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05 de dezembro de 2007 Marfrig Frigoríficos e Comércio de Alimentos deve encerrar 2007 com um aumento de ativos superior a 160% em relação ao ano passado. No final de setembro, tinha uma base operacional composta por 13 plantas de abate de bovinos (9 no Brasil, 3 no Uruguai e 1 na Argentina), duas plantas de abate de cordeiros no Uruguai, sete de industrializados e processados (5 no Brasil, 1 no Uruguai e 1 Chile), e dois tradings (Chile e Reino Unido). A empresa atua comprando bois de pequenos produtores, e tem a segunda maior capacidade de abate no Brasil. No acumulado do ano, a Marfrig abateu 1.729.456 cabeças, registrando um aumento de 62,4% comparado ao mesmo período do ano anterior. No final do 3T07, sua capacidade de abate era de 13.700 cabeças por dia. As vendas da companhia são destinadas ao varejo, ao atacado e ao comércio de food service. Nesse segmento, tem cerca de 30 clientes, entre restaurantes, varejistas e indústrias alimentícias. Até setembro, mais da metade das suas exportações totais foram para a Europa, 21,9% para a Rússia, 13,6% para o Oriente Médio, 4,7% para a Ásia, 2,9% América Latina, África e outros, 3,5% dos EUA e Canadá. As 170,2 mil toneladas de carne in natura vendida fora dos países em que produz representam 13,6% das vendas internacionais do produto no mercado brasileiro. Desde o mês de outubro, a Companhia iniciou operações no Frigorífico Patagônia S.A. (FPSA), no Chile, iniciou as operações de produção de produtos industrializados em Louveira (SP) e a produção de “beef jerky” em sua unidade de Promissão (SP). Também concluiu os processos de auditoria e adquiriu, através de sua subsidiária integral na Argentina, a AB&P, as argentinas Best Beef e Estâncias del Sur. Até o final de novembro, a companhia anunciou que tinha intenção de finalizar os processos de auditoria (“due diligence”) para aquisição de 70,51% das ações da empresa argentina Quickfood e a totalidade das ações da uruguaia Establecimientos Colonia. A empresa anunciou em teleconferência de resultados do 3T07 que deve continuar adquirindo, e o Mercosul deve continuar sendo o foco das compras. |
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Gabriel Levy - Analista Modal Asset
Para o setor em que se insere Marfrig é positivo o aumento
que vem ocorrendo das exportações de carnes do Brasil. A carne nacional é
mais saudável e tem boa aceitação internacional. A demanda deve se manter
forte. Para frente, temos o fator China, que é um potencial importador.
Por causa das suas aquisições em 2007, a Marfrig deve participar
da consolidação do mercado brasileiro. Ela também tem um porte de elevar
sua participação nos negócios de industrializados, em que tem uma parcela
de mercado inferior na comparação ao maior participante e concorrente do
segmento, que é a JBS-Friboi.
A localização das suas plantas de abate é um diferencial,
porque estão em diversos países e em diferentes regiões. A perspectiva
para o futuro é boa, com o único risco do preço do boi aumentar na
América Latina. Este é um setor cíclico, influenciado pela forma como o
boi é criado na continente. Por isso, nos próximos trimestres, a
companhia pode pagar mais pelo boi. E se isso acontecer, pressionará sua
margem.
As plantas na Argentina e no Uruguai têm importância. O custo
lá é interessante. O risco de estar na Argentina é a possibilidade de
haver medidas inflacionárias e de imposição de cotas de importação. Ou
seja, é um risco político. No Uruguai a empresa tem vantagens adicionais,
devido ao acordo do País com os membros do Bloco do Pacífico e Europa
para a exportação direta de carne in natura.
No Brasil o mercado é mais competitivo. É pulverizado. Mas na
hora de exportar, são as maiores empresas que dominam, mesmo elas
sofrendo também com o câmbio valorizado. A Marfrig está bem posicionada
entre os principais players, porque, além das plantas em outros
países, tem uma boa administração. Isso ajuda a mitigar o risco da
Companhia, assim como a atuação no segmento de food service.
Recomendação: Não
fazem. SLW - Equipe de Análise
A Marfrig fez parte do portifólio sugerido para o mês de
outubro. Ela foi retirada da carteira mensal em novembro, mas continua
tendo um potencial de valorização no longo prazo, ou seja, no mínimo até
o final de 2008. A expectativa para o desempenho da empresa é
positiva. A companhia está com bastante caixa, e esse é um dos motivos
para continuar adquirindo plantas. Além disso, das unidades adquiridas
ainda tem bastante sinergia para tirar. Outro fator positivo em relação à
empresa é quando comparamos seu desempenho operacional e sua
administração. São dois aspectos em que a empresa é melhor do que os
correntes Minerva e JBS-Friboi. Recomendação:
COMPRA para longo-prazo. Sem preço-alvo, |
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Marco
Antonio Molina dos Santos – Presidente
A Marfrig permanece focada em atividades na América Latina, nos quatro países em que já tem plantas: Argentina Brasil, Chile e Uruguai. Através desses negócios, a Companhia persegue o crescimento de margem, o aumento da produção industrial e a conquista de maior rentabilidade. Não temos a intenção de elevar o número de abates neste momento. Preferimos ganhar com as sinergias que as plantas já operam, e com os ganhos que as novatas podem dar. O terceiro trimestre não foi nada fácil, principalmente, por causa da pressão na cotação do boi. No entanto, a empresa permaneceu focada nas oportunidades de rentabilidade, e manteve os resultados positivos. A receita bruta foi R$ 901,8 milhões no 3T07, superior 44,1% há doze meses. Nossas despesas diminuíam em relação aos custos, o que indica um aumento de eficiência na nossa gestão. Fomos eficientes também na compra do gado em regiões onde os preços do abate estavam melhores. O aumento da demanda doméstica também contribuiu para a elevação das cotações no Brasil. Os frigoríficos acompanharam essa elevação do consumo. O problema de oferta estava gerado quando a indústria percebeu que não havia boi sobrando para cobrir esse crescimento de demanda. O consumo doméstico tem subido e puxado muito também as vendas no segmento de food service. Nesse negócio, a Marfrig teve que reduzir exportações no 3T07, e aumentar a presença nas vendas interna. Para suprir e aproveitar esse incremento no mercado interno, a empresa está apostando no desenvolvimento de parcerias com os clientes nacionais. Essa é a estratégia para ganhar mais o mercado brasileiro, que tem um potencial de consumo ainda muito grande. |
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Atendendo a instrução
CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br
declara que:
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