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Mercado de Ações Destaques
Opinião do Mercado Visão da Empresa
Desempenho
04 de maio de 2007

Até 2012 a Braskem terá a capacidade dobrada e a atuação internacional consolidada. A líder nacional na produção de resinas monta estratégia para ter valor de mercado entre as dez maiores petroquímicas do mundo. Os projetos em andamento e estudo serão responsáveis por  quase dobrar a capacidade de produção instalada dos atuais 3.1 milhões ton/ano para 5.8 milhões ton/ano.

A Petroquímica em Paulínia (SP) é um dos projetos já aprovados. A Braskem possui 60% do capital dessa joint venture firmada com a Petrobrás. O início das atividades está previsto para o segundo semestre de 2008. A planta terá capacidade de produzir 350 mil ton/ano de polipropileno (PP). No Pólo do Sul, em Triunfo/RS, a empresa analisa a possibilidade de desgargalamento. Com o mesmo objetivo, existem dois projetos no Pólo da Bahia, em Camaçari. Alterações nas plantas dessas unidades seriam responsáveis pela elevação da capacidade de produção. No RS, a pretensão é incrementar a produção de PP em 150 mil ton/ano, e a de Polipropileno (PE), em 130 mil ton/ano. Nas fábricas baianas, seriam agregadas mais 150 mil ton/ano de PVC e 100 mil ton/ano de PE.

No final de 2009, a Braskem deve iniciar operação na Venezuela através de duas unidades. De uma delas estuda-se a viabilidade econômica. É uma fábrica de PP, da qual serão exportadas 400 mil ton/ano a países da América do Norte e Central. O outro projeto é a construção de um novo cracker de gás para a produção de 1.2 milhão de eteno. O fornecimento de gás viria da estatal petrolífera da Venezuela, a PDVSA Gás. O primeiro passo foi a criação de duas joint venture entre Brasil e Venezuela. A petroquímica estatal Pequiven e a Braskem ficaram com 50% do capital cada uma. O projeto será apresentado ao Conselho de administração até o final do primeiro semestre deste ano. O investimento nessas plantas exigirá US$ 3 bilhões. A idéia é que 30% desse valor saia do capital de cada empresa, e 70% seja financiado. A Braskem empregaria US$ 450 milhões.

 

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Mercado de Ações

O analista da Fator Corretora, Marcos Paulo Ferreira, recomenda COMPRA para os papéis da Braskem, e aponta preço justo de R$ 22,00. A operação de aquisição da Ipiranga e as parcerias com a Petrobrás são pontos positivos para a recuperação do desempenho da empresa. A expansão da produção via mercado interno agrega valor à companhia, frente ao risco político em regiões latino-americanas. De acordo com o analista do Banco do Brasil, Nelson de Matos, a estratégia de crescimento a partir de outros países foi um dos motivos para que o desempenho da Braskem não acompanhasse a valorização de outros papéis do setor, cujo cenário de 2007 está positivo.

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Destaques
 

R$ Milhões

2005

2006

Variação %

Ebitda

2.211

1.645

(25,60)

Lucro Líquido

711,00

82,00

(88,5)

Receita Líquida

12.007,00

11.719,00

(2,4)

Patrimônio Líquido

4.535.766,00

4.311.887,00

(4,9)

Fonte: Balanço Braskem

 

 

 
   

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Opinião do Mercado

Nelson Rodrigues de Matos  - Analista do Banco do Brasil

A Braskem busca crescimento em receita e capacidade através de novas aquisições ou projetos no exterior. O mercado sempre contestou a estratégia da Braskem de expandir capacidade através do exterior, em razão do risco político. Por isso, a aquisição da Ipiranga agregou capacidade ao grupo. A Companhia dividia o controle da Copesul com o Grupo Ipiranga. A partir deste momento, passa a deter o controle total dessa produtora de matéria-prima. Isso significa elevação da capacidade produtiva de Polietileno (PE) e Polipropileno(PP). O que se traduz em aumento de receitas e geração de caixa, através do mercado brasileiro, e não via aquisições no exterior.

O fechamento de capital da Copesul também representa redução de custos, maior flexibilidade em operações e facilidade para pensar no todo. Uma só empresa, a Braskem, coordenará com um único foco todas as operações. Antes, a gestão era compartilhada com a Ipiranga. Isso aumenta as possibilidades de decidir sobre os investimentos. A Ipiranga não tinha condições de injetar recursos na Copesul. A partir de agora, essa unidade pode passar por processos de desgargalamentos, e crescer.


Marcos Paulo Fernandes Pereira - Analista da Fator Corretora

O mercado espera que a Braskem aumente os investimentos a partir da aquisição da Ipiranga, e que o foco seja a elevação da capacidade da Copesul e o desgargalamento do segmento de resinas no grupo Ipiranga. O que tudo indica é que a internacionalização da Braskem não ocorrerá via aquisições, mas novos investimentos. A operação na Venezuela é favorável desde que seja competitiva em custo. Tudo isso indica que sim, porque há abertura para o mercado dos EUA, que é futuro importador de resinas, e a empresa ganharia em escala global. Nesse sentido, é essencial que a América Latina ofereça estabilidade no cenário político.

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Visão da Empresa
Luiz Henrique Valverde
Diretor de Relações com Investidores
Entrevista exclusiva para o Portal Acioni$ta

Os negócios na Venezuela são importantes para a Braskem. Esse país representa excelente oportunidade no que diz respeito à redução do custo com matérias-primas. No mercado petroquímico globalizado, a presença na Venezuela possibilita aumentar o acesso a fontes de reservas de gás. Outra vantagem é que a Braskem instituiu uma joint venture e receberá gás de estatais, respectivamente, a Pequiven e a PDVSA Gás. Portanto, nosso projeto nasce incluído no paradigma do governo local de desenvolvimento industrial. Além disso, nossos negócios são feitos diretamente com os governantes do país. Em vista disso, os projetos estão evoluindo bem, o mercado deve ficar tranqüilo em relação aos projetos da Braskem na Venezuela.

Através da atual jornada de internacionalização, a Braskem quer se posicionar entre as dez líderes mundiais do setor petroquímico em valor de mercado até 2012. Para isso, ela não pode se restringir à posição regional. Os projetos na Venezuela estão em linha com esse objetivo, porque também temos a intenção de direcionar a produção para os mercados da América do Norte e Central. Outra ação, incluída na estratégia de ganhar escala e competitividade mundial, é a abertura de escritórios de distribuição dos nossos produtos na Argentina, nos EUA e na Europa. Essas bases permitem estabelecer e aprofundar o relacionamento com clientes de outros países que não seja o Brasil, onde a Braskem já exerce uma liderança regional.

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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

Atendendo a instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br declara que:
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