07 de março de 2006
Com um planejamento de
crescimento sustentado em 20 anos, de 2005 a 2035, o Plano Diretor
da Cemig envolve uma nova política de dividendos com payout de 50%
e dividendos extraordinários, a cada dois anos, sempre que houver
caixa livre. O cenário base envolve a estimativa de um crescimento
anual do PIB de 3,7% ao ano. A perspectiva é de que as receitas
com transmissões aumentem 7% ao ano, entre 2005 e 2009 e 5,5% a.a
entre 2.010 e 2.035. Para o incremento do mercado, é esperado um
aumento de 2,6% e 3,5% ao ano para os períodos. Entre os critérios
de segurança para o investidor estão o limite de alavancagem da
empresa em 40% da relação dívida sobre Ebtida (geração de caixa)
de no máximo 2 e o caixa livre mínimo limitado às necessidades
operacionais.
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Nos últimos três anos, as ações preferenciais da Cemig apresentaram forte
valorização. Em 2003, a alta registrada ficou acima de 100%. No ano de
2004, o aumento foi de 31,45% e em 2005 de 55,32%. Nestes dois primeiros
meses, a tendência não mudou. A alta acumulada até fevereiro soma mais de
20%. Os dados são da Consultoria Economática. A participação dos
estrangeiros nas ações da Cemig é de 70%, enquanto as pessoas físicas hoje
detêm 10%.
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- Christian Klemt
- Analista de investimentos da Solidus Corretora
Os papéis da Cemig subiram bastante no ano passado e continuam em
alta nestes primeiros meses. Uma das novidades é que a companhia
conseguiu resolver a pendência com relação ao crédito do Estado. A
empresa, ao invés de repassar os dividendos ao Estado irá reter
parte. Também ocorreu a mudança da política de dividendos com o
aumento para 50% dos lucros. Isso sem falar da política de gestão
competente. A empresa é ativa em todas as áreas: geração,
distribuição e transmissão e vem apresentando resultados fortes.
Acredito que é uma boa opção de compra de longo prazo. No
planejamento, a perspectiva é de crescimento nos próximos 20 anos.
Está prevista a expansão até para fora de Minas Gerais e do País.
O setor de energia em geral tem se recuperado bem depois de sofrer
bastante. A recuperação superou o desempenho de até outros setores.
-
Subhojit Daripa
- Analista
do setor elétrico do Santander
As expectativas são positivas para a empresa tanto na área de geração,
com o aumento da capacidade instalada, quanto na distribuição, através
do crescimento do volume de mercado cativo e novos consumidores. São
novos consumidores industriais fora da área de concessão. Os leilões
aumentam o portfólio para a geração. É positivo para a companhia ter um
Plano Diretor de longo prazo, pois mostra que a empresa é estável, o que
reduz o risco de ser estatal. A recomendação para o papel é de
manutenção, pois as características positivas para a empresa já estão
bem “precificada” pelo mercado.
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Luiz Fernando, superintendente de RI da Cemig
A Cemig está satisfeita com o desempenho da companhia em 2005. Os
resultados serão divulgados na segunda semana de março O
comportamento foi de continuidade do crescimento, em linha com o
registrado em setembro. O ano foi bastante forte e nossas metas
envolvem o crescimento sustentado, o que é um desafio. O número
de negócios com ações aumentou 46% na Bolsa de Valores de São
Paulo (Bovespa) e 55% nas ADRs na Bolsa de Nova Iorque. Foi um
crescimento bastante expressivo nos últimos três anos. Estamos
entre as 20 empresas brasileiras com maior valor de mercado.
Atribuímos essa aceitação aos fundamentos e não só a especulação
do mercado. O investidor olha as perspectivas e coloca preços nas
ações. Contribui ainda para essa percepção positiva o Plano
Diretor, que contém nossas metas de crescimento. O trabalho
inclui nosso compromisso com a preservação do meio ambiente, da
saúde financeira da empresa, e de participação do mercado. Este
ano iremos investir quase o mesmo valor de 2005, R$ 1,6 bilhão.
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Elaborado e editado pela jornalista Ana Borges
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Atendendo a instrução
CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br
declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e publicadas
pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente suas opiniões
pessoais, e que foram elaboradas de forma independente e autônoma,
inclusive em relação à instituição à qual esteja vinculado, se for o caso;
II – O analista entrevistado não mantém vínculo com qualquer pessoa
natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários foram
alvo de análise no relatório divulgado;
III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo Acionista.com.br
está vinculado, quando for o caso, bem como os fundos, carteiras e clubes
de investimentos em valores mobiliários por ela administrados não possui
participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% (um por
cento) do capital social de quaisquer das companhias cujos valores
mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou está
envolvida na aquisição, alienação e intermediação de tais valores
mobiliários no mercado;
IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente, de
valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua análise, que
representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu patrimônio pessoal, ou
esteja envolvido na aquisição, alienação e intermediação de tais valores
mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à qual
esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados ou
apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos valores
mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou pessoa
natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue
representando o mesmo interesse desta companhia; e
VI – A remuneração do analista entrevistado ou esquema de compensação do
qual é integrante não está atrelada à precificação de quaisquer dos
valores mobiliários emitidos por companhias analisadas no relatório, ou às
receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela
instituição a qual está vinculado, se for o caso.
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confiáveis. Entretanto, estas informações estão sujeitas a imprecisões e
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