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Desempenho

04 de outubro de 2007

O Banco do Brasil (BB) é a maior instituição financeira do País. Dela fazem parte 35 milhões de clientes e uma carteira de crédito de R$ 133,2 bilhões. Seu foco é crescer de forma orgânica, ou seja, através da expansão dos canais de distribuição, dos pontos de atendimentos, e do número de funcionários. Por isso, o BB tem dado atenção a possíveis aquisições de bancos estaduais. A estratégica acompanha a necessidade de garantir posição e brigar por novos mercados. Nesse cenário, concorrentes privados crescem através da incorporação de instituições menores e de empresas com base estruturada de clientes, e o setor financeiro passa por um processo de consolidação de ativos em níveis mundiais. Para entrar nessa briga, o BB estuda a aquisição do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC), Banco de Brasília (BRB) e Banco do Estado do Piauí (BEP).

Aumentar sua atuação no segmento de varejo é outra maneira de crescer. Em 2006, o Banco do Brasil tinha 24,4 milhões de clientes, sendo que apenas 1,6 milhão eram pessoas físicas. O incremento na oferta e na demanda por crédito é um dos caminhos para elevar sua participação nesse mercado. A meta é aumentar de 25% a 30% sua carteira de crédito, e 35% a parcela destinada à pessoa física em 2007. No 1S07, os empréstimos as pessoas físicas aumentaram em 29%, com destaque para o consignado (68,4%) e veículos (304,5%). No período, ainda predominaram recursos para pessoa jurídica e para o agronegócio. Os valores emprestados para empresas foram 43,6% maiores, totalizando R$ 50,3 bilhões. Desse montante, R$ 21,4 bilhões foram para médias e pequenas, o que representou incremento de 28,8%. Para o agronegócio, o crédito aumentou em 22,2%, cerca de R$ 49 bilhões.

Liderança

·         1º em Ativos – R$ 333 bilhões;
·         1º em Depósitos Totais – R$ 164,5 bilhões;
·         Maior Carteira de Crédito – R$ 133 bilhões;
·         Líder no segmento comercial de câmbio exportação – 26,8% do mercado;
·         Líder em Administração de Recursos de Terceiros na América Latina – R$ 208,9 bilhões, 19,1% de participação no mercado;
·         Maior base de clientes correntistas – 24,9 milhões de clientes;
·         Líder em Internet e Mobile Banking – 8,4 milhões de clientes habilitados;
·         Maior rede de atendimento no País com 15.161 pontos;
·         Maior rede de terminais de auto-atendimento da América Latina – 39.952 máquinas;
·         Líder no crédito consignado – 17,6% de participação de mercado.

Fonte: www.bb.com.br  

 

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Mercado de Ações

Ao migrar para o Novo Mercado da Bovespa, o Banco do Brasil se comprometeu a elevar seu free float para 25% até 2009. Para isso, uma das providências é a oferta pública secundária de venda de parte das ações que Previ e BNDESPar possuem que foi aprovada. A oferta será equivalente a no mínimo 3% e no máximo 5% do capital total do BB, o que representa um intervalo entre R$ 2,4 bilhões e R$ 4,0 bilhões em relação à cotação de mercado. De acordo com comunicado, as ações (BBAS3) representativas do capital desta sociedade serão desdobradas na proporção 1:3, ou seja, duas novas ações para cada ação existente. Os acionistas receberão gratuitamente 2 (duas) novas ações para cada ação de que for titular na posição acionária final de 1º de junho de 2007. A medida ampliará a quantidade de ações emitidas sem alterar o patrimônio e a participação percentual dos acionistas. Segundo a empresa, isso favorecerá a liquidez e o acesso de pequenos investidores às ações do Banco do Brasil.

Na visão da Ativa Corretora, a notícia é positiva no médio prazo. Mas no curto prazo, o excesso de oferta de papéis pode pressionar o preço das ações. No médio prazo, a operação aumentará o free float da empresa, que atualmente é de 14,85%, promovendo mais liquidez às ações ordinárias do banco. Desta forma, caso a oferta atinja o limite máximo de 5% do capital total do banco, o percentual de ações em circulação poderá chegar a 19,85%. Além disso, ainda existe a possibilidade da antecipação do prazo de exercício dos Bônus Série “C” que, se aprovada, poderá acarretar em um aumento de até 2,8% do free float do BB, que passaria a ser de 22,66%.

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Destaques

Banco do Brasil/ R$ Milhões

2T06

2T07

Variação %

Ativos Totais

273.835,58

332.967,00

21,6

Lucro Líquido

2.474,17

3.888,19

57,2

Resultado Operacional

3.068,72

3.821,37

24,5

Receita de Prestações de Serviços

2.246,00

2.473,00

10,1

Patrimônio Líquido

19.178,47

22.305,42

16,3

Fonte: Relatório de Resultados

 

 

 

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Opinião do Mercado

Renato Onishi - Estrategista do HSBC
Relatório produzido pela Equipe de Estratégia

Esperamos crescimento de 20,4% em sua carteira de empréstimos em 2007, impactado positivamente pelo desempenho nos segmentos de crédito consignado, financiamento de veículos e cartões de crédito. A reestruturação de custos de pessoal e benefícios deverá propiciar melhora de sua rentabilidade no médio prazo. A retomada dos preços de commodities agrícolas foi um fator importante para assegurar a qualidade dos ativos do banco, que possui forte exposição ao segmento agrícola. Além disso, o crescimento do Banco do Brasil poderá acontecer via aquisições de bancos estaduais, que podem ser seus principais alvos. Apesar dessas aquisições não serem tão relevantes em termos de ativos totais, o banco pode se beneficiar através de ganhos de eficiência e potencial de alavancagem de seus balanços.

Recomendação: Inclusão na carteira sugerida para o mês de outubro. Acreditamos que as ações ordinárias do Banco do Brasil apresentam bom potencial de apreciação no longo prazo, como melhoria de qualidade em sua carteira de crédito, programas de redução de custos e possíveis aquisições. Preço-alvo de R$ 36,00 para o mês, com up side de 16,54%.


Maria Laura Pessoa - Analista/ Relatório Fator Corretora

A incorporação do Besc e de outras instituições em estudo é positivo para o BB. Embora já detenha a liderança em todos os aspectos crédito, depósitos, fundos, ativos, etc, a incorporação é uma oportunidade para reforçar a atuação em determinados estados, ampliar a base de clientes. Além disso, significa uma reação diante do avanço dos pares privados. Quanto ao status da incorporação, acreditamos ter algum tempo pela frente até que o processo seja concluído. Mas a notícia de que a incorporação seria anunciada dia 05 de outubro, se confirmada, mostra que o banco passa para a segunda fase, que é a mais importante, pois será a da avaliação. Um ponto importante dos recentes estudos para incorporação anunciados pelo BB é que a folha de pagamento dos bancos em questão esteja incluída na negociação. Esse é, sem dúvida, o melhor ativo que será agregado ao BB, permitindo o crescimento da base de clientes e aumentando o potencial de crescimento de suas operações.

Recomendação: MANTER, ou seja, espera-se que o retorno total da ação fique em linha com o Ibovespa. O preço-alvo trabalhado é de R$ 30,00.

 

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Visão da Empresa


O Banco do Brasil entrou em período de silencio, oficialmente, dia 04 de outubro.

 
 

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redacao@acionista.com.br
Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

Atendendo a instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente suas opiniões pessoais, e que foram elaboradas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à instituição à qual esteja vinculado, se for o caso;
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