índice/2005
Especial Braskem
Recorde de exportações e reajuste de preços reduzem pressões de câmbio
29 de agosto de 2005

Recorde de exportações, com crescimento de 12% entre o último trimestre deste e o do ano passado, e aumento de produção dos quatro principais produtos, Eteno, Propileno (PP), Polietileno (PE) e PVC, minimizaram perdas com a queda do câmbio e aumento do preço do nafta (um dos principais insumos do petróleo). A Braskem trabalhou com capacidade instalada maior e novos desgargalamentos, aumentando as vendas da maioria dos produtos, exceto do PVC. As margens de preço foram reajustadas de acordo com valores do mercado internacional.

A empresa aumentou as vendas no mercado externo em função da menor atividade econômica brasileira e da dificuldade do setor de construção civil. A Argentina absorveu 20% da produção da companhia. O vice-presidente de finanças e de relações com investidor, Paul Altitt, aposta em um PIB global 4% maior até 2008 e margens de preços elevadas até 2007. Outro fator benéfico à companhia, segundo Altitt, é o crescimento esperado para as vendas externas. O estoque da empresa deve ser reduzido (atualmente em R$ 1,5 bilhões durante todo o primeiro semestre deste ano) com o objetivo de ser vendido a países como a China, cujos estoques de matérias-primas permaneceram altos no primeiro semestre deste ano, mas que devem diminuir. Além disso, o preço das commodities no mercado externo vai aumentar.

O lucro líquido no segundo trimestre foi de R$ 428 milhões, frente ao prejuízo de R$ 302 milhões no mesmo período do ano passado. A receita líquida cresceu 5% no segundo trimestre em relação ao mesmo do ano passado. O Ebitda (Lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciação e amortização do diferido) caiu 7% e a margem ebitda (Relação entre o ebitda e a receita líquida da empresa analisada) diminuiu para 19,8% com queda de 2,6 pontos percentuais.

Ao contrário dos resultados relativos ao segundo trimestre, os semestrais foram melhores na comparação com o ano passado. A receita líquida aumentou 32% neste semestre em relação ao de 2004, atingindo a cifra de R$ 5,960 bilhões. O Ebitda aumentou 11%, atingindo R$ 1,266 bilhões, mas a margem continuou em queda. Na relação semestral, a margem ebitda reduziu para 21,2%, ou seja, 2,3 pontos percentuais.

Crescimento e criação de valor são as metas da Braskem. Mediante um fluxo de caixa maior e um custo de capital já reduzido pela empresa, a petroquímica deve expandir a capacidade de trabalho de PP em Triunfo/RS, Paulínia/SP e na Venezuela, de PE na Bahia e através do complexo Brasil/Bolívia e de PVC em Alagoas e também Bahia. A diferenciação tecnológica e de produtos fazem parte desta estratégia.


 

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Equipe Técnica Acionista.com.br

Editado pela jornalista Ana Borges
29/08/05
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