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14 de junho de 2007 Decisões acertadas, como priorizar a produção de micro-ônibus com maior valor agregado, garantiram à Marcopolo um resultado favorável no 1T07, apesar dos problemas internos e externos. Internamente a dificuldade foi a entrada em linha da nova geração de ônibus urbanos, que ocasionou uma redução da produtividade devido a curva de aprendizado da fabricação. A falta de chassis no mercado durante os primeiros meses de 2007 também impactou o desempenho. A produção da firma caiu 3,9% em relação ao 1T06. Entretanto, o fornecimento da peça está regularizado desde fevereiro e nada indica que o problema volte a ocorrer. A Marcopolo possui fábricas na Colômbia, México, África do Sul, Portugal, Rússia e uma join venture firmada com Tata Motors para implantação de uma unidade na Índia. No território russo, a fábrica ampliou a atuação, produzindo também veículos menores, com isso a geração de receita pode ultrapassar os US$ 60 milhões previstos. Na Índia a empresa pode produzir até 25 mil ônibus a.a e a receita gerada deve chegar a US$ 400,00 milhões a.a. Contudo, o projeto está cerca de um ano atrasado, sem local definido para instalação da planta. O resultado financeiro foi positivo de R$ 12,4 milhões, próximo aos R$ 13,2 milhões do ano anterior. A receita líquida subiu 7,8%, para R$ 418,0 milhões e o lucro cresceu de R$ 19,5 milhões no 1T06 para R$ 24,2 milhões ao final dos três primeiros meses deste ano. |
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Matias Frederico Dietrich - Analista de investimentos da Solidus Corretora Apesar da queda na produção, devido ao problema com chassis, um dos destaques da Marcopolo no exercício foi o aumento de 21% da fabricação de rodoviários. A alta da produção frente ao 1T06 devesse ao mercado interno. Como o produto tem alto valor agregado, o avanço beneficiou o resultado operacional, recuperando parte do recuo de urbanos e micros. O resultado financeiro positivo mostra que a empresa fez um bom trabalho na redução de custos, revertendo a baixa do dólar através da importação de peças. Tomadas de empréstimos em dólar evitaram que a empresa - forte exportadora - ficasse demasiadamente exposta ao câmbio. A Marcopolo possui dois pólos de crescimento no exterior: Índia e Rússia. Estas unidades devem trazer uma forte geração de receitas, mas apenas à longo prazo, pois o maior dos projetos, na Índia, está atrasado. O mercado interno está aquecido em 2007 e 2008 em função das eleições municipais e da nova linha de financiamento do governo. Recomendação: Calculo um preço alvo de R$ 7,40 para as ações e a recomendação é compra, visando retorno no longo prazo. Leopoldo Antônio Paris - Analista de Investimentos da Diferencial Corretora A Marcopolo possui bons fundamentos, entretanto está com o PL elevado. É uma forte exportadora e a retração do câmbio tem reflexo negativo nas ações da empresa. Caso o dólar siga caindo, o resultado será afetado. Recentemente um grande investidor saiu do papel, o que levou a redução do preço. Recomendação: Se a ação ficar abaixo dos R$ 6,00 poderá ser uma opção de compra. No curto prazo a recomendação é manutenção. |
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Entrevista com Carlos Zignani O resultado do 1T07 foi dentro do planejado. Em setembro de 2006 o BNDES ampliou a linha de financiamento para compra de ônibus de 48 para 72 meses e o percentual financiado passou de 80% para 100%, acarretando um aquecimento nos pedidos de veículos que deve continuar alavancando o mercado. A estabilidade econômica gera uma previsão positiva para os próximos meses, uma vez que possibilita às empresas investirem em novas frotas e permite que as pessoas viagem mais. Outro aspecto relevante são as eleições municipais de 2008. Deve ocorrer a renovação da frota em diversas cidades. Nos meses que antecedem a compra de novos ônibus, as transportadoras de passageiros costumam elevar tarifas. Em São Paulo o preço do vale – transporte já aumentou cerca de 15%, reforçando a expectativa de crescimento da demanda ainda neste ano. O apagão aéreo trouxe um aumento de passageiros rodoviários, mas sabemos que esta é uma circunstância pontual. Porém, estamos cientes que o ônibus ainda é o grande transporte nacional, pois os aeroportos do país com certeza não são suficientes para as 5 mil cidades brasileiras.
As fábricas no
exterior são estrategicamente posicionadas em grandes blocos
econômicos ou em fortes mercados consumidores. A unidade na Índia
está atrasada, mas acabamos de vencer a concorrência para o
fornecimento de 525 unidades de ônibus urbano em Nova Delhi. A
produção será executada em instalações provisórias colocadas à
disposição pela parceira Tata Motors, na cidade de Lucknow. A
Marcopolo pensa de forma globalizada, por isso reduziu custos
significativos com a compra de peças na China ou nacionalizadas.
Na Colômbia, por exemplo, 70% dos componentes vêm de fornecedores
locais e esta atuação será mantida. |
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Atendendo a instrução
CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br
declara que:
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