A instituição financeira com maior número de clientes, mais
de 24 milhões, segue na disputa por mercado, mas não via
aquisições, conforme tem se caracterizado nos bancos
concorrentes. A estratégia de expansão da base de
clientes e das receitas com operações de crédito do Banco
do Brasil permanecerá focada no trabalho com a marca de
200 anos, completados no ano que vem, na rede de
atendimento e na motivação dos colaboradores. A
incorporação do Banco Estadual de Santa Catarina (Besc) o
do Besc Crédito Imobiliário (Bescri), que está sendo
analisada, visa posicionar o BB como líder regional. De
acordo com o Gerente de Relações com Investidor Marco
Geovanne Tobias da Silva, há interesse na folha de
pagamento e nas carteiras de crédito, inclusive o
imobiliário, através do Bescri. Patrimonialmente, a
incorporação não agregaria substancialmente ao BB em
termos nacional, pois o Besc representa ativos de R$ 4
bilhões.
Durante ApimecSul em Porto Alegre, o Banco do Brasil
demonstrou que o exercício passado foi de recuperação ao
desempenho inferior em 2004 e 2005. Para este ano, o ganho
de escala pelo qual os líderes do setor financeiro terão
de apostar está alinhado com o ingresso no Novo Mercado de
Governança Corporativa da Bovespa e à intenção de agregar
valor ao acionista. Por isso, a atuação da empresa não se
traduzirá em aumento da rentabilidade das carteiras. A
elevação da produtividade passa pela busca de um índice de
eficiência (relação entre aumento de receitas e queda de
despesas) que caia dos atuais 47,5% para os 45% em 2008. O
índice de cobertura, que relaciona o volume de prestação
de serviços e as despesas com pessoal, não atingirá o
patamar de outros bancos privados. O BB alcançou 112,8%,
frente à média de 200% do mercado. Isso significa que
sobra às instituições concorrentes 100% das receitas de
recursos administrados, após pagamento de funcionários.
Em 2007, as diferenças com os concorrentes param por aqui.
Para continuar na luta pelo segmento de crédito, que deve
seguir crescendo cerca 20% em 2007, a ênfase continua nos
produtos para pessoas físicas. O BB quer incrementar em
35% a carteira que representa 45% dos R$ 133,2 bilhões de
recursos destinados a empréstimos. Desses R$ 24 bilhões de
créditos consignados - segmento que o BB ocupa a
vice-liderança - o valor disponibilizado passará de R$ 8,3
bilhões (de 2006) para 13 bilhões até o final do ano. A
estrutura do capital do banco ganhou qualidade a partir da
recuperação operacional do ano passado. Isso elevou o
lucro e melhorou os fundamentos da empresa. Além de
agregar valor às ações, a expansão do lucro líquido
possibilitou que o banco incrementasse de 11% (mínimo
exigido) para 17% o chamado Índice de Basiléia. Esse
percentual é a proporção do capital do acionista que o
banco deve destinar para crédito, por lei.
O acordo com redes do varejo é outro mote que está sendo
utilizado para o ganho em escala das instituições
financeiras desde o ano passado. No BB, o financiamento de
veículos, mercado que a empresa ocupa menos de 1%, será
impulsionado com parceria com a Localiza. No segmento
considerado como a próxima explosão da demanda por
serviços, o crédito imobiliário, a instituição olha com
cuidado, de acordo com o Gerente de RI. “O banco será
cauteloso neste mercado. Primeiramente, porque não tem
tradição. Depois, em razão de não existência de demanda
suficiente”. A Companhia firmou parceria com a Poupex, que
oferecerá investimentos imobiliários para os clientes do
BB. Em um primeiro momento, o retorno para o banco será
aumentar o conhecimento sobre o negócio. Para 2008, Tobias
da Silva acredita que a empresa terá seu próprio modelo.
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Índices de Performance
|
2005 |
2006 |
|
Lucro
Líquido/ R$ milhões |
4.154 |
6.044 |
|
LL
por Ação/ R$ |
5,2 |
7,3 |
|
Patrimônio Líquido (R$/milhões) |
16.849 |
20.758 |
|
Preço/Valor Patrimonial /R$ |
2,0 |
2,5 |
|
Preço/Lucro |
8,1 |
8,7 |
|
Payout - % |
36,1 |
40 |
|
Dividend Yeld - % |
4,4 |
4,6 |
|
Valorização da Ação - % |
33,9 |
65,8 |
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