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Projetos para segmento de baixa renda e econômico aumentarão participação no VGV da CCDI

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28 de agosto de 2008
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A imagem diferenciada em relação às demais incorporadoras do mercado foi reforçada na apresentação que o gerente de relações com investidor, Fernando Bergamin, fez da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI) em reunião na ApimecSul. A diferença, considerada uma vantagem, é principalmente pela forma como a companhia compra os terrenos, por meio de permuta, e pela não atuação como construtora. Isso colabora para que a empresa tenha um banco de terrenos (landbank) com um valor de vendas potenciais ou Valor Geral de Venda (VGV) de R$ 10,2 bilhões. Nos próximos anos, além de continuar aumentando, conforme o guindance divulgado, ele deve passar por transformações nas faixas de renda.

Recentes lançamentos e ainda em fase final, como o empreendimento Osasco, projetos em fases iniciais, como o Caieiras, e a aquisição da construtora HM, atuante no segmento de baixa renda e econômico nos arredores da região metropolitana de São Paulo, indicam que a parcela de 39% que os segmentos ocupam do total do VGV deve aumentar. A HM constrói para clientes residenciais (responsáveis por 87% do VGV da CCDI) e unidades de até R$ 100mil. Após a aquisição pela Camargo Correa, a construtora já acumulou quase R$ 200 milhões em vendas potenciais.

Os mercados de baixa renda e econômico, que agregam unidades de valores de venda até R$ 100 mil e até R$ 200 mil, vão tomar o lugar de parte das construções consideradas tradicionais, para faixas de renda Média ou Média Alta, com preços que vão de R$ 250 mil a R$ 350 mil. Responsável por 14% do portifólio da CCDI, a redução não acontecerá por razão de queda de investimentos ou demanda. Bergamin explica que a procura por apartamentos com valores entre R$ 140 mil e R$ 170 mil é muito grande. E a preferência é por unidades de três dormitórios, que chegam a serem construídos em 60 m².

O projeto Caieiras é a tradução do que a Camargo Corrêa considera ser o modelo de atuação no segmento econômico e de baixa renda. A intenção é lançar empreendimentos grandes, com VGV superior a R$ 20 milhões. Isso garante escala para a companhia e rentabiliza mais os projetos. O Caieiras fica a uma distância de 19 km da grande São Paulo, na cidade de mesmo nome Caieiras. O empreendimento vai colocar na cidade quase metade da população atual, que é de 75 mil habitantes. O terreno em construção tem o tamanho de sete campos de futebol, ou 5.207.600 m². É residencial e comercial, e terá unidades de valores de R$ 70 a R$ 200 mil, com um VGV estimado entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões. Esse valor é superior aos R$ 2 bilhões de VGV que deve ser agregado ao total de R$ 10,2 bilhões da companhia até o final do ano, de igual aos R$ 3 bilhões projetado para 2009. O Caieiras está em fase inicial e ainda não há uma data para ser lançado.

Os grandes empreendimentos continuam nos outros segmentos de atuação. O Ventura (na região central da capital Rio de Janeiro), cuja segunda torre tem propostas de compradores sendo analisadas pela empresa, e o projeto Paulista (na avenida de mesmo nome), da qual a CCDI participa com 50%, tem, cada um, VGV de quase meio bilhão de reais. Eles são incluídos no segmento de alta e altíssima renda, com participação de 35% no valor de vendas da companhia. Esses projetos têm características de serem de um único comprador. Parte são comerciais. Esse segmento representa 11% do VGV da empresa.

Mais de 50% dos lançamentos deste ano foram de unidades com valores máximo de R$ 350 mil. As vendas contratadas atingiram R$ 491 milhões (excluindo a primeira torre do Ventura com R$ 185,7 milhões), mais que todas as vendas do ano passado. Esse crescimento é justificado pelo aumento de unidades lançadas. A manutenção dos preços, mesmos diante do aumento da escala, é uma estratégia para não reduzir a margem da companhia (que enfatiza que o seu foco não é ter as maiores margens do mercado), diante dos estoques de venda que ainda tem que apropriar. Do segundo trimestre, o estoque de lucro ficou em R$ 206,9 milhões. De receita com venda, ficou para apropriar ao balanço R$ 726,6 milhões. O lucro líquido da companhia cresceu quase 200% entre 2tr08 e 2tr07, e atingiu R$ 76,3 milhões no final do primeiro semestre. O incremento na receita líquida foi de quase 300% na relação entre os semestres, e totalizou R$ 339,8 milhões. Esse desempenho é resultado da fase de lançamentos que a CCDI inicia este ano, depois de alguns anos com projetos em construção.

Acompanhe os resultados do 2Tr08 e 1S08

Leia o que já foi publicado pela CCDI no Portal Acionista em 28/08/2007

Veja matéria sobre o Setor Imobiliário publicada no Portal Acionista em 10/07/2008



Apresentação  Apimec-Sul
Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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