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A Grave Crise Financeira dos Mercados Mundiais
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O cenário internacional é tão insólito que custa crer que são os países desenvolvidos, líderes econômicos e expoentes do crescimento e do desenvolvimento mundiais, os maiores responsáveis pela desastrosa criação de instrumentos financeiros que abalaram o mercado de hipotecas e a confiança dos investidores. A perda de confiança que grassa no mundo financeiro, principal patrimônio das instituições bancárias, é um dos fatores mais deletérios de todo esse imbróglio.  Quando bancos deixam de emprestar para bancos e para clientes por razões de desconfiança nos credores, o fluxo de financiamento é interrompido e a economia começa um longo e inexorável processo de recessão. Este é o medo que paira sobre a cabeça dos governantes, especialmente dos países que sempre acreditaram que o mercado é o senhor da razão e do equilíbrio das forças que impulsionam o desenvolvimento e por isso, são avessos a intervenção regulatória no sistema financeiro.   

A retomada da confiança nas instituições financeiras é o foco da atenção dos governos ao redor do mundo. Trilhões de dólares serão despejados em médio prazo nos mercados a fim de recuperar a estabilidade das economias abaladas pela queda das bolsas, pelas perdas cambiais e pela redução do PIB. O PIB dos quinze países da zona do euro já recuou 0,2% no segundo trimestre do ano. O plano de apoio às instituições em situação crítica, a exemplo do nosso conhecido PROER, aprovado pelo Congresso Americano e recentemente adotado na zona do euro e na Inglaterra, cada um atendendo suas próprias peculiaridades, irrigará de recursos os cofres debilitados do mercado bancário.

As bolsas que vinham em queda livre nas últimas semanas parecem acenar com a recuperação dos seus índices e retomar, lentamente, o rumo do crescimento, movidas pelas ações dos governos europeus, especialmente. Espera-se que a inflexão da curva dos índices se mantenha.


 


14/10/2008