|
O lucro líquido ajustado perfez R$ 704 milhões, abaixo do consenso médio de mercado, com queda de 6,9% entre 2T08 e
3T0), e incremento de 5,5% entre o 3T08 e 3T07. Com isso, o ROAE ajustado foi de 24,4%, o que representa uma variação negativa de 2,2p.p. em relação ao 2T08 e decréscimo de 2,1p.p. em relação ao 3T07.
A carteira de crédito somou R$ 74,3 bilhões, com incremento 7,7 p.p. no 3T08 e 32,9% em relação ao 3T07, e ficou em linha com o crescimento do sistema, que foi de 6,8% em relação ao 2T08 e 32,9% em
relação ao mesmo período do ano passado. A qualidade da carteira de empréstimos apresentou melhorias, com a cobertura das provisões para a carteira de créditos classificados entre “D” e “H” atingindo 102,6%
no 3T08, que se compara às coberturas de 101,7% no 2T08 e 98,9% em 3T07. Já a cobertura das provisões para a carteira considerada como non-accrual atingiu 118,1% no
3T08, frente às coberturas de 118,4% 2T08 e 118,0% no 3T07. Importante comentar que a participação da carteira considerada como
non-accrual sobre o total de empréstimos foi de 3,9%, que se compara aos índices de 4,0% no 2T08 e 4,1% no 3T07; e
Operações de derivativos
O Unibanco também divulgou suas operações com derivativos indexados
à variação cambial, a fim de esclarecer boatos e dúvidas, tranqüilizando o mercado. Desta forma, a instituição diz que possui operações de duas naturezas: estrutural
e de clientes. A estrutural é realizada como hedge dos investimentos do Unibanco em suas unidades no exterior e tais
operações em 30/09/2008 representavam um montante de R$ 10,5 bilhões. Segundo o banco, essas operações não acarretam nenhum impacto no resultado, uma vez que as marcações a mercado dos derivativos é anulada
com a variação cambial sobre os investimentos no exterior.
Em posições de clientes, o Unibanco se coloca como contraparte das empresas, predominantemente exportadoras,
que buscam, nessas operações, proteger seus fluxos de caixa em moeda estrangeira das oscilações cambiais. A marcação a mercado das posições de seus clientes, ou seja, o valor requerido para a pronta
liquidação das operações conhecidas como target forward no dia 30/09/2008 era de R$ 146 milhões, e nas chamadas "alavancadas"
era de R$ 190 milhões, o que representa exposição de crédito de menos de 0,5% de seus ativos. O Unibanco diz que tanto a posição estrutural quanto essas operações feitas com clientes foram travadas, por meio
de operações de hedge na BM&F e também com outras contrapartes, neutralizando o risco de mercado para o Unibanco.
|