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| Natura promete reduzir custos e expandir operações no Brasil e no exterior a partir de 2008 | |
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| 29 de fevereiro de 2008 | |
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Os resultados obtidos pela Natura em 2007 dividiram a opinião do mercado, que parte foi surpreendido negativamente. A reação é explicada pelo aumento de gastos da empresa. Boa parte deles foi influenciada pela estratégia promocional no 4T07, pela abertura de novas operações internacionais e pelo crescimento das despesas com marketing. A participação das despesas com vendas no percentual da receita líquida subiu de 32,1% em 2006 para 33,6% em 2007. O Custo por Produto Vendido (CPV) se manteve estável, com 32,3% da receita líquida. E as despesas administrativas apresentaram pequena redução, passando de 13,4% em 2006 para 13,2% em 2007, como percentual da receita líquida. No consolidado, a receita bruta da empresa aumentou 10,6%, resultado em R$ 4,3 bilhões, a receita líquida subiu 11,5%, para cerca de R$ 3 bilhões, o lucro líquido teve aumento de 0,3%, atingindo 462,3 milhões e a margem ebitda ficou em 22,8% Para 2008 a Natura apresenta um plano de expansão das atividades, dos investimentos e a manutenção da margem ebitda consolidada no patamar mínimo de 23%. Faz parte do planejamento o aumento da presença no exterior, significando a continuidade a uma estratégia de crescimento que apresentou incremento de 58,2% nessas operações. O acréscimo foi estimulado pelo primeiro resultado positivo das operações na América Latina (AL), marcadas pelo início das vendas na Colômbia e na Venezuela e na expansão no México. As 86 mil consultoras responsáveis pelas vendas da Natura no continente, excluindo o Brasil, fazem parte do grupo total de 718 mil pessoas que funcionam como praticamente o único canal de venda da companhia - que este ano passou a vender também pela Internet. A meta da empresa é elevar sua receita na AL a um patamar de US$ 500 milhões até 2012, o que significaria uma participação de mercado de 4,5%. Além disso, também planejar continuar incrementando as operações na França e começar a vendas para os EUA até 2009, primeiramente, a partir de unidades produtivas já existentes em outros países. Em 2007, a Natura produziu 12,5% a mais de unidades do que em 2006. Isso representou 284,9 milhões. Em solo brasileiro, o ano passado foi de perda de market share, apesar de continuar a ser a preferida do mercado de cosméticos, fragrâncias e de produtos de higiene por 42% dos consumidores. No Brasil esse é um negócio que teve um crescimento real (descontado a inflação medida pelo IPCA) a 9,8% em relação a 2006, ou seja, cerca do dobro do conjunto das riquezas produzidas (PIB). Devido ainda a um potencial de desenvolvimento desse setor no Brasil, o aumento da participação no cenário doméstico é claramente a meta da companhia, garantiu o presidente Alessandro Carlucci, durante teleconferência de resultados. O que sustentará essa expansão desejada será o plano de investimentos entre 2008 e 2010, fundamento na aplicação de R$ 400 milhões essencialmente em ferramentas de marketing. Esse valor será obtido a partir do aumento da eficiência dos processos de manufatura e de melhor gestão patrimonial. A Natura espera elevar os ganhos através da diluição de custos fixos e de uma redução na participação dos custos da empresa de 2 pontos percentuais na receita líquido durante 2008. Segundo a companhia, desde o início do ano passado, vem ocorrendo uma revisão nos processos produtivos, a fim de melhor a produtividade. A redução no número de lançamentos, em torno de 200 ao ano, é parte desses procedimentos de gestão incorporados. O objetivo é focar os esforços de marketing em produtos que tragam maior receita, demanda, assim como retirar do portifólio aqueles com características contrárias e que representem altos custos de logística na proporção do retorno. Além disso, a diminuição de produtos produzidos deve proporcionar também um ganho de escala no momento da compra das matérias-primas e das embalagens. E para contribuir com essas mudanças, estão programados R$ 135 milhões. O montante será alocado em manufatura e logística, no novo centro de pesquisa e desenvolvimento em Campinas (SP), e em tecnologia da informação. |
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