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A CPFL Energia é uma empresa de capital aberto, listada no Novo Mercado da Bovespa. Ela atua nos segmentos de Distribuição (Paulista, Piratininga, RGE e Santa Cruz), Comercialização e Geração (com participações em sete empresas). A administração não-estatal e o transparente corpo diretivo somam-se ao considerável potencial de crescimento atribuído às localidades em que atua - Estado de São Paulo e região Sul – para diferenciá-la no setor. O plano de expansão baseado em aquisições e os números crescentes marcaram o desempenho da CPFL Energia em 2006. Os indicadores operacionais elogiados pelo mercado foram conseqüência da estratégia de aumentar o grupo. Os recursos aplicados foram da ordem de R$ 1.5 bilhão, valor que deve ser repetido neste ano. As vendas totais atingiram 41.112 GWh, acréscimo de 7,2% na comparação com doze meses. No mercado dos clientes cativos, as vendas para o segmento residencial aumentaram 8%, para o rural 13,6% e para o comercial 8%. No industrial, o percentual comercializado reduziu 9%, devido à migração ao mercado livre.
A criação de
valor através de aquisições tem o objetivo de pulverizar a atuação
da companhia, tornando-a menos dependente do mercado de
distribuição. O segmento participa com 70% da receita. Em função
da estratégia, a receita líquida em geração cresceu 30%, a
comercialização 29% e a distribuição 14% entre 2006 e 2005.
Apesar da intenção de desconcentração das atividades, ainda há
mercado para crescer na área de distribuição. Até o final deste
ano, parcela de R$ 674 milhões do Capex está destinada a esse
segmento. É um negócio ainda concentrado do Brasil. Cerca de 4 a 5
players dominam quase metade do mercado. Outras 60
empresas abraçam cerca de 1% do marketshare cada uma.
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Mônica Araújo - Analista Ativa Corretora
É uma companhia bem posicionada, através dos negócios de geração e distribuição, e com projetos de investimentos. Tem uma estratégia bem organizada, através de aquisições e aumento da capacidade instalada. Além disso, tem potencial de geração de caixa que pode ser convertido para investimentos. Está num setor que tem espaço para consolidação, a partir de ativos que podem ser alienados. O Dividend Yield é atrativo, cerca de 9%, um percentual acima do mercado. Recomendação: COMPRA.
Júlio Green Machado - Analista Corretora Geral
Em 2006, houve evolução dos resultados. Frente ao seu desempenho, o preço da ação está descontado. A companhia tem uma regularidade de receita e dividendos atrativos. Além disso, está localizada em região com potencial de crescimento e renda per capita alta. Recomendação: COMPRA Kelly Trentin - Analista SLW Os resultados do 4tr06 foram superiores aos outros e na relação ao ano anterior. O Ebitda e Receita cresceu, na relação entre os quartos trimestres, respectivamente, 40% e 13%. A queda no Lucro Líquido ocorreu em razão da elevação dos custos pela compra de energia no mercado spot (mercado à vista), para revenda. Para o 1tr07, podemos esperar números melhores ainda. Os reservatórios das hidrelétricas estão cheios, devido ao bom período de chuvas. Portanto, a companhia comprará menos energia. Além disso, as aquisições e novas usinas elevam a capacidade instalada, representam aumento de vendas e receita, com diminuição de custos, pois será comprada menos energia. Finalmente, deve resultar em crescimento do lucro. Recomendação: Compra. Voltar ao topo |
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Conforme o Gerente Executivo e de Relações com Investidores, Vitor Fagá de Almeida, na apresentação na Apimec Sul, a CPFL tem interesse em entrar, definitivamente, no mercado de transmissão. A empresa está presente através do que pode-se chamar de “subtransmissão”, já que tem linhas que ligam as distribuidoras próprias. No ano passado, participaram de dois leilões. Não saíram com aquisições, devido a taxas de retornos baixas. Não há intenção de investir em termelétricas e, sim aumentar a sinergia e a capacidade, a fim de agregar valor na área hídrica, em que tem portfolio e expertise. Até 2010, a capacidade instalada de geração de energia elétrica dobrará. Dos atuais 1.072 MW, poderemos ter 2.100 MW. Em 2006, investiram R$ 830 milhões em três aquisições. Duas delas, foram para o segmento de geração. A participação na RGE (Rio Grande Energia) foi elevada para 32,69% e compraram 11% da usina de Foz do Chapecó (RS e SC - Rio Uruguai), com potência instalada de 436 MW, que ampliará em R$ 245 milhões a receita anual da CPFL. O Plano de Integração com a RGE agregará uma sinergia no valor de R$ 32,5 milhões ao ano. A Usina de Campos Novos (SC), que entrou em operação em fevereiro, irá contribuir com 429 MW de potência instalada. Outras duas Usinas (Rio das Antas/RS) completarão a capacidade de geração de 360MW, somada a usina de Monte Claro no mesmo local, em funcionamento desde dez/04. A Usina Castro Alves operará a partir de dez/07 e a Hidráulica 14 de Julho, em jun/08. No 1tr07, será finalizado o plano de integração da distribuidora Cia Luz e Força Santa Cruz, adquirida também no ano passado, agregando valor sinérgico do ponto de vista operacional à CPFL. |
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Elaborado
e editado pela jornalista Grazieli
Inticher Binkowski
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Atendendo a instrução
CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br
declara que:
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