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19 de janeiro de 2006
- O consumo de energia cresceu em 2005 e deve
continuar aumentando neste ano. Com base nesta perspectiva, a
Cemig se mostra como boa opção de investimento no setor. No
segmento residencial a recuperação mostrada em 2005, quando
alcançou 2,4% de crescimento, deve se manter.
Baseado em fundamentos sólidos, como foco no negócio, capacidade
gerencial e sólida situação financeira, o lucro líquido da estatal
disparou 18% no terceiro trimestre de 2005 na comparação com o
mesmo intervalo de 2004. Totalizou R$ 446 milhões e a geração de
caixa da companhia de energia elétrica, medida pelo LAJIDA, R$ 686
milhões. De acordo com o relatório da Cemig, os resultados
positivos foram alcançados em razão da combinação eficaz de larga
experiência na busca do equilíbrio da lucratividade, visando os
interesses dos clientes, mais a redução de custos operacionais e a
gestão de dívida orientada para o recuo do custo médio de capital
de terceiros.
Com relação à capacidade instalada, a Cemig apresenta números
bastante significativos. É a sexta maior geradora e transmissora e
a primeira distribuidora do País e a entrada em operação das duas
primeiras máquinas da Usina de Aimorés contribuiu com um acréscimo
de 108 MWh para a capacidade instalada.
Sobre as vendas de energia no terceiro trimestre os clientes da
companhia consumiram um total de 10.303.797 MWh. Novos projetos
adicionarão 1,560 MWh de capacidade. Entre eles as usinas Irapé,
Capim Branco I e II, Furnas – Pimenta, Itutinga - Juiz de Fora e
Irapé – Araçuaí. Todos para 2006.
Além de atender a demanda de Minas Gerais, a Cemig possui um
cliente industrial no Rio Grande do Sul, quatro em São Paulo, dois
no Rio de Janeiro e outro no Espírito Santo. Os principais
credores da estatal, conforme relatório da empresa, são
debenturistas R$ 1.420 milhões (31%), Banco do Brasil R$ 567
milhões (12%), Unibanco R$ 521 milhões (11%), Banco ItaúBBA R$ 514
milhões (11%), BNDES R$ 319 milhões (7%), Eletrobrás R$ 267
milhões (6%) e Bradesco R$ 239 milhões (5%).
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- A Cemig ingressou no mercado de capitais em 17 de
outubro de 2001. Na ocasião, os papéis da estatal mineira estavam
cotados a R$ 20,61. Finalizaram 2005 à R$ 95,00 com uma valorização de
55% na comparação com o resultado de 2004. Do dia 1º até 16 de janeiro
foram outros 15%. O setor público detém 51,02% das ações ordinárias e
a iniciativa privada 97,89 das ações preferências. Ao todo são 121.104
acionistas.
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Resultados
Consolidados da Empresa (R$ em milhões) |
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2T05 |
3T05 |
Variação |
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Patrimônio Líquido |
8.009.974 |
8.455.584 |
5,56% |
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Receita bruta de vendas e/ou serviços |
2.896.076 |
2.932.719 |
1,27% |
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Receita líquida de vendas e/ou serviços |
2.006.996 |
2.131.050 |
6,18% |
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Lucro/Prejuízo |
486.868 |
445.610 |
-8,47% |
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Fonte:Site da Bovespa e relatórios da empresa |
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Carlos Renato Vianna Nunes
Analista da SLW Corretora de Valores
Os resultados de Cemig são muito bons e surpreendem por se tratar de uma
empresa estatal. As perspectivas para a companhia são positivas e
acompanham as metas de longo prazo, que foram definidas em Plano Diretor.
Por meio de aquisições ou investimento próprio, o objetivo é deter 20% do
market share nacional de distribuição de energia. Para isso, não deve
faltar verba em caixa, uma vez que a Cemig conseguiu realizar uma
reestruturação financeira com rolagem de dívida para 2009 e 2013 a juros
bastante interessantes e a geração de caixa mais que dobrou e 2005.
No terceiro trimestre de 2005, a Cemig foi favorecida pelos reajustes
tarifários, que ao longo do ano passado somaram 24%. Um índice
relativamente alto, considerando a inflação, mas que não despertou
discussão. Isso mostrou a boa aceitação que a companhia tem em seu Estado.
Outra boa notícia foi a aprovação do contrato sobre a dívida de Minas
Gerais com a Cemig. Foi estabelecido que a empresa vai pagar 35% dos
dividendos a que teria direito o estado. O acordo não pode ser alterado
caso haja troca de governo. Ao lado da CPFL, a Cemig é a melhor empresa
para investimentos do setor de energia. As projeções indicam que as ações
da estatal não devem valorizar na mesma robustez que em 2005, mesmo assim
é recomendada a aquisição de seus papéis por investidores que aguardam
resultados a médio e longo prazo.
Alexandre Figueiredo
Analista da Pilla Corretora de Valores
As empresas do setor de energia em si representam um bom retorno das
aplicações dos investidores. Prova disso é de que o Índice de Energia
Elétrica (IEE) teve valorização de 37% em 2005 contra 24% do
Ibovespa. Esse crescimento em relação a 2004 é reflexo, em parte, das
revisões tarifárias e da melhora dos indicadores das companhias
relacionadas à atividade. Diversos analistas estão otimistas quanto
ao desempenho das mesmas em 2006, principalmente nas corporações
envolvidas com a transmissão e distribuição de energia elétrica.
Espera-se ainda a consolidação do modelo de energia nova por meio dos
leilões promovidos pelo governo Federal.
Neste contexto, os papéis da Cemig se destacam ao lado da CPFL com
recomendação de compra. A empresa conseguiu a rolagem de sua dívida
de curto prazo, vem se beneficiando com o aumento do consumo e atende
a demanda de clientes industriais em diversos estados brasileiros.
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- Luiz Fernando Rolla
Superintendente de relações com investidores da Cemig
Quanto aos últimos resultados divulgados pela Cemig, do terceiro
trimestre de 2005, o que temos a destacar é o crescimento da
empresa em praticamente todas as atividades. O lucro líquido
acumulado dos nove primeiros meses atingiu R$ 1.487 milhões,
sendo R$ 9,18 por lote de mil ações. Uma alta de 59% na
comparação com o lucro líquido de R$ 935 milhões no mesmo período
de 2004. A geração de caixa do ano passado, medida pelo LAJIDA,
por sua vez, também já supera a do ano anterior: R$ 2.371
milhões. O mesmo vem ocorrendo com as vendas de eletricidade.
Parte dos resultados positivos deve-se a variáveis incontroláveis
pela empresa. Por exemplo: o desempenho da economia que em 2005
foi influenciado pelo crescimento das exportações. As vendas
externas exercem um papel relevante na alta do volume
comercializado de eletricidade, uma vez que a grande maioria dos
consumidores industriais buscaram ampliar seus mercados no âmbito
internacional. Desta forma, tudo que afete as exportações tais
como juro alto, real valorizado tem um componente no resultado
final da Cemig.
Para 2006 estimamos que o crescimento da economia ficará por
volta de 3,5%, o que resultará no aumento do consumo de
eletricidade ao redor de 4,5%. Esperamos que, neste ano, o
segmento residencial dê continuidade à recuperação mostrada em
2005, quando alcançou 2,4% de crescimento, melhor desempenho
desde o racionamento de 2001/2002.
Também temos um plano estratégico que estabelece as diretrizes
para o alcance das metas aprovadas pelo nosso Conselho de
Administração e que leva em conta a expansão da capacidade de
geração fora de Minas Gerais, já que o potencial hidráulico -
considerando potências maiores - está praticamente esgotado.
Desta forma, estamos analisando projetos em outras regiões de
forma a manter nossa participação de mercado.
Fora isso, estamos modernizando a unidade da hidrelétrica da
Usina de Três Marias. Os resultados esperados são bastante
atraentes no que se refere ao desempenho operacional da usina
aumentando significativamente a disponibilidade das máquinas e
automatizando sua operação remota o que resulta em uma geração
mais otimizada com o restante de nossas usinas.
Sobre o setor em si, existem ainda algumas usinas em construção o
que garante a expansão da capacidade instalada para os próximos
anos. Entretanto, para o atendimento da demanda para o período
após 2010, torna-se necessário iniciar novos projetos sem o que
podemos ter dificuldades de suprir a demanda por eletricidade no
longo prazo embora seja muito improvável que tenhamos
racionamento nos termos do que ocorreu entre 2001 e 2002. Uma
série de atores contribuiu para mitigar este risco, tais como uma
maior capacidade térmica, disponibilidade de turbinas para
atendimento de urgência, maior suprimento de gás, operação
bianual dos reservatórios. Há ainda grande melhoria verificada no
sistema de transmissão, pelos investimentos já feitos, indica uma
maior otimização da operação do sistema.
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Equipe Técnica Acioni$ta
por Larissa Mamouna de Oliveira
19/01/06
Editado pela jornalista Ana Borges
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Atendendo a instrução
CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br
declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e publicadas
pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente suas opiniões
pessoais, e que foram elaboradas de forma independente e autônoma,
inclusive em relação à instituição à qual esteja vinculado, se for o caso;
II – O analista entrevistado não mantém vínculo com qualquer pessoa
natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários foram
alvo de análise no relatório divulgado;
III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo Acionista.com.br
está vinculado, quando for o caso, bem como os fundos, carteiras e clubes
de investimentos em valores mobiliários por ela administrados não possui
participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% (um por
cento) do capital social de quaisquer das companhias cujos valores
mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou está
envolvida na aquisição, alienação e intermediação de tais valores
mobiliários no mercado;
IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente, de
valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua análise, que
representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu patrimônio pessoal, ou
esteja envolvido na aquisição, alienação e intermediação de tais valores
mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à qual
esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados ou
apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos valores
mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou pessoa
natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue
representando o mesmo interesse desta companhia; e
VI – A remuneração do analista entrevistado ou esquema de compensação do
qual é integrante não está atrelada à precificação de quaisquer dos
valores mobiliários emitidos por companhias analisadas no relatório, ou às
receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela
instituição a qual está vinculado, se for o caso.
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