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O cenário para a Braskem não é simples. As margens da empresa recuaram diante da alta do preço do petróleo que pressiona a cotação da principal matéria-prima: a nafta. O petróleo atingiu níveis de US$ 70 o barril, elevando o custo da nafta de US$ 220 a tonelada métrica em 2002 para US$ 600. Se a nafta tivesse permanecido em padrões relativamente normais conforme esperado, a US$ 45 ou US$ 50 o barril de petróleo, as petroquímicas estariam comemorando margens elevadas. Os preços praticados na resina estão entre US$ 1.200 e US$ 1.300 a tonelada. Se o custo de nafta estivesse entre US$ 350 e US$ 400, o resultado das empresas do mundo inteiro estariam apresentando números mais positivos. Outro problema enfrentado pela gigante brasileira é o dólar baixo que reduz as receitas convertidas em reais. Apesar das dificuldades, a tendência é de melhora com a manutenção dos preços elevados das resinas até 2009, movimento causado pelo crescimento mais acelerado da demanda. A garantia do preço é dada pela demora da maturação de novos projetos de aumento de capacidade instalada. |
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Diante das dificuldades enfrentadas, as PNAs da Braskem
registraram queda de 26,5% até o fim de junho deste ano e recuaram 42,31%
em 2005. Os dados são da consultoria Economática |
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Comparação de Resultados(R$ em mil) |
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O setor petroquímico sofrendo redução de margem. Alta dos insumos e depreciação do real. A recomendação longo prazo é de compra. Acreditamos que as ações estão avaliadas abaixo do preço. No ano de 2005, a demanda não correspondeu com as expectativas, depreciando a margens. Há o problema ainda no repasse de preços. Com a apreciação do real fica difícil repassar o aumento do petróleo, devido à concorrência com a Argentina. O segundo trimestre deve melhorar um pouco inclusive por conta de ser historicamente mais forte. Melhor mesmo tende a ficar o terceiro trimestre. O cenário ainda não favorece por conta do alto preço da nafta. No curto prazo, investidor ainda deve ter cautela. Ações bem abaixo do valor. O preço alvo é R$ 20,88. Não estamos confiantes com o setor petroquímico como um todo em função do aumento do preço do petróleo e das dificuldades das empresas em conseguirem repassar para os preços. A nafta, principal insumo, vem registrando aumentos fortes, o que faz com que o setor perca margens. A perspectiva para o segundo semestre é mais positiva em função do aquecimento da demanda. No entanto, pode não haver recuperação de margens. Outro problema é o comportamento do dólar que tem impacto na receita. Existe também o temor quanto a novas altas do petróleo. A recomendação é de manutenção. Voltar ao topo |
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Diretor de Relações com Investidores da Braskem, José Marcos
Treiger
As pressões em relação ao setor mundial vêm com o aumento do preço do petróleo e aqui no Brasil há a variável adicional que é o câmbio. O cenário tem se tornado positivo em relação ao preço das resinas (polietileno e polipropileno e PVC). As previsões de crescimento da economia mundial estão numa faixa de 3,5% e 4% entre os analistas dos grandes bancos. A precificação das resinas é influenciada pelo movimento de oferta e procura. A demanda é forte, mas a oferta tem crescido menos. Novas plantas de grandes volumes para a produção das resinas estão sendo criadas. A questão é que existe grande concentração no Irã, que sofre com problemas geopolíticos. Assim, existe um consenso de que os preços permanecerão elevados até 2008 ou 2009. A conseqüência disso é que temos sofrido no mercado de capitais uma perda de valor nas nossas ações. Os analistas sabem acompanhar esse problema e há um consenso hoje mais forte de que o petróleo deve trabalhar em um patamar mais forte. Voltando à notícia de que a queda dos preços é prevista somente para 2008 ou 2009, a indústria passou a contar com um prazo muito maior para aguardar a melhora nessa margem. Assim, na medida em que o petróleo começar a ceder, teremos uma recuperação importante de margens. No Brasil, as empresas petroquímicas também precisam se defrontar com a questão do câmbio. Todas as receitas são ligadas ao dólar. A Braskem, apesar de ser a maior petroquímica da América Latina, ainda não tem volume de exportação suficiente para ser membro do clube dos fazedores de preço. O que nós fazemos no Brasil é alinhar o mais próximo possível, o preço praticado no mercado doméstico com os preços internacionais. Temos tido essa capacidade de alinhamento. De uma forma mais simplória, imagina que US$ 1 bilhão de receita em 2002 em reais se traduziam em quase US$ 4 bilhões. Hoje o mesmo US$ 1 bilhão equivale a um pouco mais de US$ 2 bilhões. O impacto é forte na receita em reais. É claro que o investidor vai olhar para o valor da ação para saber o potencial de ganho do papel. Para que isso se realize é preciso de um sentimento geral do mercado. Apesar das dificuldades, a companhia tem fundamentos sólidos. Se pegarmos o crescimento da receita bruta, vemos que passou de R$ 8,9 bilhões em 2002 para R$ 15,2 bilhões em 2005. A taxa de crescimento foi de 20%. Se fizermos a mesma comparação em dólar é mais impressionante. Em 2002 era de US$ 3 bilhões em 2005 US$ 6,3 bilhões. A receita mais que dobra. Elaborado e editado pela jornalista Ana Borges
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Atendendo a instrução
CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br
declara que: |
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