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03 de julho de 2007 A briga com os concorrentes do setor de cosméticos, fragrância e higiene pessoal marcou o início do ano para a Natura. Mesmo começando 2007 com margens depreciadas na relação com os primeiros exercícios de 2006, são os fundamentos da companhia e a perspectiva de expansão do consumo nacional que justificam a aposta do mercado na Natura. Outras marcas positivas da empresa são a gestão transparente e sustentável e a participação no Novo Mercado da Bovespa – única com capital aberto entre as concorrentes – e nos índices de Governança Corporativa (IGC), de Sustentabilidade (ISE), e de Tag Along (ITAG). Outro fator que beneficia a empresa é seu foco na produção de produtos naturais. Com o objetivo de trabalhar com fornecedores que dividam os mesmos valores, a companhia utiliza o programa de gestão Qlicar (Qualidade, Logística, Inovação, Custo, Condições Contratuais, Atendimento e Rastreabilidade). Criado em 2004, o sistema de avaliação estimula os fornecedores a cumprir requisitos considerados imprescindíveis e identifica os parceiros com melhores práticas. Além disso, a comercialização dos produtos através de venda direta é uma forma de promover oportunidades de emprego e incremento na renda familiar. No 1tr07, o número de consultoras chegou da 627,6 milhões. O volume comercializado aumentou 15,9%, o dobro da média nacional Para dominar mais de um quarto do consumo nacional, o aumento dos gastos em marketing e a redução dos preços tiveram impacto negativo no caixa da companhia. A margem ebitda atingiu os 20,6% no 1tr07, diminuindo dos 22,1% do 1tr06. A pressão no desempenho é justificada pelos R$ 193 milhões investidos no ano passado. Os gastos foram concentrados na expansão da capacidade de produção e logística, em tecnologia da informação e na aquisição de terreno para construção do novo centro de pesquisa e desenvolvimento em Campinas (SP). Em 2007, serão aplicados R$ 190 milhões na continuação desses projetos. |
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Márcio Kawassaki - Analista de Consumo do Unibanco Os resultados do 1tr07 ficaram em linha com o 4tr06. Para o
segundo trimestre, o mercado está esperando margens equilibradas, através
da redução dos estoques formados no final do ano. Para o 2tr07,
aguardamos resultados melhores, mas nada excepcional, como no 2tr06. A
recuperação das vendas deve ser gradual. Neste ano, a Natura deve vender
cerca de 18% a mais do que em 2006. Consideramos risco para o desempenho
da ação da companhia se ela não entregar as margens que sinalizou para o
2tr07.
Recomendação: Manter. Potencial de
Valorização de 10%. Ricardo Tadeu Martins - Gerente de Análise da
Planner Corretora
A Natura corrige a queda de margens que teve no 4tr06 com
performance melhor desde o 1tr07. Os resultados do 4tr06 foram
penalizados pela maior agressividade da concorrência e por um erro de
estratégia promocional da Companhia. A empresa atuou com pacotes de
produtos de menor valor agregado. E os preços que concorreram entre si.
Nossa expectativa é que a entrada no segmento de alimentos
agregue valor à linha natural na qual a Natura já foca. A atuação deve
ser significativa em termos de receita. A companhia tem experiência
em cosméticos, fragrância e higiene pessoal focada na natureza. Em
outros países, a empresa ainda encontra muitas dificuldades. Esses
mercados são mais concorridos e já estão consolidados. Apostamos na
presença nacional. O Brasil tem um potencial grande de crescimento, não
só no consumo, mas também na necessidade que as famílias têm de obter uma
segunda fonte de renda, no caso, que pode ser conquistada através do
trabalho como consultora Natura. Além disso, a companhia tem um marketing
muito agressivo. Recomendação:
COMPRA. Expectativa de ganho em longo prazo. |
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Nossa trajetória de crescimento é tão significativa que demanda atenção redobrada para superarmos o aumento de complexidade e as pressões sobre os diversos sistemas e processos. Acreditamos que as medidas já tomadas e programadas para os próximos anos são sólidas e consistentes para eliminar quaisquer entraves ao contínuo crescimento. Seguiremos investindo em gestão inovadora e em tecnologia, no uso sustentável da biodiversidade brasileira e no processo de internacionalização da marca. No Brasil - mercado que ainda será responsável pela maior parte da geração de resultados da empresa nos próximos anos - continuaremos a crescer buscando ganhos de eficiência e de produtividade. O desejo da Natura é disseminar o conceito Bem Estar Bem e a visão de tornar a empresa uma marca de expressão mundial, identificada com comunidades que se comprometem com a construção de um mundo melhor. É com esse espírito que também definimos nossa estratégia de forte crescimento no exterior. Iniciamos a internacionalização em 1982, com a entrada no Chile. Seguimos na Argentina (1994), Peru (1994), França (2005), México (2005), Venezuela (2007) e Colômbia (2007). Em 2006, a Natura investiu R$ 39,8 milhões na expansão internacional. Para 2007, estimamos um investimento total de R$ 48 milhões, com foco, principalmente, no incremento da operação mexicana e na recente entrada na Venezuela e na Colômbia. Para 2008, está prevista a entrada nos Estados Unidos. E para 2009, na Rússia. A intensificação dos investimentos justifica-se, não só pelo forte crescimento dos negócios registrados nos mercados externos em que a empresa está presente, mas, sobretudo, pelo potencial de expansão que vislumbra na América Latina e em outras partes do mundo. Saiba Mais: Projeto Piloto no setor de alimentos funcionais através da marca Frutífera. |
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Atendendo a instrução
CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br
declara que:
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