do nafta e do petróleo, que chegou ao seu auge, com a cotação de US$ 140, mas já reduziu 20%. Por isso, teremos recuperação de margens. A companhia já realizou as paradas programadas do ano, com o objetivo de funcionar a capacidades elevadas, e se preparar para os melhores trimestres do ano, o terceiro e o quarto. O mercado de resina tem uma dinâmica que acompanha o crescimento do PIB, para o qual temos a perspectiva de 4% neste ano. Contaremos ainda com reajuste nos preços das nossas resinas, que incorporarão os incrementos do preço do nafta. Concluiremos a implementação do sistema único de gestão na Copesul e na IPQ até o mês de setembro. Tínhamos como meta capturar sinergias no valor de R$ 108 bilhões até o final do ano em função dessas aquisições, mas já ultrapassamos a meta, e atingimos R$ 125 bilhões anualizados de impacto no total no Ebitda. De impacto financeiro no caixa da companhia, foram R$ 50 milhões. Pretendemos chegar aos R$ 80 milhões. Contamos ainda com o programa de redução de custo, com o qual já deixamos de gastar R$ 66 milhões em base anual e recorrente, frente ao nosso objetivo de totalizar R$ 100 milhões até o final do ano. Governança Corporativa:
A Braskem tem ações listadas no N1. Há algum tempo discute a
migração para o N2. Essa migração ainda não foi consolidada, porque surgiram
outras questões, como as recentes aquisições feitas pela companhia, e inclusive,
a mudança do presidente. O novo CEO, Bernardo Gradin, está há apenas um mês e
meio ocupando este cargo na empresa, apesar de já ter dirigido três unidades de
negócio da Braskem. Ainda pretendemos voltar ao assunto da migração para o N2,
mas é importante que se diga que o principal diferencial do N2, a Braskem já
tem, que é o pagamento de tag along de 100% para as ações ordinárias e
preferenciais (direito de alienação de ações conferido aos minoritários em caso
de alienação de controle da companhia). |
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Links de interesse no Acionista.com.br:
Resultados Braskem 2T08
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Atendendo a instrução
CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br
declara que:
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