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O mercado segurador
nacional ainda tem uma demanda superior a dois terços dele para ser
atendida. Somente 30% dos brasileiros em potencial tem seguro saúde ou de
automóvel. Reafirmando essa característica do mercado em que a Sul América
atua é que o superintende de relações com investidor, Klaus Meirose,
apresentou os resultados de terceiro trimestre da companhia em reunião na
Apimec-Sul.
Para aproveitar o cenário em expansão, o executivo pontuou as principais
estratégias durante a apresentação. O caixa conquistado durante a Oferta
Primária na Bovespa em 2007 no valor de R$ 175 milhões será usado para
adquirir outras empresas. A companhia acredita que o setor passará por um
processo de consolidação, pois não há condições para que as mais de 1.200
seguradoras permaneçam no mercado. Não há intenção em comprar empresas
semelhantes e aquelas em fase não-operacional. A aposta em venda cruzadas de
produtos, principalmente de saúde, é outra. A atuação no segmento é um dos
seus focos, apesar de se reafirmar como empresa multilinha. Entre negócios
que compraria, estariam planos de saúde e odontológicos.
Nos primeiros nove meses deste ano, 52% dos prêmios vieram do segmento. Eles
cresceram 9,3% em relação ao ano passado, e contribuíram para o incremento
de 12,3% na carteira total de prêmios da companhia, que totalizou R$ 6,4
bilhões. Um terço disso veio do segmento de automóveis. No entanto, o
aumento na sinistralidade (seguros pagos aos segurados sobre os prêmios
auferidos) em saúde foi um dos efeitos da crise, de acordo com Meirose. Já
que a Sul América detém 36% do marketshare, com quase 2 milhões de
beneficiários, também foi impactada.
No consolidado de 2009, a companhia apresentou uma queda de 8% no lucro
líquido, totalizando R$ 269,4 milhões. No trimestre, a redução foi de 32,9%.
Por isso, uma das conseqüências foi o menor retorno sobre patrimônio (ROE)
de 3,4 pontos percentuais em relação aos primeiros noves meses de 2008. Esse
indicador totalizou 14,3% no ano. Diferentemente, outros dois indicadores
positivos e destacados pela empresa foram o resultados dos investimentos e
rentabilidade média obtida através deles. Conforme o superintendente de
relações com investidor, isso demonstra o foco da companhia em ativos de
baixo risco. A empresa aplica normalmente 75% em títulos públicos, 22% em
renda privada e somente 3% em renda variável. A rentabilidade conquistada no
terceiro trimestre foi de 115% do CDI.
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