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O anúncio do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – foi comemorado por grande parte dos analistas que cobrem o setor de construção civil. O pacote de medidas que o governo federal pretende implementar prevê o aumento de investimentos em infra-estrutura, tornando as ações das empresas do setor um atrativo aos acionistas, como a Cyrela. A companhia está consolidada no Rio de Janeiro e São Paulo e tem se expandido a outras regiões, como Espírito Santo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O ano passado foi encerrado com a presença em sete estados brasileiros e 12 cidades. Em janeiro passou a integrar a carteira do índice Bovespa. Os números apresentados no último relatório divulgado à imprensa salientam a construção de 19 lançamentos de empreendimentos entre janeiro e setembro de 2006, o que significa um aumento 92,1% superior ao registrado no mesmo período de 2005. Seguindo a mesma comparação as vendas consolidadas renderam R$ 1,3 bilhão, 99,7% maior que os R$ 673 milhões dos 9M05, e o lucro líquido ficou em R$ 161 milhões, crescimento de 53%. |
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A Cyrela teve uma boa valorização das ações no ano passado, mas ainda pode se beneficiar, neste ano, do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento - pela possibilidade de investimentos em infra-estrutura do Governo Federal propostos no programa. Além disso, o cenário macro econômico brasileiro, com a redução de juros, aumento de crédito e do poder de aquisição da população, beneficia o setor de construção civil que, por sua vez, favorece a Cyrela. Por isso podemos ver um aumento no valor das ações da empresa, mas nada muito expressivo, pois o papel já incorporou este quadro favorável e atingiu um bom patamar. O setor de construção civil está sendo visto com bons olhos pelos acionistas, mas não é o meu preferido. Existem outros setores e outras empresas com possibilidade mais forte de valorização em 2007. Kelly Trentin, analista de investimento da SLW As ações do setor de construção civil têm sido as primeiras a se beneficiarem com o aquecimento do setor no ano de 2006 e com as boas perspectivas para 2007. No ano passado houve uma expressiva ida das empresas de construção civil ao mercado de capitais para captar dinheiro e aumentar a oferta de seus serviços. Com um cenário econômico positivo, impulsionado pela queda da taxa de juros, da inflação e aumento da renda dos trabalhadores, houve um crescimento natural na compra e reformas de imóveis. Para que haja um movimento mais consolidado, contudo, é preciso que este ambiente favorável se mantenha com a continuidade da queda nas taxas de juros, principalmente o juro real, e o aumento na quantidade de instituições financeiras a oferecer crédito às pessoas de baixa renda. Por enquanto a Caixa Econômica Federal é a que mais concentra o crédito a este segmento. Grande parte das empresas que abriram capital recentemente, como a Cyrela, apresenta múltiplos muito altos, o que pode limitar um desempenho mais forte das ações no curto prazo. A Cyrela tem margens elevadas, pois atua no segmento de imóveis de alto valor agregado, mas já dá sinais de que está migrando para segmentos mais populares. No último relatório divulgado referente aos 9M06 foi constatado que 15% das vendas contratadas foram no padrão luxo, 63% no médio alto e 22% no médio. Já no estoque de terreno observou-se que 2% é padrão luxo, 27% médio alto, 59% médio e 12% econômico. Como a classe média brasileira está aumentando o poder de aquisição, acredito que a estratégia da empresa foi acertada. Minha recomendação é neutra. Voltar ao topo |
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Informações retiradas do press release da empresa dos 9M06
Nos 9M06 lançamos 19 empreendimentos incluindo as Joint Ventures, representando vendas potenciais no valor de R$ 1,9 bilhão, aumento de 92% em relação aos 9M05. Nossas vendas consolidadas (pré-vendas) alcançaram R$ 1,3 bilhão ante os R$ 673 milhões dos 9M05, incremento de 99,7%. No mesmo período adquirimos 58 novos terrenos sendo 30 diretamente da Cyrela Brazil Realty e 28 através das Joint Ventures. Destacamos a aquisição de 11 terrenos destinados ao mercado de moradia econômica com valor potencial de vendas de R$ 773,9 milhões que serão utilizados para empreendimentos voltados a classe média baixa, reafirmando nosso compromisso de entrada neste nicho de mercado. A receita líquida aumentou 28,3% em relação aos 9M05, passando de R$ 565 milhões para R$ 725 milhões. O lucro líquido cresceu 53,3% nos 9M06 se comparado ao mesmo período de 2005. |
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Elaborado
e editado pela jornalista Flávia
Pollo
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Atendendo a instrução
CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br
declara que:
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