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Desempenho
05 de janeiro de 2006
Quem investir nas ações da Companhia de concessões Rodoviárias (CCR) deve estar buscando o longo prazo. Os papéis já subiram bastante e é preciso que haja notícias novas no mercado para continuar impulsionando a valorização.
Eleita para integrar o recém criado Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa, a CCR apresentou bons resultados no terceiro trimestre de 2005. Apesar do seu patrimônio líquido ter encolhido em 1,55%, na comparação com o segundo trimestre, as receitas operacionais, o Ebtida e o lucro líquido cresceram entre os intervalos. A corporação é a maior operadora de concessões rodoviárias na América Latina com 1.452 km de rodovias. A holding engloba a AutoBan, Nova Dutra, Via Oeste, Rodonorte, Ponte e Via Lagos.
Segundo o relatório da empresa os negócios no terceiro trimestre de 2005 foram beneficiados pelo reajuste anual das tarifas de pedágio na maioria das concessionárias do grupo. O reajuste refletiu em um aumento de 10,4% na tarifa média paga por veículos equivalentes em relação ao mesmo período de 2004 e compensou a redução da atividade industrial e a estabilidade do tráfego, que não cresceu, em parte, em razão da quebra de safra dos produtos destinados à exportação.

O relatório também aponta que o incremento significativo nas margens operacionais foi efeito da reestruturação organizacional promovida pela CCR em 2004. No terceiro trimestre de 2005 a receita bruta consolidada atingiu R$ 559 milhões, a receita consolidada de pedágios alcançou R$ 538,7 milhões e as receitas acessórias consolidadas totalizaram R$ 14,8 milhões. A elevação no período foi justificada pela empresa pelo fortalecimento da ViaOeste, além dos já comentados reajustes das tarifas de pedágio da AutoBAn e ViaOeste, em julho, e NovaDutra, Ponte e Lagos, em agosto.

No total, a holding investiu R$ 110,8 milhões no terceiro trimestre de 2005. O valor representa uma alta de 80,8% na comparação com o mesmo intervalo de 2005. O destaque no período ficou por conta da concessionária AutoBan, com 29,8% de participação do valor total. Os recursos foram aplicados na construção da quarta faixa da Bandeirantes e Marginais da Anhanguera. A segunda posição é da ViaOeste (24,6%), seguida pela Rodonorte (21,6%).

 
Mercado de Ações
A CCR abriu seu capital no dia 1o de fevereiro de 2002. Na ocasião, as ações da empresa custavam R$ 16,05. Os papéis registraram valorização de 138,49% em 2004 e iniciaram 2005 cotados a R$ 59,10. Até setembro esse preço permaneceu praticamente estável. A partir do quarto trimestre as notícias de realização de concessões rodoviárias em São Paulo, Minas Gerais e do governo Federal fizeram as ordinárias da empresa obterem sucessivas altas. Por conta das perspectivas de negócios as ações valorizaram 24,16% entre outubro e 28 de dezembro.

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Destaques

Comparação de resultados (R$ em milhões)

  3T05 2T05 Variação
Patrimônio Líquido 1.240.481 1.221.206 -1,55%
Receita Líquida 471,4 519,3 10,16%
Ebitda 183,5 228,9 24,74%
Lucro Líquido 97,9 182,3 86,21%

Fonte:Sites da empresa e  Bovespa

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Opinião do Mercado

Mauro Giorgi
Analista da Geração Futuro Corretora

Ao longo de 2005 a CCR apresentou resultados muito bons. A performance positiva deve-se, principalmente, pela aquisição da Via Oeste que acabou por agregar bastante valor a holding e a estratégia de redução de dívidas em moeda estrangeira. Pode-se afirmar que trata-se de uma empresa bem posicionada financeiramente.

Nos últimos 45 dias as ações da CCR foram favorecidas pelas perspectivas de novas concessões rodoviárias no Brasil. O governo Federal está prometendo um leilão para o início de 2006 de 3 mil quilômetros. Além disso, a holding também anunciou interesse em expandir suas operações para o mercado externo, especialmente Chile, México e Estados Unidos. Entretanto, como se tratam de projetos de longo prazo e que demandam investimentos significativos, acredito que os papéis já atingiram o teto de valorização e o mercado de capitais aguarda agora os próximos acontecimentos para se movimentar. Assim, a compra das ações agora não é recomendável. Pode até vir a ser interessante para aplicadores que não se importam com um pouco de risco e em aguardar certo tempo para obter o retorno.
 


Escritório Lopes Filho e Associados
Análise para a Isoldi Corretora de Valores

Em relatório, encomendado pela Isoldi Corretora de Valores, o Escritório Lopes Filhos e Associados aponta a recuperação da economia brasileira e sua conseqüência no tráfego como fator positivo para os negócios da CCR. Destaca ainda a boa política de disclosure da corporação, sua participação no Novo Mercado da Bovespa mais o direito de 100% de tag along dos acionistas. Já o cenário negativo leva em consideração o risco político representado pela intervenção de governantes estaduais, os contratos com prazo finito e sem possibilidade de renovação. Apesar disso, no médio e longo prazo as perspectivas são otimistas, de acordo com o documento, uma vez que a CCR continua voltada para novas aquisições. Além disto, a avaliação é de que a companhia possui boa capacidade de geração de caixa assim como de elevar seu endividamento para realizar novos investimentos e vem buscando a redução gradativa de custos e despesas operacionais. Neste contexto, a recomendação para o investidor é de manter suas ações visando um retorno de longo prazo.
 

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Visão da Empresa
Ricardo Fróes
Diretor Financeiro e de Relações com o Investidor

Os resultados do terceiro trimestre de 2005 foram muito positivos, no âmbito operacional e financeiro. O lucro atingiu nível muito bom com alta de 95% na comparação com julho, agosto e setembro de 2004. Além disso, nos nove primeiros meses do ano houve aumento do tráfego e conduzimos com mão-de-ferro a redução e controle dos custos. Por conta disso, pode-se dizer que superamos as perspectivas do mercado e estamos otimistas quanto ao desempenho final de 2005 e seu último trimestre, que será divulgado em meados de fevereiro.

Sobre as perspectivas para 2006 no mercado interno, existem duas frentes potenciais para o crescimento da empresa. Uma é o leilão de concessões do governo Federal que esperamos seja o edital de licitação publicado ainda este mês. Independente que isso ocorra na administração Lula temos a convicção de que o poder público, em determinado momento, não terá outra alternativa a não ser realizá-lo já que em virtude da sua capacidade de investimento e endividamento não consegue resolver a falta de infra-estrutura das estradas brasileiras. Aliás, esta medida é uma tendência mundial e natural.

Vislumbramos oportunidades também no chamado mercado secundário brasileiro, que é a aquisição de concessões já existentes. Estamos avaliando esta possibilidade para 2006. O outro caminho é o mercado externo, principalmente Chile, México e Estados Unidos.


 

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Equipe Técnica Acioni$ta
Por Larissa Mamouna de Oliveira
05/01/06
Editado pela jornalista  Ana Borges

Atendendo a instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente suas opiniões pessoais, e que foram elaboradas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à instituição à qual esteja vinculado, se for o caso;
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IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente, de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia; e
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