|
A partir de maio a Bradespar irá cumprir a promessa aos acionistas de
zerar o endividamento, hoje em R$ 30 milhões. A dívida da companhia
era de R$ 1,1 bilhão em dezembro de 2004. A maior parte foi paga com
os recursos levantados na oferta primária no mercado acionário. A
companhia captou R$ 1,044 bilhão em 2004 no mercado brasileiros. A
informação foi dada pelo diretor da Bradespar Luiz Maurício Leuzinger,
durante a reunião com os analistas da ApimecSul na terça-feira
(25/04).
A Bradespar, que recentemente se desfez da participação na Net, não
pretende abrir novos investimentos no momento, nem abrir mão das
aplicações atuais. A Bradespar tem investimento na CPFL Energia e na
Companhia Vale do Rio Doce. “As duas participações são de longo
prazo”, diz Leuzinger. Ele lembra que a saída da participação no
capital da Net deve-se à situação difícil vivida pela empresa. “A
Bradespar auxiliou na reestruturação da companhia, mas nossa
participação já não era interessante. O ganho obtido com a venda foi
para o resultado. Conseguimos um valor razoável”, avalia.
A média do crescimento trimestral do lucro líquido da Bradespar é de
28,6% do quarto trimestre de 2003 até o quarto trimestre de 2005. O
resultado saiu de um prejuízo de R$ 32 milhões no quarto trimestre
2003, para ganhos de R$175 milhões no mesmo período de 2005. Em 2005,
as receitas operacionais da companhia subiram para R$ 725,24 milhões,
contra R$ 452,97 milhões no ano de 2004. Ao mesmo tempo, as despesas
gerais caíram de R$ 63,89 milhões para R$ 17,12 milhões. A redução das
despesas financeiras foi outro fator importante, o custo passou de R$
120,76 milhões em 2004 para R$ 20,57 milhões no ano seguinte. Esta
diminuição deve-se à recompra de debêntures da Bradesplan. Tais
fatores fizeram o lucro líquido crescer 266%, de R$ 174,22 milhões
para R$ 636,99 milhões.
|