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17 de maio de 2007 O diferencial da TAM em 2007 será as oportunidades de crescimento através do mercado internacional. Apesar da liderança entre as brasileiras, a TAM detém 60,9% de ¼ das rotas de vôos que saem do Brasil para em direção a outros países. A maior parte delas é operada por estrangeiras. Para aumentar sua participação, a companhia revisou o plano de frotas. Somou mais três aeronaves aos vôos de longa distância. Fechou parceria com a LAN Airlines e a portuguesa TAP. E começou o ano com novas freqüências, para destinos onde já atuava e para os quais ainda não voava. O entendimento da TAM é que o mercado internacional melhora sua exposição em relação ao câmbio, pois funciona como um hedge (proteção) – já que considerável parte dos custos está em moeda estrangeira. Além disso, a demanda por vôos internacionais tem aumentado. O objetivo é proporcionar ao cliente TAM vôos para locais em que a Companhia não atende. Essa forma de atuação complementa o foco de atender a passageiros que viajam a negócios. Intenção que justifica o fato da TAM não contemplar rotas que visam apenas ao mercado de turismo, suscetíveis a sazonalidades.
No Brasil, a
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No curto prazo, a reforma na pista principal do aeroporto de Congonhas, a necessidade de maior número de controladores de vôos, e os atrasos e cancelamentos de vôos continuam tendo impacto negativo para o setor aéreo. Além dos fatores conjunturais, na opinião da analista do Banco Brascan, a queda da margem Ebitar ¹no 1tr07 reflete negativamente para a TAM. Na opinião da TAM, o setor tem sofrido com ruídos na divulgação de informações. “A exposição à imprensa impacta os papéis, que sofrem com fatores externos ao seu desempenho, como os problemas na infra-estrutura”, explica a Gerente de Relações com Investidor, Roberta Noronha. O argumento é defendido pelo analista do Banco Fator, Eduardo Puziello: “o mercado sobrevalorizou os efeitos do apagão aéreo. As ações desvalorizaram muito, e estão baratas. Portanto, existe espaço para investimentos nesses papéis. Mas que fique claro que volatilidade vai existir. As empresas do setor estão muito sensíveis às notícias”. |
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¹ conseqüência da redução de 15,5% no RASK (receita líquida por passageiros transportados por quilômetro quadrado), composto de redução de 13,7% no yield (receita paga por passageiro por km voado) e de 1,8 pontos percentuais na taxa de ocupação (Load Factor), compensados parcialmente pela redução de 8,7% no CASK (custo por ASK – capacidade da empresa de ofertar assentos por km transportado). |
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A TAM tem capacidade de recuperar margens operacionais e receitas com a diminuição dos problemas de funcionamento dos aeroportos. Acredito que o Yield vai continuar pressionado. Mas a TAM está menos exposta à batalha pelas tarifas mais baixas. O público que ela atende – que viaja pra negócios – é menos sensível aos preços. A tendência para o ano é de um Yield de R$ 24 centavos por passageiro por km. No longo prazo, os problemas com os aeroportos brasileiros devem melhorar. Da mesma forma, devem surtir efeitos as ações para redução de custos – em que a pressão dos gastos com combustíveis continua -.As alianças no mercado internacional também devem beneficiar a empresa. Existe um espaço muito grande para a TAM crescer nos vôos internacionais. Não acredito que a TAM possa perder espaço nesse segmento com a volta plena da Varig através da Gol. Mel Marques - Analista Banco Brascan A Tam está trabalhando para recuperar margens. O caminho que está seguindo de redução de custos, aliado à futura redução de promoções que deve acontecer, são as únicas formas de melhorar os resultados. A expectativa para a redução de 7% no CASK de 2007 é um percentual factível. No mercado internacional, a TAM pode perder espaço com a compra da Varig pela Gol. Porém, ainda não podemos dizer nada, somente depois que a Infraero emitir parecer referente à prorrogação do direito às rotas da Varig (acredito que a Varig retoma as rotas que tinha perdido, porque se não acreditasse nisso, a Gol não teria apostando tanto nessa compra). Recomendação: COMPRA, com valorização de 60,6% sobre o preço de R$ 52,60 (08/05). O Preço Justo para final do ano é de R$ 84,47 por ação, pois acredito que a empresa está descontada. Além disso, o cenário para a aviação é positivo. O setor de aviação deve crescer. Tem demanda aumentando até o final do ano entre 12% e 15%. Também contribuem o incremento de viagens de negócios, do consumo e da renda do brasileiro. A demanda de crédito facilita o pagamento das passagens. Voltar ao topo |
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A TAM tem uma expectativa de redução de 7% no CASK (custo por assentos) em 2007 (excluindo gasto com combustível). Para se chegar na meta, ações são avaliadas constantemente. Criou-se um comitê para revisar os custos. A estratégia adotada para atingir esse percentual está fundamentada em três pilares. Ó primeiro é o aumento da frota, do número de assentos nas aeronaves (mais seis nas A319/320) e de 13 horas voadas/dia. O outro é a redução de custo de distribuição, como através dos canais de venda direta - lojas nos aeroportos, pelo telefone e Internet (interface qualificada). Além disso, no final do ano passado, lançamos tipos diferentes de perfis de tarifas. Algumas dessas ações não estão totalmente em operações. Uma delas é uma parceria negociada com os bancos, para que o pagamento do bilhete seja parcelado. A intenção é que os passageiros tenham crédito pré-aprovado. Outra forma de pagamento instituída deverá ser o boleto bancário. Um acordo que já fechamos, mas que ainda está funcionando como projeto-piloto, é o pagamento de passagens em lotéricas. O cliente liga para o call center da TAM, e faz uma reserva. O bilhete fica em aberto por um período limitado, para que o passageiro vá até uma lotérica – que terá acesso ao sistema de compra de passagens da TAM – faz o pagamento e retira o ticket. O objetivo é aumentar a capilaridade. Até agora, o pagamento da passagem só pode ser feito com cartão de crédito e nas cidades onde existem aeroportos.
O terceiro pilar de redução de custos é o administrativo.
Desde o ano passado, quando a Tam completou 30 anos, houve a
inserção de padrões de suporte tecnológico que, quando a empresa
começou a operar, não existiam. Além disso, uma consultoria está
revisando a estrutura de custo e contratos. |
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Elaborado
e editado pela jornalista Grazieli
Inticher Binkowski
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Atendendo a instrução
CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br
declara que:
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