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Cemig contabiliza lucro menor, mas mantém política de aquisições

Os destaques do desempenho do primeiro semestre da Companhia Energética de Minas Gerais foram apresentados pelo seu presidente durante Apimec-Sul realizada hoje em Porto Alegre. Djalma Bastos de Morais anunciou a redução de 36% do lucro líquido do primeiro semestre deste ano em comparação a 2005, através de um vídeo, gravado para a ocasião, e mostrado por Agostinho Faria Cardoso, da equipe de Relações com Investidor.

A diminuição no lucro líquido de R$ 1.042 milhão para R$ 665 milhões aconteceu devido a fatores não recorrentes. Foram investidos R$ 177 milhões na compra do anuênio dos empregados. Além disso, há um ano houve revisão tarifária, que inflou em 31% o ganho final no primeiro trimestre do ano passado. No total, o retorno estimado com o aumento do preço das tarifas foi de R$ 583 milhões, incluídos no lucro dos primeiros meses do ano. Porém, o caixa da empresa ainda não contabilizou essa soma.

O gasto com o anuênio significa o pagamento de prêmio para os funcionários que aceitarem não terem mais seus salários reajustados através do critério de anos de trabalho na empresa, mas através de bônus, por rendimento – acerto promovido através do sindicato dos funcionários. Agostinho explica que o método é uma herança, e que foi alterado com a finalidade de reconhecer os funcionário pelos serviços prestados, não pelo tempo de empresa. Por vídeo, Morais enfatiza a importância dessa medida, que terá uma taxa de retorno de 12% para a Cemig a partir de alguns anos.

O corte de despesa com pessoal e a estratégia de manter o caixa da companhia forte visa continuar com as aquisições, presentes no primeiro semestre de 2006. A companhia comprou 25% da Light – com pretensão para aumentar esse percentual de controle se algum dos outros acionistas venderem -. Além da distribuidora de energia, foram adquiridas cinco empresas de transmissão do Grupo Schahin.

O crescimento da Cemig – garantido pelo relações com investidor e planejado através do Plano Diretor – conta com um Capex de R$ 1.927 bilhão e o início de operações das usinas de Irapé e Capim Branco, além de mais outros processos programadas para começar a funcionar nos próximos anos. A venda da participação na Infovias na Way (TV a cabo) ocorreu devido ao foco do negócio da elétrica de Minas Gerais continuar sendo energia. A quinta maior geradora do País estima atingir a capacidade de 455 MW de potência gerada em 2006, acompanhando o incremento de 7% na capacidade instalada. Até o momento, foram investidos R$ 694,6 milhões,

O desafio de crescer – através do incremento na produção e dos números positivos - é assumido por Agostinho em vários momentos da Apimec-Sul, quando destaca que a Cemig é uma companhia com capacidade de crescimento e rentabilidade. Compromisso que fica mais difícil com a queda no lucro da empresa e, conseqüentemente, com o decréscimo de 29% na geração de caixa, medido pelo Ebitda (lucro antes de impostos), contabilizado em R$ 1.198 milhões no primeiro semestre do ano. Mesmo sabendo que as causas dos valores negativos foram não recorrentes, a venda recorde de 24.331 GWh nesse período (percentual superior em 29% em relação há um ano), representada no incremento de 4.7% no comércio a consumidores finais, 7,5% no mercado industrial e 17% na receita pelo uso das redes, não contribuíram para deter quedas nas margens de lucro.
 
29/09/06
Apresentação Resultados Apimec-Sul
Jornalista Grazieli Binkowski
redacao@acionista.com.br

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