Empresa em Foco

Índice

                                            

Mercado de Ações Destaques
Opinião do Mercado Visão da Empresa
Desempenho
09 de março de 2007

A Lupatech está listada na Bovespa desde maio de 2006. Através de Oferta Pública de ações no montante de R$452,7 milhões, a empresa difundiu em 62% seu capital, com objetivo de aplicar os recursos na consolidação. Foi fundada em 1980 na cidade gaúcha de Caxias do Sul, pela Microinox. A Lupapar detém parcela de 26% dos papéis.

A companhia atua em dois segmentos. No “Flow”, fabrica válvulas industriais, e obtém 77% da receita do mercado de Petróleo & Gás (P&G). Através do “Metal”, desenvolve peças em ligas metálicas, principalmente para a indústria (significa 53% da receita). As vendas da Lupatech acontecem através das marcas Microinox, Valmicro, MNA, Steelinject, Carbonox, uma filial em Houston (EUA), MipelSul e MipelSP, Itasa, Esferomatic e Worcenter (as três na Argentina). As últimas quatro empresas são aquisições feitas no ano passado. A compra da CSL Brasil, de cabos para ancoragem, está em processo de finalização.
 

Mercado de Ações


Desde a abertura de capital, as ações da Lupatech valorizaram 45,4% . A causa para a apreciação maior ao Ibovespa é a expansão de investimentos nacionais e mundiais em P&G, com destaque para o planejamento 2007-2011 da Petrobrás, principal cliente da empresa. A cotação do papel fechou em R$ 33,00 em 08/03/07.

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Destaques
 

Lupatech /R$ Milhões

2005

2006

Variação %

Resultado Operacional

38,16

37,95

(0,5)

Lucro Líquido

32,04

23,80

(25,7)

Patrimônio Líquido

68,48

245,72

258,8

Fonte: Bovespa

 

 

 

 

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Opinião do Mercado
Júlio Green Machado - Analista da Corretora Geral

O analista aponta que as perspectivas são de contínuo crescimento. “Os resultados do 4tr06 surpreenderam negativamente, mas foram pontuais”. A Geral recomenda COMPRA, e mantém a ação na carteira teórica.



Gabriel Raoni - Analista Fidúcia Asset Management

A empresa está muito bem posicionada no setor de P&G. No Pacote de Aceleração Econômica (PAC) do Governo Federal, 30% dos investimentos previstos serão realizadas pela Petrobrás. A Lupatech pode se aproveitar da necessidade que a auto-suficiência na produção de petróleo cria de contínua expansão. Ela está em um negócio de bastante confiança, dependente do relacionamento com clientes e fornecedores. Sua produção exige alta tecnologia e valor agregado, e por isso, sua relação com a Petrobrás é sólida.

A empresa está com crescimento alavancado. Além disso, se renova constantemente. Ela está se recriando através da microfusão no segmento de válvulas, e ampliando o “core business” através de aquisições. É essa atuação em diversos nichos o único risco que a empresa poderia ter, de abraçar diferentes mercados e acabar perdendo o tato.
Além dele, o risco setorial existe, mas é muito pequeno. Ou seja, do petróleo cair muito ou da cotação do aço (matéria-prima da Lupatech) disparar.

As incorporações que ocorreram em 2006 são importantes porque trouxeram não só unidades de produção, mas expertise. Foram compradas marcas inseridas em mercados e clientes. As empresas argentinas, por exemplo, têm boa rentabilidade, e produzem para dois setores diferentes de válvulas. A Itasa tem uma tecnologia de fundição que vai complementar o business do Grupo.

Sugiro COMPRA para a ação da empresa. O papel tem potencial de valorização de 40%, com preço alvo de R$ 45,00. Recomendo a empresa, não só pelo mercado em expansão para o qual fornece, mas pelas pessoas que formam a Companhia. A equipe tem uma gestão de sólidos resultados e é muito transparente. Além disso, os resultados do 4tr06 vieram abaixo do esperado, em virtude de atrasos nos investimento do setor de óleo e gás.

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Visão da Empresa

A Lupatech visa à expansão da capacidade fabril e à consolidação como player mundial. A presença regional está garantida. A companhia é considerada fornecedora “Classe A” pela Petrobrás. A filial nos EUA oportunizará novos negócios, assim como a presença na Argentina nos coloca num mercado automotivo em expansão. Acreditamos no desenvolvimento do mercado de Gás na América Latina. As crescentes oportunidades, especialmente com o Plangás da Petrobrás, possibilita criar um segmento de Óleo & Gás.

O CAPEX contempla melhoria de eficiência e ampliação de capacidade através da construção de novas unidades. Cerca de R$ 60 milhões irá para obras pontuais, que não acontecerão neste ano. Destinaremos R$ 24.475 milhões para a ampliação da empresa, em razão do aumento da demanda no segmento “Metal”, e da necessidade de novos equipamentos para elevar a produtividade na MNA e Valmicro, do Flow.

Para novas instalações estão destinados R$ 33.953 milhões. Dadas as projeções de crescimento dos nossos mercados alvos e nosso firme propósito de internacionalização dos negócios, faz-se necessária a ampliação da capacidade industrial. No segmento metal investiremos em um novo prédio para abrigar as novas instalações da área de usinagem da Microinox.

Os resultados financeiros de 2006 não seguiram índices de rentabilidade da empresa. Foram investidos R$ 170 milhões nas aquisições. A receita líquida cresceu 29% no ano passado, resultando em R$ 223,6 milhões. A queda de 19,5% no ganho do segmento Flow (80% do faturamento da companhia) foi decorrente da redução na demanda do 4tr06. A queda no LL não é recorrente. Foi causada pelo aumento de 1269% no Imposto e Renda e Contribuição Social Sobre o Lucro na contabilidade das unidades argentinas; gastos não recorrentes com a abertura de capital, e amortizações.

Informações disponibilizadas em Teleconferência de Resultados de 2006 por:
Nestor Perini (Presidente)
Thiago Alonso de Oliveira (Diretor Financeiro e de Relações com Investidor)
Antônio Razuk Filho (Diretor de Petróleo & Gás)
 

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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

Atendendo a instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br declara que:
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